Rívison Batista

4 de junho de 2017

Poema de um insone online no Facebook

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Precisamos reerguer os nossos passos,
Encontrar os caminhos, por vezes, disfarçados
Iluminar a nossa própria luz quando enfraquece
Precisamos sentir os pés descalços…
Nossa própria luz, às vezes, se esquece
Que possui um gerador acoplado e frágil
Acoplado a todos que nos cercam
E frágil, pois sozinha não brilha forte;
E por mais que façamos força
Para entender esse universo ágil
Onde tudo gira e as lembranças nos refazem
Precisamos entender que tudo vai embora muito rápido
E o que fica na memória são apenas os destaques.
Precisamos entender que o sol não adormece
E que nós adormecemos em cada despedida
Em cada desilusão, em cada difícil momento
Fechamos os olhos
E damos as mãos para a própria partida;
Que parte tomando forma no corpo e em pensamento
Por não saber como fica tatuado de forma errada um adeus
E por já saber que o minuto de agora
Não é mais o minuto que vivemos
Abençoado seja o tempo, e breve seja a ferida.
E que fique registrado o paradoxo humano:
Que breve seja a razão,
Mas que sejam eternos os sentimentos.

 

*Rívison Batista é jornalista – poema escrito em 2012.