Blog do Dresch

16 de Fevereiro de 2017

Lula lidera em todos os cenários da corrida presidencial em 2018

O MDA também fez simulações para a eleição presidencial do ano que vem e Lula lidera em todos os cenários em que aparece – tanto de primeiro quanto de segundo turno-, assim como na pesquisa espontânea. Bolsonaro, por sua vez, cresceu em relação ao levantamento anterior e se consolidou na segunda posição na pesquisa espontânea. “A pesquisa mostra que o cenário eleitoral ainda permanece indefinido, com elevado percentual de eleitores indecisos ou que votariam em branco ou nulo, o que favorece o surgimento de novas lideranças políticas e de propostas”, afirmou a CNT em nota sobre a pesquisa. No levantamento espontâneo, quando os entrevistados são questionados em quem votariam sem receber uma lista de possíveis candidatos, Lula, que é réu em cinco ações na Justiça, três delas ligadas à Lava Jato, aparece com 16,6 por cento das intenções de voto, ante 11,4 por cento em outubro. Bolsonaro, conhecido por polêmicas como a defesa de militares acusados de tortura durante o regime militar e a afirmação de que não estupraria uma colega deputada porque ela não merecia, ficou com 6,5 por cento das intenções de voto, ante 3,3 por cento em outubro.
Temer e Lula
Uma pesquisa pesquisa da CNT/MDA mostrou ontem que a avaliação do governo do presidente Michel Temer piorou em fevereiro na comparação com outubro. A mesma pesquisa mostra também que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações para as eleições de 2018 assim como indicou o crescimento do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Em um momento em que o país se esforça para superar a profunda recessão que tem gerado recordes de desemprego e também convive com as frequentes menções de políticos, muitos deles ligados ao governo, em delações da operação Lava Jato, a avaliação positiva da gestão Temer – a soma dos que o consideram ótimo ou bom– caiu para 10,3 por cento. Em outubro, pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte mostrava avaliação positiva para 14,6 por cento. Agora, os que acham o governo ruim ou péssimo passaram a 44,1 por cento, ante 36,7 por cento no levantamento anterior. A avaliação regular foi para 38,9 por cento, ante 36,1 por cento. A parcela dos que não tinham opinião ou não quiseram responder recuou para 6,7 por cento, ante 12,6 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. O desempenho pessoal de Temer foi aprovado agora por 24,4 por cento, ante 31,7 por cento em outubro, enquanto a desaprovação foi para 62,4 por cento, ante 51,4 por cento.
Imunoterapia  a serviço da vida
Um brasileiro de 34 anos é o pesquisador responsável por um estudo inédito que revelou que a imunoterapia é capaz de tratar a forma mais agressiva de câncer renal. Nesse método, em vez de dar aos doentes drogas capazes de matar tanto o tumor quanto as células saudáveis — como faz a quimioterapia —, o médico “acelera o sistema imunológico dos pacientes”, fazendo com que as células de defesa fiquem mais potentes e ataquem o câncer. Em sua pesquisa, Brandão monitorou, ao longo de um ano, a resposta de 60 pacientes de diferentes nacionalidades. E os resultados foram tão animadores que ele recebeu o prêmio de mérito científico da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
Imunoterapia a serviço da vida 2
Existem dois tipos de câncer de rim: o de células claras e o de não claras, que é o mais agressivo e letal. Todos os pacientes que participaram da pesquisa sofriam deste último tipo, que costuma não responder a tratamentos mais convencionais e pode levar à morte em apenas três meses. No entanto, após seis meses de tratamento com imunoterapia, 80% dos pacientes continuavam vivos. Ao final de um ano, 20% deles apresentaram redução dos tumores. O resultado foi surpreendente porque, até então, acreditava-se que apenas os cânceres de células claras poderiam ser tratados com a técnica.
Imunoterapia a serviço da vida 3
“Mostramos que há um caminho diferente para abordar esses tipos de tumores. Agora, a indústria farmacêutica deve investir mais em drogas para imunoterapia, o que pode popularizar e baratear o tratamento”,  afirma o pesquisador. Brandão é pesquisador da universidade americana Harvard e do Grupo Oncoclínicas, que atua em dez estados brasileiros. A pesquisa foi conduzida em parceria com outros pesquisadores nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e Coreia do Sul.
Imunoterapia a serviço da vida 4
No Brasil, o tratamento de imunoterapia para câncer custa, em média, R$ 50 mil por mês, e não está disponível no SUS. A abordagem é relativamente nova no país. A primeira droga do tipo foi aprovada pela Agência de Vigilância Sanitária apenas em 2012, mas o tratamento imunoterápico no Brasil começou a ser adotado com mais frequência a partir de 2015. Ele pode ser usada tanto para tumores de rim, quanto de bexiga e pulmão, além de melanomas e linfomas.
*** O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou ontem as agências de inteligência norte-americanas pelo que chamou de vazamentos ilegais de informações, e rejeitou relatos de contatos entre membros de sua campanha presidencial e oficiais russos de inteligência. 
*** Trump entrou na contraofensiva à medida que seu governo foi sacudido pela saída abrupta de Michael Flynn como assessor de segurança nacional na segunda-feira.
*** O jornal New York Times informou na terça-feira que os registros de telefonemas e chamadas interceptadas mostram que membros da campanha presidencial de Trump e outros associados de Trump tiveram contatos repetidos com altos oficiais de inteligência russos nos 12 meses anteriores às eleições de 8 de novembro.
*** Trump, claro,  repudiou a reportagem e disparou uma série de tuítes na manhã de ontem.
***  “Essa conexão russa sem sentido é meramente uma tentativa de encobrir os muitos erros cometidos na campanha perdedora de Hillary Clinton”, tuitou o presidente republicano, citando sua ex-rival democrata na disputa presidencial de 2016.