Ailton Villanova

12 de novembro de 2016

Um baixinho do caramba!

     O que ele tem de pequeno, tem de macho. Manuel Aurélio Gonzaga, o popular Pirrita, orgulha-se em dizer que não perde pra nenhum garanhão, em cima deste mundo velho de guerra. É abusado. Diz que, na horizontal, em cima ou debaixo de um cobertor, ele deita e rola. Basta ter uma companhia do sexo frágil que possua um bom rebolado e muita disposição.

     Outro dia, ele entrou esbaforido no consultório do médico Lupércio Bezerra Villanova, o Doutor Lupe, cheio de preocupação:

     – Doutor, tô precisando da sua ajuda! Eu não posso continuar como estou!

     –  E como é você está? – sondou o esculápio. – Qual é o seu problema?

     O baixinho, então, contou:

     – O meu problema é o seguinte, doutor…Toda manhã eu acordo excitado, dou uma transada segura com a Lucimar…

      – E quem é Lucimar?

      – É a minha mulher. Bom, depois de transar com a Lucimar, vou pro trabalho. Como sempre dou carona pra uma vizinha e ela me faz um jabaculê enquanto eu dirijo. No escritório, lá pelas dez, mais ou menos, vou até a sala da xerox e dou uma rapidinha com a nova estagiária. Na hora do almoço, levo a minha secretária para uma refeição reforçada no motel e… aí, já viu, né?

      – Imagino. Continue.

      – Saio do motel e volto pro escritório. De tardezinha, cerca das cinco, a mulher do meu sócio vai à minha sala e eu não posso recusar a trepadinha que ela me pede. A mulher é demais, doutor! Bom… quando, finalmente, chego em casa, geralmente eu aproveito e vou ao quarto da empregada para outra rapidinha…

      – Danou-se!

      – E, finalmente, quando vou me deitar, cumpro o meu dever conjugal com a minha mulher.

      – É dose, meu amigo! Não admira que esteja um pouco cansado…

      E o Pirrita:

      – Não, doutor! Não é isso…

      – Mas o que é que lhe preocupa, então?

      – É que agora o pau deu pra doer quando eu me masturbo!

 

Malas pra depois

       Bairro do Jaraguá, os ponteiros do relógio se aproximando das 9 da noite, e lá está o Josival Caetano tirando um cochilo no seu taxi, quando alguém lhe toca o ombro:

       – Ô gente fina… tá livre?

       O taxista abre os olhos de vez e responde:

       – Tô livre, sim. Pode entrar!   

       Carregando duas malas, o passageiro entra no carro e ordena:

        – Toca pra Jatiúca! Tô doido pra chegar logo em casa!

        – Chegou de viagem? – indagou o taxista.

        – Cheguei! Sou embarcadiço. Faz um tempão que estou no oco do mundo!      

          E Josival, mais curioso, ainda:

         – Quando você chega em casa depois de uma viagem de vários meses, qual é a primeira coisa que faz?

         – Faço amor com minha mulher.

         E depois?

         – Boto as malas no chão!

 

Mas que curiosidade!

     O casal Dióxido/Nistatina Calixto vive numa constante arenga. Bate-boca todo dia. Em que pese a desarmonia, eles se amam. O problema é o ciúme exagerado que um sente pelo outro. Num excepcional dia de calmaria, o casal resolveu ir ao teatro. Ocorre que, no meio do espetáculo, sem quê e nem pra quê, Dióxido e Nistatina começaram a discutir. Na fila de trás, alguém reclamou:

     – Querem acabar com essa discussão aí? Não estou conseguindo escutar nadinha!

     Aí, Dióxido parou de bater-boca com a mulher e respondeu ao reclamante:

     – E eu posso saber por que você quer escutar o que eu e minha mulher estamos discutindo?

 

O flagrante da vergonha

     No senadinho da Rua do Comércio, a turma de sempre, de coroas, batia  papo sobre futebol, quando, em dado momento, o assunto tomou outro rumo. Seu Geriobaldo Matias, sempre espirituoso, saltou com esta:

 

 

     – Eu tinha cinco anos de idade quando fui pego furtando cajarana no quintal da vizinha. Que vergonha passei! Levei a maior surra da minha vida!

     Mal Geriobaldo fechou a boca, o amigo Genésio contou a dele:

     – Vergonha maior foi a minha! Minha irmã me flagrou espiando pelo buraco da fechadura, enquanto ela se despia. Eu tinha oito anos.

     – Pois a minha vergonha foi maior que a de vocês dois! – aparteou seu Euclides Severo. – Minha mãe me pegou no auge da masturbação!

     – Mas isso não tem nada demais, Clidão! Todos os garotos fazem isso! – comentou um dos amigos.

     E seu Euclides:

     – Mas isso foi anteontem!

 

Palavras que causaram mal!

     Mimadíssima e muito da fresca, Mara Crisálida casou-se com o bonitão endinheirado Marconaldo. A lua-de-mel, eles foram passar em Miami, na maior esnobação. Quando o casal retornou da viagem de núpcias, Crisálida logo apressou-se em telefonar para dona Corália, a boníssima mãe:

     – Maínha… chegamos!

     – E então, filha, como foi a lua-de-mel?

     – Não foi muito romântica, maínha!

     – Mas o que você está me dizendo, Cris?

     – Isso mesmo que a senhora ouviu. O Marco me surpreendeu, maínha! Assim que saímos do hotel, ele mostrou  sua verdadeira face. Me disse coisas terríveis!

     – Ah,maldito! – revoltou-se a mãe. – O que foi que esse monstro fez com a minha filhinha?

   – Ele me disse palavras que eu nunca ouvi antes! Estou chocadíssima!

   – Mas que palavras, meu anjo?

   – Palavras tipo “cozinhe”… “passe”…  “lave”… “vá ao mercado”…  Que grosso, maínha! Será que a senhora pode me pegar ainda hoje?

 

Nem tanto assim

     Albetânio Correia, o Correínha, tomava a sua cervejinha no barzinho de sempre, na praia de Jatiúca quando, de repente, surgiu no pedaço o tal de Beneval Fedalto, com uma fofoca comprometedora:

     – Acho bom você dar um pulinho em casa…

     – Por quê? Tá havendo algum problema? – preocupou-se Correínha.   

      – Pra mim, tá né? Não sei se pra você. O barato é que tem um cara mandando ver na sua mulher…

     Correínha largou a cerveja e saiu na maior disparada. Passados uns dez minutos, ele voltou, com a maior cara de alívio. O amigo fofoqueiro então perguntou:

     – E aí, cara? É verdade ou não é?

     – Olha, verdade até que é, mas nem tanto assim como você disse.