Blog do Dresch

10 de novembro de 2016

Alemanha processa Facebook por estimular o ódio

              A Justiça da Alemanha anunciou a abertura de uma investigação para apurar uma denúncia de “incitação ao ódio” contra o proprietário do Facebook, Marck Zuckerberg, pela falta de colaboração da sua rede social contra comentários racistas. A investigação ainda está em fase preliminar, e pretende examinar se é possível aplicar uma sanção penal, e se o direito alemão pode ser aplicado em casos semelhantes. A ação partiu de um advogado da Baviera e atinge Zuckerberg e outros nove executivos da rede social. O governo alemão também já advertiu o Facebook em diversas ocasiões por sua tolerância em relação a postagens racistas e antissemitas, e não conseguiu sensibilizar os executivos da rede social e tomarem alguma atitude para evitar as manifestações de ódio.

 

Alternativas para a PEC

                   Senadores de oposição ao governo Temer, apresentaram quatro proposições como alternativas à Proposta de Emenda Constitucional do Teto de Gastos Públicos (PEC 55). São três projetos de lei e uma PEC que vão em direção contrária à proposta governamental. As propostas da oposição sugerem um prazo máximo de prevalência das medidas fiscais com o Plano Plurianual (PPA) que tem validade por quatro anos. A PEC prevê o teto para 20 anos. Outra sugestão prevê a irredutibilidade do gasto social per capita, ou seja, que os gastos do governo sejam compatíveis com o crescimento populacional. Os oposicionistas alegam que o congelamento de gastos por 20 anos vai representar um retrocesso, porque a população está em expansão no Brasil. Outra alternativa apresentada estabelece a garantia do aumento real do salário mínimo sempre que houver crescimento econômico. A ideia é constitucionalizar o aumento do mínimo para garantir que este direito não seja revogado e que a política monetária e cambial esteja comprometida com o crescimento econômico. Essa proposta gerou uma grande divisão na Comissão do Senado que analisou a PEC no dia de ontem.

 

Flexibilização da Voz do Brasil

                   A Medida Provisória (MP) que adota a flexibilização de horário para as rádios exibirem o programa “A Voz do Brasil” foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. Considerado o programa radiofônico mais antigo da América Latina, criado por Getúlio Vargas há 81 anos, a Voz deixa de ter a obrigatoriedade de exibição das 19h ás 20h e passa a ser flexibilizado, das 19h até ás 22h, com a decisão ficando a cargo das emissoras. Inicialmente o texto alterava o horário em função das Olimpíadas e Paralimpíadas, mas foi alterado pelos deputados para tornar a flexibilização permanente.

Flexibilização da Voz do Brasil 2

                   Mesmo com a flexibilização do horário, a grade da Voz do Brasil não sofrerá alterações, segundo a MP. Ao todo são 25 minutos destinados ás notícias do Executivo; cinco minutos para o Poder Judiciário e 30 minutos para o Legislativo, sendo 10 minutos para o Senado e 20 minutos para as atividades da Câmara. Alguns partidos de oposição se posicionaram contrários ao texto como foi aprovado. Consideram que com a mudança de horário o programa deixará de chegar aos locais mais distantes do país, uma vez que deixa de ter um horário pré-determinado e fixo diariamente. Deputados da oposição disseram que da forma como foi aprovado o programa perde sua principal característica de informar quem reside fora dos centros urbanos.

Distribuição de alevinos

                  O programa de distribuição de alevinos de Tilápia para pequenos produtores rurais de Alagoas, chegou a 143,6 mil alevinos no mês de Outubro. Os alevinos são produzidos nas estações de piscicultura de Rio Largo e Xingó e beneficiaram desta forma, 130 famílias de agricultores/aquicultores de diversos municípios. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura o programa de Distribuição de Alevinos significa garantia de alimento, emprego e renda para as famílias beneficiadas. Atualmente o programa possui 17 módulos de tanques-rede, atendendo a 20 famílias cada um.

Mayaro: outro vírus do aedes

                Após ser o vetor de doenças terríveis como a dengue, zika e chikungunya, o mosquito Aedes aegypti aparece agora como transmissor do vírus mayaro. Antes era um vírus silvestre, em algumas regiões da Amazônia, mas agora pesquisadores identificaram um caso no Haiti e deram o alerta. O problema é que o vírus possa ter se adaptado, e transmitido também pelos mosquitos urbanos, como é o caso do aedes, presente em todo o território nacional infernizando a vida dos brasileiros em especial. O vírus provoca uma febre semelhante à chikungunya, a febre do mayaro.

Mayaro: outro vírus do aedes 2

             Pelo quadro clinico pode ser difícil diferencia-las. O diagnóstico exato somente é possível em laboratórios com exames específicos. O paciente do Haiti suspeitou-se de início de dengue ou chikungunya, mas os exames deram negativo, e o de mayaro, positivo. Ainda que o vírus não seja de todo desconhecido, até agora só haviam sido registrados pequenos surtos esporádicos na Amazônia e arredores. Para transmitir a doença o mosquito precisa picar primeiro uma pessoa contaminada e depois uma suscetível. E lá vamos nós para um novo enfrentamento.

 

 

  • Produtores alagoanos de cana-de-açúcar visitaram na última terça feira, a Fazenda Santa Maria, na zona rural de Campo Alegre, onde existe um trabalho interessante sobre a diversificação de culturas.
  • O projeto é apoiado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, que trabalha em conjunto com o proprietário da área, empresário José Luiz Soares.
  • Ali, em 300 hectares, em vez da cana-de-açúcar, planta-se mamão, banana, macaxeira e maracujá. Segundo José Luiz, atualmente 70% da receita da sua propriedade vem desta diversificação de culturas, representando mais que o dobro do faturamento antes obtido na safra de cana.
  • A Fazenda Santa Maria é considerada modelo na região, estimulando a outros proprietários a também apostar em outras culturas, sem deixar de cultivar a cana.
  • Em Capela, outro proprietário seguiu o exemplo e está produzindo maracujá, milho e laranja, com resultados expressivos.