Blog do Dresch

27 de novembro de 2016

“Prisão de Lula é o complemento do golpe”

             O ex-ministro chefe da secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ao participar de um encontro em Mossoró (RN), afirmou que a prisão do ex-presidente Lula é a demonstração de que é preciso abater a ilusão de que os pobres podem se organizar e conquistar alguma coisa, porque Lula significa isso. “Lula é muito mais que Luiz Inácio Lula da Silva e muito mais que esse nosso projeto. A condenação do Lula faz parte do golpe e é uma consequência absolutamente necessária para complementá-lo. É eliminar a possibilidade de reação no futuro” afirmou Carvalho.

Pegar Lula faz parte do golpe 2

              Para Gilberto de Carvalho as forças do golpe trabalham incansavelmente para prender Lula e tentar condena-lo. “Eles vão tentar de tudo para impedir a volta dele em 2018 e é contra isso neste momento, que nós temos que tocar nossa luta” defendeu o ex-ministro. Ele também citou a extensão desse massacre nas esquerdas em toda América Latina. O desmonte que acontece no Brasil tem atingido vários países latinos. “Esse desmonte começou no Paraguai, depois pegou a Argentina, está golpeando a Venezuela, o Equador e a Bolívia. Por isso a esquerda precisa se articular em todo o continente e voltar a ocupar o espaço devido”.

Pegar o Lula faz parte do golpe 3

           Carvalho falou também sobre sua interpretação do movimento internacional que tirou o PT do poder: “Eu não tenho dúvidas que a criação do Brics, a articulação da esquerda na América Latina, a questão do Pré-sal provocaram uma ação bem estabelecida, muito bem concatenada, coordenada pelos Estados Unidos, pelas grandes petroleiras,  do sistema financeiro internacional, que decidiu bloquear o nosso processo e fazer o reenquadramento da América Latina e principalmente do Brasil, com aliados internacionais. O Brasil foi reenquadrado no processo neoliberal a partir dos interesses do sistema financeiro e das grandes petroleiras” defendeu o ex-ministro chefe da Presidência.

Damasceno e Pontes de Miranda

              Alagoas e em especial o jornalismo, perderam esta semana o companheiro Alves Damasceno, advogado e jornalista, compositor e quase padre, boêmio e excelente figura humana. Foi uma das personalidades presentes no box “Memória do Jornalismo Alagoano” lançado em 2014 por mim e pelo jornalista Mário Lima. Na oportunidade Damasceno me contou uma fantástica e emocionante história. Na década de 70, foi escalado pelo Tribunal de Contas, para ciceronear o grande jurista Pontes de Miranda, que viria á Maceió para uma palestra. Após recepcionar o renomado jurista no aeroporto, este lhe fez um pedido para visitar a casa que teria morado na capital alagoana há quase 70 anos atrás. Indicou o caminho e ao chegar no local, no bairro do Mutange, em uma barreira, identificou a antiga morada com algumas mudanças. Em uma casa simples, a atual moradora, como boa alagoana, abriu as portas, mesmo sem conhecer a autoridade presente. O mestre reconheceu a sala, os quartos e a cozinha, com poucas mudanças nos anos. Pontes de Miranda pediu para ir ao quintal nos fundos e perguntou por uma Mangueira. A árvore continuava firme e forte, imponente. Alves Damasceno viu então, o jurista, filósofo, matemático, advogado, sociólogo, magistrado e diplomata, autor de 300 livros, Francisco Cavalcante Pontes de Miranda, abraçar a árvore e chorar. A singela Mangueira, fazia parte das suas lembranças de infância em Maceió.

 

Chikungunya é uma ameaça

           A febre chikungunya, transmitida por um vírus através do Aedes aegipty deve tornar-se a principal ameaça à saúde dos brasileiros no próximo ano. O número de casos registrados da doença, segundo o Ministério da Saúde, foi de 251.051 neste ano, contra pouco mais de 26 mil no ano passado. Um crescimento de 850%. E deve aumentar ainda mais em 2017. No presente ano morreram, até meados de Novembro 138 pessoas por causa da doença, contra seis óbitos em 2015. A febre chikungunya deve crescer bastante no ano que vem, admite o Ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Os casos de dengue e de zika deverão se manter estáveis, mas a nossa maior preocupação é com a chikungunya” admitiu o Ministro.

Chikungunya é uma ameaça 2

            Ainda de acordo com o Ministro, no ano passado foram gastos cerca de R$ 500 milhões no combate ás doenças propagadas pelo Aedes aegypti. Para 2017 o orçamento ainda não foi aprovado pelo Congresso. Ao todo, 855 cidades, que representam 34% dos municípios pesquisados, se encontram em situação de alerta e risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Atualmente, a adesão à pesquisa do Ministério é voluntária, mas o Ministro pretende propor, que a partir de 2017, ela seja obrigatória a todos os municípios com mais de 2 mil imóveis. Das 22 capitais levantadas pelo Ministério, Cuiabá é a única em situação de alto risco. Nove estão em alerta e 12 em condições satisfatórias.

 

Redução de tributos

               O anúncio feito pelo governador Renan Filho de que pretende reduzir a carga tributária em Alagoas, começando pelo IPVA, repercutiu em todo o Brasil. Ele manifestou a intenção durante uma reunião ordinária da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas. Ontem mesmo, governadores de todo o Nordeste entraram em contato com chefe do Executivo alagoano, tendo inclusive participado de uma reunião em Recife, a convite do governador Paulo Câmara. Na reunião com empresários Renan Filho mostrou a redução que obteve nos gastos públicos, com 14% nos valores gerais dos contratos, enxugamento de 30% na folha de pessoal, redução da frota, telefonia, combustíveis, e ainda substituição tributária para diversos produtos, atualização das pautas fiscais, auditoria, e combate à sonegação.

 

 

  • O Departamento de Estradas de Rodagem iniciou a instalação de placas de alerta para o uso de faróis acesos nas rodovias estaduais.
  • A primeira fase da implantação segue até a próxima terça feira (29) com a sinalização das rodovias AL-220, AL-110, AL-115, AL 101-Sul e Norte, além das rodovias no contorno de Arapiraca.
  • Desta forma, o DER retoma a fiscalização da Lei que torna obrigatório o uso, nas rodovias, do farol baixo aceso durante o dia. A Justiça havia interrompido a fiscalização pela falta de sinalização nas rodovias.
  • Segundo o DER, a determinação é importante, porque trabalha com o objetivo de salvar vidas. O farol aceso dá visibilidade a quem está fazendo uma ultrapassagem, por exemplo.
  • Já nos perímetros urbanos, o pedestre pode observar melhor o veículo e evitar atropelamentos e outros acidentes.