Blog do Dresch

30 de outubro de 2016

OMS reconhece pioneirismo de infectologista alagoano

                   A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o infectologista alagoano Celso Tavares, como autor dos primeiros estudos sobre o zika vírus. Foi Tavares quem primeiro registrou na pesquisa científica brasileira, a existência de um novo vírus, transmitido também pelo mosquito aedes aegypti, porém atingindo de forma mais intensa a pessoa picada. O professor alagoano, infectologista do Hospital Hélvio Auto e professor da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) iniciou sua pesquisa há quase três anos e já alertava sobre a proliferação da nova doença e de seus males.

Pioneirismo no estudo da zika 2

                   Além de reconhecer o pioneirismo do médico alagoano, a OMS deu início a uma pesquisa sobre o vírus, trabalho coordenado pela pesquisadora Débora Diniz, professora de Bioética da Universidade de Brasília e doutora em Antropologia. Ela esteve em Maceió para dar início à coleta de informações e reunir trabalhos e estudos já realizados, aqui e em Pernambuco, estado precursor das pesquisas sobre Microcefalia como consequência do zika vírus. A pesquisa pretende levantar informações sociais sobre as mulheres que deram luz a crianças sequeladas por terem contraído a zika durante a gravidez, bem como buscar a garantia dos direitos de mães e filhos.

Sobre o transplante de cabeça

                   Um dos mais aguardados e complexos procedimentos da Medicina moderna é o transplante de cabeça, que pasmem, está marcado para o próximo ano. O cirurgião italiano Sergio Canavero trabalha há alguns anos e dispõe até de um voluntário para o procedimento, o russo Valery Spiridinov, que está em estado terminal por sofrer da Doença de Werdnig-Hoffman e concordou em ser o primeiro paciente. Mas a cirurgia é um desafio. Precisaria de 150 médicos, trabalhando durante 36 horas a um custo de R$ 42 milhões. Seria necessário congelar o corpo para preservar as células do cérebro, que teria seu sangue drenado e usada uma solução cirúrgica. A parte a seguir exige muito trabalho: separar da cabeça do corpo inutilizável. Artérias e veias seriam envolvidas em tubos de silicone de plástico, comprimidos para impedir o fluxo de sangue e depois relaxados para facilitar a circulação após a cabeça estar posicionada no novo corpo. Depois a parte mais difícil. O corte da medula espinhal teria de ser com força e precisão e executado com um bisturi de diamantes. Para a união de cabeça e corpo seria utilizada uma cola médica especial denominada polietilenoglicol, já usada em cirurgias reparadoras. Se vai funcionar, ninguém sabe. Mas é o primeiro passo.

 

Violência combate violência?

                   Os números foram divulgados esta semana na 10ª edição do Anuário de Segurança Pública, que reúne especialistas em estudos da violência no país. Eles trabalharam com dados obtidos em 2015. Segundo o estudo, nove pessoas morrem por dia, no Brasil, por causa da interferência policial. E pelo menos, um policial é morto a cada dia. O relatório mostra que ao combater a violência com violência, o Estado brasileiro acaba colaborando com o crescimento dos índices de homicídios. Entre 2014 e 2015, apesar da queda de 1,2% de mortes violentas no país (59.086 para 58.383), as vítimas de violência policial cresceram 6,3% e o número de policiais mortos reduziu 3,9%, com 393 policiais mortos em 2015.

Violência combate violência? 2

                   Outro dado analisado e estudado pelos especialistas que publicaram o Anuário da Segurança Pública, é de que policiais morrem três vezes mais quando estão de folga das suas atividades profissionais, do que quando estão em serviço. Isso é atribuído a diversos fatores como a realização de “bicos” como complemento salarial, direito ao porte de arma estando ou não em trabalho e até mesmo o suposto envolvimento em atividades criminosas. Segundo o Anuário a taxa de mortes em 2015, causada por policiais em Alagoas foi de 2,90 por cada 100 mil habitantes. Já a taxa de policiais mortos, por grupo de mil pessoas foi de 0,90.

Vaticano e os arquivos da ditadura

                O Vaticano e a Conferência Episcopal Argentina anunciaram que concluíram os trabalhos de organização e digitalização dos arquivos do período da ditadura militar na Argentina, conservados pela instituição católica. As entidades anunciaram também como será feito o acesso dos interessados aos documentos. Com base em um protocolo, poderão consultar os documentos as vítimas e os familiares diretos dos desaparecidos e detidos, além de religiosos e seus superiores. O documento ressalta ainda que o trabalho “é um serviço à verdade, à justiça e à paz, continuando com o diálogo aberto para a cultura do encontro”.

Vaticano e os arquivos da ditadura 2

               Segundo o arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Mario Aurelio Poli, são cerca de 3 mil cartas escritas entre 1976 e 1983, que foram conservadas pela Conferência. Trata-se na maior parte, de cartas de familiares, sendo algumas com respostas a solicitações, com as comunicações que se fazia ao governo manifestando preocupações e pedindo pelas pessoas. Segundo o religioso, a etapa anunciada representa a conclusão dos trabalhos desenvolvidos pelo Episcopado, aprofundado e promovido pelo então cardeal Jorge Bergoglio. Depois que foi eleito Papa, Francisco quis levar o trabalho adiante com outros organismos da Santa Sé. Os arquivos conservam uma verdade histórica, um serviço à pátria.

 

 

  •  Alagoas esteve representada na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que reuniu estudantes de todo o país e de outras 20 nações. Estudantes das escolas estaduais Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca e Nossa Senhora da Conceição de Lagoa da Canoa apresentaram seus trabalhos na mostra que reuniu 650 projetos científicos.
  •  Os alagoanos apresentaram um trabalho sobre o uso da farinha de jenipapo para o tratamento de anemia (Nossa Senhora da Conceição) e o desenvolvimento de um inseticida dos extratos da planta “Comigo Ninguém Pode” para o controle de baratas urbanas e a criação de um unguento natural a partir do mentrasto para o tratamento da artrite reumatoide, ambos dos alunos da Escola Izaura Antônia de Lisboa.
  •  Antes mesmo da participação na Feira Internacional que aconteceu na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foram apresentados projetos sobre as atividades larvicidas dos extratos de arlequim e do Melão de São Caetano para controle do mosquito aedes aegypti (Escola Izaura Antônia de Lisboa), e o uso da farinha de jenipapo (Nossa Senhora da Conceição), premiados na Feira Nordestina da Ciência e Tecnologia, em Recife.
  •  Outros três projetos de estudantes foram selecionados para a Feira de Ciências de Alagoas: Cidade Sustentável, da Escola Manoel André, de Arapiraca; Análise da Inserção de Fibras Naturais de Coco e da Cana-de-Açúcar na Produção de Bioplástico a partir do Amido da Batata, e produção de pomada a partir de espécies vegetais para tratamento de lesões cutâneas provocadas pelo diabetes.