Ailton Villanova

13 de Janeiro de 2017

Tamanho família,

      Além de biriteiro afamado, José Williams, o Zito Bimbinha, é um tremendo gozador. Quando provocado, então, ele deita e rola. Num certo dia de sábado, ele se achava confortavelmente instalado numa mesa do Bar do Peru, situado no Tabuleiro do Martins, quando chegou uma patota bastante conhecida no pedaço, liderada pelo padeiro conhecido como Xôxo. Esse grupo juntou três mesas e lascou o pau a beber. Lá elas tantas,   eis que o tal Xôxo subiu numa cadeira e discursou:

      – Companheirosss… chegou a hora do nosso concurso!      

      E a patota:

      – Muito bem!

      – É isso aí!

      – Manda brasa!

      Aí, o dono do bar foi logo querendo saber:

      – Que bobônica de concurso é esse?

      O Xôxa respondeu:

       – É pra saber quem tem o maior saco de Maceió!

       – Vê lá, hein?

       – Pode deixar que vai ser maneiro. Atenção! Primeiro candidato: Jorjão da Irinéia!

        Apareceu o candidato anunciado, um negrão que mais parecia um poste. Ele arriou as calças e exibiu um saco de meio metro. Foi um delírio!

        Enquanto ocorria esse lance, Zito Bimbinha desaparecia por instantes e retornava ao local a tempo de ouvir o anúncio do segundo candidato: Tonho Alemão. Esse também baixou as calças e… tchaaann: um par de               quibas de metro e meio. E todo mundo começou a gritar:

          – Já ganhou! Já ganhou! Já ganhou!

          Nesse momento, uma voz ecoou no meio do salão:

          – Um momento, rapaziada! Falta um!

          E o Xôxa:

          – Quem? Quem?

          – A minha pessoa! – respondeu Zito Bimbinha de braço levantado.

          Dito isto, ele se aproximou  dos concorrentes, empurrando um carrinho de mão, com um cágado enorme, dentro. A galera não entendeu o barato e o Xôxa invocou-se:

           – Ô cara, você tá querendo esculhambar? Isso aqui é um concurso de culhões e não de jabutis!

           E o Bimbinha:

           – Eu sei! O saco não dá pra mostrar, mas esse aqui é o chato que deu nele!

 

Presentinho de aniversário       

      Dona Vespasiana, esposa do empresário Coriolano Ferreira, é uma madame extremamente espirituosa. Na véspera de seu aniversário de 40 anos, o maridão chegou pra ela e perguntou:

       – O que é que você quer ganhar de presente amanhã, meu amor?

       – Um radinho! – ela respondeu, na batata.

       – Só um radinho?

       – É… desses pequenos, que tem um carro enorme, do lado de fora!

 

Ótima solução!

      Depois de violenta discussão, José Gualberto chegou à conclusão que não dava mais para continuar vivendo com a chata da Maribalda. Aí, chegou pra ela e propôs:

       – Vamos nos separar e dividir a casa. Você fica com um lado e eu fico com o outro. 

       A mulher concordou:

       – Tá legal. Você fica com o lado de fora!

 

O troco na hora!

       Galera curtindo adoidado a vitória da seleção brasileira de volibol no Panamericano, mil biritas e o guarda rodoviário Elúsio França, putíssimo, preso a um ingrato plantão de 24 horas num isolado posto de fiscalização. A falta de divertimento melhor, ele resolveu encher o saco dos motoristas e plantou-se na margem da pista. Parou o primeiro carro:

        – Documentos!

        – Qual é o problema, seu guarda? – estranhou  motorista.

        E ele:

        – Vou ter que multá-lo por excesso de velocidade.

        – Que onda é essa, seu guarda? Eu vinha devagar!

        E Elúsio, todo cheio de direito:

        – Vou lhe dar uma oportunidade. Como gosto de adivinhações, aqui vai uma… Se a certar não lhe aplico a multa.

        – Vá lá que seja!

        –  É de noite, você vê de longe dois faróis de forma redonda. O que é?

        – Ora, só pode ser um automóvel!

        – É muito geral. Poderia ser um Fusca, um Mercedes… Vou lhe aplicar a multa.

        – Peraí, seu guarda! Me dê mais uma oportunidade.

        –  Tá bem. É de noite, certo? De longe você vê um farol de forma quadrada… O que é?

        – Uma moto!

        – Mas que moto? Pode ser uma Honda, uma Kawasaki ou uma Suzuki. Não tem jeito. Agora vou lhe multar mesmo!

        O motorista arretou-se:

         – Muito bem. Pode multar. Mas, como você, eu também gosto de adivinhação, vou lhe fazer uma: é de noite. Ao lado da rodoviária você vê mulheres. Quem são?

         E o guarda:

         – Eu diria que são putas!

         – Sim, mas é muito geral, como diria você. Poderiam ser sua mãe, sua esposa, sua irmã…