Roberto Baia

18 de novembro de 2016

De olho no quinhão

Passada a euforia pela vitória, o que se discute entre aliados do prefeito eleito de Arapiraca, Rogério Teófilo, é a partilha do quinhão que lhes cabe na futura administração. E, como não poderia deixar de ser, os olhos vorazes estão voltados para três segmentos cruciais no equilíbrio do poder: saúde, educação e finanças.

Além do dedinho milagroso do tucano Téo Vilela Filho, três figuras importantes, neste processo eleitoral, que levaram Rogério a vitória no último dia dois de outubro, aguardam com extrema ansiedade pela bondade do chefe. Mas para quem conhece Teófilo, paciência é a palavra de ordem.

 

Eles são a bola da vez

O empresário Adoniran Guerra e os deputados estaduais Severino Pessoa e Rodrigo Cunha foram cruciais na reta final da campanha que levou a nocaute o candidato da situação, Ricardo Nezinho, e aliados de peso como a prefeita Célia Rocha, senador Renan Calheiros, Governador Renan Filho e o vice-governador Luciano Barbosa.

Até hoje, por incrível que pareça, continuam de boca aberta e sem saber o que aconteceu.

Traição, falta de dinheiro ou sapato alto… Só o tempo dirá.

 

Fogo amigo

Assim, não resta dúvida que eles merecem a parte que lhes cabe neste latifúndio. Rogério, que de bobo não tem absolutamente nada, deve sim dividir o bolo, mas as principais fatias devem ficar com assessores de sua absoluta confiança, evitando, assim, que seu governo não fique engessado com as bênçãos do fogo amigo.

 

É aguardar

Não resta dúvida de que em se tratando de política, até boi voa. E não será nenhuma novidade que na partilha dos cargos, alguém não saia insatisfeito e “bicudinho”.

Agora é só aguardar. O jogo está apenas começando.

 

Calote em Arapiraca

Cerca de 60 funcionários que trabalham nas obras de saneamento básico de Arapiraca ainda continuam com seus salários atrasados e sem receber cinco meses de cestas básicas. Os funcionários, que já haviam, há duas semanas, procurado este colunista para relatar a situação, denunciaram o abuso na manhã de quarta-feira, 16, ao Ministério Público, onde pediram ajuda com a finalidade de receberam seus vencimentos.

 

Não pagou

Entenda o caso: Os funcionários trabalham para a empresa terceirizada EletroCano, que fornece serviços para a Construtora Humberto Lôbo, vencedora da licitação de saneamento de Arapiraca. Eles afirmam que já entraram em contato com as empresas e realizaram várias paralisações, mas até esta semana não receberam seus respectivos salários.

 

Prefeitura repassou

Há duas semanas a reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura e foi informada que não há nenhum débito do executivo municipal junto à empresa Humberto Lôbo, por isso o atraso nos pagamentos é de única responsabilidade da empresa vencedora da licitação.

 

Estão em dia

“Todos os contratos com a Humberto Lôbo estão em dia, não havendo, portanto, nenhuma responsabilidade com empresas terceirizadas pela empresa contratada. No entanto, a Prefeitura entrará em contato com a empresa ganhadora do contrato/licitação, a fim de saber sobre essa denúncia, exigindo que os serviços sejam realizados e entregues no tempo acordado”, informou a nota da assessoria.

 

Prometeu e não cumpriu

A empresa Humberto Lôbo, através de sua gerência comercial, confirmou que os repasses estavam atrasados e que estaria normalizando os pagamentos no último dia 04 de outubro, o que não aconteceu. Até o momento os trabalhadores asseguram que dos três meses de salários atrasados, a empresa pagou apenas um.

 

Projeto estudantil

Estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) mobilizam-se para chamar a atenção da sociedade para a importância do Mercado Público do Artesanato de Maceió, localizado no Bairro da Levada. O Projeto de extensão “Mercado Público do Artesanato: retrato da cultura, patrimônio e identidade de Alagoas”, foi idealizado por estudantes dos cursos de relações públicas, jornalismo e teatro, sob a coordenação da professora e coordenadora do curso de relações públicas, Dra. Sandra Nunes Leite. A ação foi aprovada pelo Programa de Iniciação Artística (Proinart) e possui a duração de um ano.

 

 

 

 

… De acordo com os estudantes, o projeto nasceu da necessidade de reacender a discussão da importância do mercado, que é um patrimônio do estado de Alagoas. O potencial do mercado é grandioso, no sentido histórico, cultural e turístico. O projeto tem como objetivo mostrar, tanto para a população, como para as autoridades, essas potencialidades”, explica a estudante de Relações Públicas, Érica Rocha.

 

… Serão realizadas apresentações culturais gratuitas em escolas públicas, uma exposição fotográfica, a produção de um artigo científico e ainda um documentário que contempla a preservação da oralidade, presente no histórico mercado do artesanato.

… Nesta primeira fase, os estudantes realizam pesquisas sobre a história dos artesãos e da produção do artesanato genuinamente alagoano, catalogando a produção cultural e o perfil dos frequentadores do mercado público. As próximas etapas estarão disponíveis nas redes sociais da iniciativa.