Blog do Dresch

9 de Fevereiro de 2017

Secretaria de Saúde diz que caso suspeito de febre amarela em Alagoas foi em 2013

 

Depois de muito disse-me-disse ontem em informações que circularam na imprensa sob uma suposta confirmação de um caso de febre amarela no Estado, a Secretaria de Saúde (Sesau) emitiu nota esclarecendo que, segundo orientações do Ministério da Saúde, não há caracterização de que o Estado é área de circulação do vírus da febre amarela, ou seja, não há municípios classificados como “região afetada” ou “região ampliada”. Importante também esclarecer que a febre amarela é uma doença endêmica e que há circulação do vírus de forma permanente em várias regiões do País, em razão da manutenção do ciclo de transmissão silvestre no qual estão envolvidas diferentes espécies de mosquitos, sendo os mais importantes em nossa região, os do gênero Haemagogus e Sabethes, que atuam como vetores do vírus para primatas não humanos (PNH), representando os principais hospedeiros e amplificadores dos vírus.
Sem febre 2 
A Sesau, que agora é comandada pelo advogado Crishtian Teixeira, ex-Secretaria do Planejamento (Seplag), salienta ainda que não possui caso confirmado da doença e que o último regsitro suspeito no Estado ocorreu em 2013 e, em 2017, já foi encaminhado ao CIEVS Nacional, relatório com o detalhamento de 2 casos suspeitos, conhecidos até o momento. Ressalta, ainda, que as pessoas vieram ou viajaram para outras regiões do País. Os dois estão em situação de investigação com a coleta de amostras de sangue, aguardando resultados, situação que não permite a classificação conclusiva dos casos.
Cunha indisciplinado
Em entrevista coletiva de imprensa realizada ontem, o diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo, confirmou que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) se negou a fazer exames para comprovar o suposto aneurisma cerebral, relatado em audiência ao juiz federal Sergio Moro. Segundo Cartaxo, ao negar a realização do exame, Cunha cometeu uma infração disciplinar. Na terça-feira, em audiência com Moro, Cunha disse ter um aneurisma cerebral e relatou que não há condição de tratamento médico no presídio onde se encontra. De acordo com advogados do peemedebista, a família do ex-deputado entregou exames médicos que comprovam a situação e serão entregues à Justiça. “O que precisa ser controlado na saúde dele é a pressão arterial. Ele recebe diariamente a medicação, nos horários certos. A afirmativa que ele fez de que o Complexo Médico Penal não oferece condições de custódia não é verdadeira. Oferece sim, a qualquer paciente nas condições que ele alega ter e que não estão comprovadas porque o exame que nós oferecemos ele não quis”, afirmou Cartaxo na coletiva.
Moraes justifica 
O ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu nesta quarta-feira, 8, com integrantes da bancada do PSDB no Senado. Na ocasião, ele rebateu críticas que tem recebido em relação ao seu perfil para ocupar uma vaga no Supremo dizendo que “não se pode discriminar o fato de (um indicado) ter atividade jurídica e ter atividade política”. O encontro foi realizado no gabinete do presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), e contou com a participação dos demais integrantes da bancada da legenda no Senado. Após a conversa, Aécio fez considerações semelhantes à de Moraes em entrevista concedida à imprensa.
Moraes justifica 2
“Se nós formos fazer uma análise histórica, mais de 30% dos ministros do Supremo Tribunal, nos 20 anos, tinham filiação partidária ou serviram a governos antes de ir ao Supremo. Não é demérito algum. Eles participaram da vida democrática de seu país ou em partidos políticos ou servindo aos governos”, ressaltou Aécio. O senador lembrou ainda que, após ser indicado pelo presidente Michel Temer para a vaga deixada por Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em janeiro, Alexandre de Moraes se desfiliou ontem do PSDB, partido no qual ingressou em 2015.
Sem Bíblia
Uma vereadora de Araraquara, a quase 300 km da capital paulista, causou polêmica na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal ao se recusar a ler trechos da Bíblia antes do início das sessões. O artigo 148 do regimento interno da Casa determina que o presidente deverá abrir a sessão sempre com a frase “sob a proteção de Deus, iniciamos os trabalhos” e, posteriormente, um vereador deverá prosseguir com leitura de um trecho do livro sagrado para os cristãos.
Sem Bíblia 2
“O trecho a ser lido deverá ter aproximadamente seis versículos”, diz o parágrafo quarto do regimento. O documento ainda estabelece que seja feito um rodízio de vereadores para a leitura, obedecendo a ordem alfabética. A Câmara Municipal de Araraquara possui 18 vereadores. Em discurso feito na sessão que abriu a nova legislatura, Thainara Farias (PT), 22, afirmou que mesmo sendo católica e frequentar a igreja ela não leria trechos da Bíblia no plenário da casa, em respeito ao princípio de laicidade do Estado brasileiro. “O Brasil é um Estado laico, e um Estado laico significa que o país ou nação tem uma posição neutra no campo religioso”, disse Thainara, que foi eleita no ano passado para o seu primeiro mandato como vereadora, sendo a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal da Araraquara. “Então, se não deveríamos permitir a interferência religiosa no Estado como parlamentares, deveríamos fazer nossas orações em particular, porque senão em vez de chamar o vereador aqui para ler um trecho da bíblia poderíamos chamar um vereador para vir aqui encarnar um caboclo e falar a palavra também de outras religiões”, concluiu.
*** O imbróglio judicial de Darlúcia Annibelle Lemos para que sua união estável com o cantor Wando, morto há 5 anos, seja reconhecida perdura até hoje. Há quase dois anos, ela entrou com um pedido na Justiça. Os dois ficaram juntos por 26 anos. “A Justiça é muito lenta. Teve recesso. Nunca foi pelo dinheiro, mas pela memória. O que sobrou foram as lembranças”, conta a auxiliar administrativa, que tem o apoio dos filhos mais velhos de Wando, Gabriele e Júnior.
***  O problema é que Renata Costa Lana e Souza, com quem Wando teve uma filha, também se apresenta como a viúva oficial. Quando ele morreu, de insuficiência respiratória, aos 66 anos, estava em Belo Horizonte com Renata, que mora na cidade. Foi a antiga companheira que registrou o óbito, apesar de Wando nunca ter residido na capital mineira. A partir daí, Renata se declarou inventariante pedindo 50% de tudo sem ter direito.
*** Darlúcia conheceu Wando aos 16 anos e teve que passar por cima de muita coisa pelo fato do cantor ser um mulherengo convicto. Cinco anos após a morte de Wando, ela ainda tenta reconstruir sua vida. “Estou solteira, sigo a minha vida, trabalhando. Meu maior desejo é ser reconhecida como mulher dele”.