Ailton Villanova

16 de dezembro de 2016

FINALMENTE, UMA MULHER REALIZADA!

      Casaram-se nos idos de 1950, na igreja de Nossa Senhora do Bom Parto. Marineide e Eribaldo viveram num autêntico mar de rosas, pelo menos nos dez primeiros anos de matrimônio. Por defeito de um ou do outro – e não por medida de economia, conforme espalharam as más línguas -, não tiveram filhos. Certamente, esse problema influenciou, e muito, na separação do casal. Mas Eribaldo e Marineide bem que tentaram salvar o casamento.

      A ultima tentativa é contada pelo próprio médico que os recebeu, certa tarde, em seu consultório. Na ocasião, foi dona Marineide quem abriu a discussão:

       – Eu não aguento mais as reclamações desse homem, doutor. Ele está  sempre me acusando de não querer fazer sexo…

       E o marido, aparteando:

       – Não é bem assim, doutor…

       – É! É, sim! – sustentou a mulher.

       – É que eu, também, não tenho mais o menor desejo por ela! – revelou o marido.

       O médico, que se mantinha calado, só espiando a arenga do casal, entrou no papo:

       – Calma, vocês dois! Vamos agir racionalmente.

       – Vamos! – concordou a madame.

       Daí, o doutor levantou-se e foi até uma estante cheia de amostras grátis, escolheu uma caixinha do rótulo azul e deu pro casal, recomendando:

        – Experimentem esses comprimidos. Eles acabam de ser lançados no Brasil. Quando terminarem de tomá-los, voltem aqui!

        Dias semanas depois, madame Marineide estava de volta ao gabinete do médico, toda contente:

        – Ai, doutor! Estou tão feliz! Agora, sim, sou uma mulher realizada!

        – Ótimo! E o seu marido… o que ele diz agora?

        – Ah, doutor, sei não! Nunca mais o vi!

 

A grande utilidade da vaselina

      Um pesquisador de mercado, contratado por uma grande indústria farmacêutica interessada em lançar um novo produto, bateu à porta de dona Malvitânia Cândida e foi direto ao assunto:

      – A senhora usa vaselina em casa?

      – Usamos, sim. É ótimo para cortes, queimaduras…

      – E para o que mais?

      – Para desemperrar coisas enferrujadas…

      – E a senhora não usa para sexo?

      – Ah, sim! Claro! Usamos muito para sexo!

      E o tal pesquisador, começando a ficar indiscreto:

      – E então, de que maneira aplica?

      – Nós botamos na maçaneta da porta do quarto para deixar as crianças do lado de fora!

 

Ainda bem…

      Papo de bêbados, no Bar do Duda, em Mangabeiras.

      Com a palavra, falou o primeiro deles:

      – Durante anos eu tive um irmão gêmeo, sabe? Ele era tão parecido comigo que, quando morreu, meu pai não sabia quem tinha morrido: eu ou ele!

      Observou o segundo:

      – Ainda bem que enterraram o outro, hein, meu chapa?

 

Estratégia inteligente da velha

      O coletivo suburbano parou num dos pontos do centro da cidade e aí subiu um gordão dos seus aproximados 200 quilos. No veículo, encontravam-se vazios apenas os dois últimos bancos da fila da esquerda de quem entra. Aí, ele esparramou-se todo nos assentos, já que um só não acomodava o seu corpanzil. Pernas abertas, muito à vontade, espalhando banha pra todo lado, o gordão abriu um livro de Agatha Christie e começou a ler.

       Adiante, subiu uma velhinha com toda pinta de professora  aposentada, equilibrando o óculos na ponta da venta e tentou sentar ao lado do cara. Logo, viu que não tinha condições, porque daquela massa enorme só havia sobrado um espaçozinho de nada.

       – Será que o senhor poderia chegar um pouquinho pra lá? – perguntou a velhota.

       O balofo fez que não ouviu e continuou de olho pregado no livro.

        A vetusta senhora insistiu:

        – Se o senhor sentasse como todo mundo, seria bem melhor, não seria?

        E o gordo, muito abusado:

        – E se eu não quiser sentar direito?

        A passageira respondeu:

        –  Eu conto o fim desse livro de mistério que o senhor está lendo!

 

Mas que mancada, pô!

      Pode-se dizer que o Jorgibaldo Macena é um sujeito de bem com a vida. O tempo todo ele está rindo, satisfeito com tudo, espalhando alegria pra todo lado. Certo dia, ele saía de um restaurante da zona praieira e deu  de cara com o amigo Felizberto Moreira, que se fazia acompanhar de uma mulher carrancuda e feia pra burro! Aí, abriu os braços e mandou:

       – Betão, meu irmão! Como vai essa força?

       E o Felizberto, todo escabreado:

       – Tudo joia, Jorgibaldo. Esta aqui é a minha mulher…

       E Jorgibaldo, no mesmo ritmo:

       – Aaah! Essa é a dona Suely? Muito prazer, dona Suely! O seu marido só fala na senhora!

       Felizberto empalideceu e a mulher se voltou pra ele:

       – Suely, hein, canalha? Vamos embora! Em casa vamos ter uma boa conversa!