Ailton Villanova

4 de dezembro de 2016

Ciclovildo, o incrível campeão!

      Depois de uma semana desaparecido, retornou, finalmente , à Maceió o distinto Ciclovildo Pereira, popularmente conhecido como Ciclô. Ele foi um dos 1.425 inscritos numa prova de pedestrianismo, que se realizou nesta capital, tendo como ponto de partida a orla praiana pajuçarense.

      Embora sabendo que não reunia a menor possibilidade de figurar entre, pelo menos, os primeiros 1.200 classificados, Ciclô fez questão de correr apenas para dar um trato nas canelas.

 

      Chegou o dia da prova.

 

     Ansioso, e emprensado naquele monte de competidores, ele aguardava a ordem de largada. Assim que foi dado o sinal, a turma sapecou as canelas pra frente, estimulada pelos aplausos da galera, e ele fazendo o mesmo.

       Vencidos os primeiros duzentos metros do percurso, Ciclô manquitolava em último lugar, com a língua despencado na caixa dos peitos. De repente, eclodiu o maior tiroteio na área. Policiais e bandidos, exibindo cada “berro” que não tinha mais tamanho, distribuíam balas pra todo lado. Estabeleceu-se, como consequência disso, o maior alvoroço na orla marítima.

       Foi justo, nesse momento, que nosso grande atleta deu o pique. Temendo ser alvejado por um dos balaços que traçavam os ares da Pajuçara, ele decolou em vôo rasante. Seus pés batiam na bunda numa sucessão incrível – vap, vap, vap, tapav, vadatap! Ciclô corria tanto que em  menos de um minuto consumiu os 10 km do percurso estabelecido para a prova. Recorde planetário. Nem super-homem faria tanto!

       Mas não parou aí!

       Num instantinho, o campeão Ciclovildo Pereira chegou a Maragogi. Foi em frente. Cinco minutos depois, ouvia-se a notícia de que ele vencera a barreira do som, ao passar que nem um bólido pela praia de Boa Viagem, no Recife. Depois de praticamente voar por Olinda a 730 km/h, ele foi esbarrar na aprazível praia de Manaíra, em João Pessoa. Aí, não aguentou mais: desmaiou. Voltou pra casa, algum tempo depois, pegando carona em tudo quanto foi meio de transporte.

 

Todos salvos!

       Um ano e meio atrás, Fedúlcio me ligou, aos berros:

       – Salve magnânimo mestre!

       Fui muito gentil e educado com ele, como sempre:

       – O que é que você quer, seu filho da puta?

       E ele:

       – Eu hoje estou bárbaro, grande mestre! Só queria lhe fazer uma pergunta, pode ser?

       – Faça logo, porque estou muito ocupado!

       – Seguinte: um avião transportando o presidente, seus assessores, ministros, certos deputados e alguns senadores explode e cai. Quem se salva?

       – Como é que eu vou saber, porra?

       – Ora, grande mestre, é elementar. Quem se salva é o povo brasileiro! Rá, rá!

 

Meio fraco

 

    O velhusco Optato Freitas, 98 anos e idade, procurou o doutor Nilton Jorge Melo, bastante preocupado:

     – Acho que tô ficando impotente, meu filho!

     – E quando foi que o senhor percebeu isso? – indagou o médico.

     E seu Optato:

     – Ontem à tarde, depois de duas trepadas. De noite, dei uma falhada na terceira! E hoje cedo, também!

 

Sem inimigos

      No sertão alagoano viveu um cristão intitulado Manuel Venerando, vulgo “Neco de Ostílio”. Acusavam-no de ser um tremendo matador. Toda vez que aparecia um infeliz crivado de balas na região, logo atribuíam o crime ao Neco de Ostílio. Mas ele nunca foi preso por causa disso, até porque prestou “muitos serviços” a chefes políticos e figurões sertanejos.

       Um dia, aos 80 anos, ele deu interessante depoimento ao saudoso jornalista Zito Cabral, do finado Jornal de Alagoas:

        – Vosmicê pode crê, dotô Cabrá. Tô cum essa idade e num tenho inimigo argum!

        E o Zito:

        – E como foi que o senhor conseguiu essa façanha?

        – Matei todos!

 

Um nome muito estranho!

      Feliz da vida, dona Lusitânia exibia uma barriga simpática, indicativa de pelo menos quatro meses de gravidez. Aí, encontrou-se com uma velha amiga, que foi logo especulando:

      – Você já escolheu o nome do bebê?

      – Ainda não, Eucalina. Eu nem sei se é menino ou menina! – respondeu ela.

      – Ué, por que você não usa o Ultrassom? – sugeriu Eucalina.

      – Acho que Ultrassom Oliveira vai ficar meio estranho, mulher!

 

Apenas uma vez!

      Juiz durão, doutor Lisymaco Tenório Villanova interrogava um cara no fórum de Águas Belas, Pernambuco. Sobre os ombros do indigitado pesava a acusação de adultério.

       – O senhor está ciente de que sua esposa pediu o divórcio, não está?

       – Tô, incelênça!

       – Seu Atanásio, o senhor confirma que trai sua esposa, aqui presente, com constância?

       – Se eu traio com Constança?

       – Isso mesmo.

       – Pra sê sincero, incelença, cum a Constança foi uma veizinha só, purque ela é munto fraquinha, num sabe? Nesse dia, eu tava puxando o maior fogo!