Ailton Villanova

12 de junho de 2017

Prazer demais!

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    Dizem que o Obdúlio Neto foi um bom pai e um marido exemplar. Todos os seus momentos livres ele os dedicava à mulher Odaléa e ao filho Obdúlio Luiz, o Dulinho.

      Certa noite, ele pegou o garoto, botou no carro, e saiu com ele até a praia de Pajuçara, onde compraria os sanduíches preferidos de dona Odaléa, que era chegada a um lanchezinho adubado antes de cair na horizontal. Quando dobravam numa esquina da orla marítima, ali pelas imediações da Atlantic, o menino avistou umas mulheres fazendo o “trottoir”.

       – Pai, quem são aquelas mulheres? – perguntou o garoto, cheio de curiosidade.

       E Obdúlio, cheio de dedos:

       – Elas são… são… são senhoras que vendem na rua.

       – Mas elas vendem o quê? – insistiu Dulinho.

       – Bom… elas vendem… vendem… sei lá! Vendem um pouco de prazer!

       O garoto começou a refletir sobre o que o pai acabara de lhe dizer e, quando voltou pra casa, abriu o seu cofrinho com a intenção de retirar uma graninha para comprar um pouco de prazer. Estava com sorte! Poderia comprar 50 cruzeiros de prazer. Dia seguinte, antes que de o pai voltar do trabalho, pegou a bicicleta e se mandou pra orla. Lá, abordou uma baixinha de vestido curtíssimo e pernas volumosas:

      – Dona, você pode me vender 50 cruzeiros de prazer, por favor?

      A prostituta ficou admirada e por momentos não soube o que dizer ao fedelho. Mas, com a vida difícil que levava, ela o convidou para voltar lá no dia seguinte, à tarde.  Ele voltou e a prostituta o levou até a casa dela, onde preparou-lhe seis pequenas tortas de morango. Comecinho de noite, quando Dulinho chegou em casa encontrou o pai muito preocupado:

      – Por onde você andou, meu filho:

      E Dulinho, todo contente e lambendo os beiços:

      – Fui ver uma daquelas senhoras que nós encontramos naquele dia que fomos comprar os sanduiches, tá lembrando? Fui lá comprar alguns prazeres.

      O pai amarelou:

      – E… e então… o que se passou?

      – Bem as quatro primeiras não tive dificuldade. A quinta, levei quase uma hora, e a sexta foi com muito sacrifício! Tive quase que empurrar com o dedo, mas comi assim mesmo! No fim, estava todo lambuzado, derramei creme pelo chão e a senhora me convidou pra voltar lá novamente, amanhã. Posso ir?

       O pai não pôde responder porque caiu de costas, infartado.

 

Apagou, chupou!

      O moreno de aspecto simplório ingressou no Pronto Socorro apresentando queimaduras na boca. Ao avistar o sujeito naquele estado, o médico de plantão estranhou:

      – O que foi que houve com a sua boca, amigo?

      O moreno explicou:

      – O que houve foi que, ontem à noite, conheci uma mulher danada de gostosa e muito louca. Aí, peguei ela e levei pra um motelzinho meio derrubado que fica perto do brejo da Levada. Naquilo que a gente estava se arrumando na cama, ela apontou para o abajur que havia na cabeceira e disse: “Apaga a luz e chupa…!” Foi isso, doutor!

 

Pra que tanta pressa?

      Malandros baianos resolveram formar uma quadrilha para assaltar bancos. Fizeram trezentas e oitenta e cinco reuniões, bolaram mil e duzentos planos e finalmente promoveram o primeiro assalto. Com êxito, por incrível que possa parecer!

      Assim que conseguiram chegar ao esconderijo, um deles perguntou ao líder do bando:

      – E aí, meu rei… vamos contar a grana?

      – Tá doido? Ter esse trabalhão? Vamos esperar pelo noticiário da TV, pra saber.

 

Suicida prudentemente inteligente

      Aparentando visíveis sinais de depressão, a loura deu entrada na saudosa Unidade de Emergência, com o dedo arrebentado por um tiro. No prontuário aberto pelo pessoal da polícia, na Deplan, e encaminhado à UE, constava o seguinte: “Tentativa de suicídio”. O médico leu aquilo, ficou intrigado e chamou a paciente para uma conversa reservada:

      – A senhora pode me explicar como era que pretendia se matar acertando um tiro no dedo?

      A loura contou:

      – Foi assim, doutor… Primeiro, apontei a arma para o peito, mas aí pensei: “que  desperdício, detonar os seios, depois da grana que gastei para enchê-los de silicone!” Então, botei a arma na boca e pensei: “ Nossa! Depois de gastar uma nota com os meus dentes de pérola implantados, não dá!” Foi quando me lembrei de botar a arma na minha orelha!

      – Sim, mas o que isso tem a ver com o dedo?

      Ela esclareceu:

      – Ora, pensei no barulhão que o tiro ia fazer e tapei a orelha com o dedo!