14 de novembro de 2016

Os ossos do ofício 1.

Iniciei meus estudos no colégio da Professora Lourdinha Vieira. Ali na Pajuçara defronte a Praça da Liberdade.

Lembro-me de alguns colegas e amigos como a Clara, Maria Clara que morava ao lado do colégio filha do Dr. João Azevedo. O outro João Ataíde da família da fábrica de produtos derivados do coco, a Indiano. Na época não existia bulling. Não lembro porque o João era chamado de Don Ratão. Talvez porque fosse grande, maior que todos. E a Clara era Clarinha devido ao seu tamanho mignon.

Tia Lourdinha, como a chamávamos, era uma professora além do seu tempo. Seu colégio avaliado sempre acima dos outros. E o custo, investimento que os Pais faziam era baixo.

Devido a uma lei esdrúxula, tive que me submeter a um exame de admissão ao ginásio, pois não tinha idade para tal. Apesar de ter o conhecimento. Com os ensinamentos da tia Lourdinha, consegui ser aprovado de primeira.

Como o Colégio Diocesano, hoje Marista ficava na Rua Cincinato Pinto onde funciona a Secretaria da Agricultura, ia com frequência à casa do meu avô paterno para conversar. Vovô Barbosa como todos chamavam, fazia sempre uma pergunta: menino você vai ser engenheiro? E arrematava: engenheiro das obras feitas? Não Vô. Vou ser médico. Por quê? Não sei. Mais adiante vi que não conseguia dominar a física e a matemática mesmo com toda a dedicação do Irmão Marista Lúcio (ou Zezinho!). Assim, na época, tinha que seguir a carreira de Esculápio. Dei-me bem escolhendo a traumatologia junto com a ortopedia e fazendo dos ossos do ofício um leve caminhar com satisfação e prazer!

Caso seu Barbosa estivesse vivo teria visto que não fiz engenharia, porém trabalhei com vários objetos da engenharia para tratar as fraturas como também as patologias ortopédicas!