Flávio Gomes

27 de Abril de 2017

Nem todos voltarão

Último texto, veiculado no site “Diário do Poder”, do jornalista Carlos Chagas, falecido ontem, aos 79 anos: “Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares. Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e trabalhista, de acordo com os projetos do governo: devem garantir os votos de suas bancadas, comportando-se como líderes. Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente reformular sua equipe. Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do governo terá cumprido seus compromissos. Duvida-se de que até Michel Temer vacilará se lhe pedirem para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os partidos a que pertencem e as metas de cada ministério. Abre-se agora, para o governo, a etapa da eficiência administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato, ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato. A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima? Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas garantidas, como parece, o governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não retornarem.”

Condição

Maurício Lima, na “Veja”: “Um importante aliado de Temer quer convencer o presidente a estipular um prazo para Renan Calheiros. O senador teria até 8 de maio, quando começa a votação da reforma da Previdência, para definir se é governo ou oposição. ‘Tem de trazer ou isolar. No meio do caminho não dá’.”

De novo

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, criticando a reforma trabalhista: “Não entendo como relevam o projeto que acaba com o supersalário e colocam em seu lugar a reforma trabalhista, que revoga direito, reduz salário, coloca o acordado acima do legislado na recessão e aumenta a pejotização, reduzindo a receita”.

Questionamento

“Labafero”, coluna do portal Cada Minuto, aborda uma situação interessante: Alfredo Gaspar de Mendonça, Procurador Geral de Justiça nomeado por Renan Calheiros Filho, de quem foi Secretário de Segurança, gravou vídeo contestando o projeto do Abuso de Autoridade. Que é de iniciativa de Renan Calheiros, pai.

De fora

O senador Benedito de Lira (PP/AL) suspirou, nesta semana, com a decisão da Polícia Federal de isentá-lo de responsabilidade de acusação do doleiro Alberto Youssef em delação. Também, segundo a PF, Biu estaria isento em relação a outro inquérito, no âmbito da Lava Jato, sobre lavagem de dinheiro e corrupção.

Contestação

 

Há, nas redes sociais, manifestações contra a anunciada greve geral programada para amanhã. Pela ênfase com que entidades sindicais tradicionalmente ligadas ao PT têm divulgado o evento, segmentos contrários politicamente entendem que o ato, previsto para todo o Brasil, pretende fortalecer o ex-presidente Lula.

 

Revelação

 

Eduardo Villas Bôas, Comandante do Exército, disse à “Veja” que Dilma cogitou endurecer no processo de impeachment e que “políticos de esquerda”, sondaram sobre decretação do Estado de Defesa: “Percebemos que se poderia abrir a perspectiva de sermos empregados para conter as manifestações que ocorriam contra o governo”.

 

*O engenheiro, professor da Universidade Federal de Alagoas e escritor Alberto Rostand Lanverly lança, hoje, mais um livro de crônicas: “Mexendo nas Raízes”. A partir das 19 horas, no Restaurante Anamá, Avenida Sílvio Viana, Ponta Verde.

* A 7ª temporada do projeto Quinta Sinfônica começa hoje. Quem vai entrar no palco do Teatro Deodoro, às 20 horas, abrindo os concertos de 2017, é a Orquestra da Universidade Federal de Alagoas e os convidados Augusto Moralez e José Rocha.

*A cantora Fernanda Guimarães é a atração de hoje do projeto “Quintas no Poço”, com o show “Brasilidade”, a partir das 19h30m, na Unidade Sesc Poço. O repertório inclui vários ritmos da música brasileira. Acesso gratuito. Informações: 0800 284 2240.

* O projeto “Papo de Mestre” volta hoje às suas atividades, com o tema “A trajetória da literatura de cordel na vida dos alagoanos”. Às 14 horas, na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos. Os convidados são Jorge Calheiros, Cícero Manoel e Procópio.

*Encerra-se hoje, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas, a exposição fotográfica “Entre Panos e Ramos: Um olhar sobre as rezadeiras alagoanas”. As obras são das fotógrafas Jéssica Conceição, Ingryd Rodrigues, Karla Calheiros e Taís Theberge.

*O projeto “Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil’, da Fundação Cultural Palmares, será lançado hoje, na Serra da Barriga, em União dos Palmares. A ação prevê implantação de kits sobre a história e cultura afro-brasileiras para escolas municipais.

* O humorista Zé Lezin se apresenta de novo em Maceió com o show “As férias do Matuto”, hoje (20h30m, no Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções) e amanhã (20h30m, no Ginásio do Colégio Fantástico – Benedito Bentes). Contato: 99947.0909.

 

“Lula tem de ser candidato em 2018. Tem legitimidade.”

José Serra

Senador do PSDB/SP