Roberto Baia

22 de outubro de 2016

Verba insuficiente

Sidinéia Tavares_ interina

  

Após o anúncio de uma emenda ao Projeto de Lei Orçamentária para 2017 no valor de R$ 300 milhões para revitalizar o Rio São Francisco, o secretário de Meio Ambiente de Penedo, Pedro Soares, afirmou que os recursos são necessários, mas insuficientes.  O valor será rateado entre os cinco estados e 521 municípios ribeirinhos. “O recurso é importante, mas ainda é pouco, na verdade. E não é tão simples como eles apontam”, afirma o secretário.

 

Situação preocupante

O recurso, direcionado à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), é voltado a ações de recuperação e preservação da bacia do rio. O secretário afirma que fica receoso quando recursos são anunciados para obras ou iniciativas que beneficiem o São Francisco. “Temos até medo quando sabemos da liberação de recursos. A sociedade precisa mobilizar-se, os legisladores também. Além da ação humana, os estados e municípios precisam fiscalizar também a ação humana que contribui diretamente para a degradação do rio”, argumenta.

 

Projetos para o rio

De acordo com o secretário, a cidade de Penedo tem vários projetos para o melhoramento do Velho Chico, como o combate ao assoreamento provocado pelos latifundiários, à falta de saneamento, por exemplo. “Entendemos que é um trabalho de formiguinha e também que o São Francisco é responsabilidade da União, mas devemos fazer nossa parte em cada município. O Governo Federal deveria, em minha opinião, se impor mais em torno da problemática que envolve o rio, como por exemplo, desenvolver ações que envolvam a educação ambiental”, diz Soares.

 

Leilão social

A entidade filantrópica internacional, Lions Clube de Arapiraca realiza neste sábado (22) um leilão de animais. A proposta é que a renda do leilão seja revertida para a construção da sede social do Lions Clube Arapiraca. A entidade completou 50 anos de existência e, ao longo de sua história, já realizou diversas ações sociais para a população arapiraquense.

 

Desvalorização

Como o nome já diz, a cidade de Palmeira dos Índios é conhecida pela grande concentração de povos indígenas em seu território. A cidade possui em média 73.725 habitantes, descendentes diretos e indiretos dos povos indígenas, mas muitos deles não dão a devida valorização a seus ancestrais e obras oriundas das aldeias xucurus-kariris, é o que afirma o embaixador da Cultura Afro-indígena do Brasil, Tiago Nagô.

 

Crime patrimonial

Tiago Nagô denuncia que constatou, durante visita nas aldeias de Alagoas, uma verdadeira falta de respeito com a ancestralidade e com as aldeias de Palmeira dos Índios, mas o que lhe chocou foi o fato de as igaçabas (jarras onde os índios enterravam seus parentes falecidos), material considerado patrimônio da humanidade, que já foi tese de dissertação e de valor inestimável para os povos indígenas, estão sendo colocadas na rua, em que funciona o Museu Xucuru, para serem recolhidas pelo carro do lixo.

 

Peças abandonadas

De acordo com Tiago Nagô, a direção do Museu pretende transformar o espaço em um Museu Sacro e por isso estão abandonando as peças indígenas. “Primeiramente que essas peças deveriam ser mantidas nas aldeias, mas os Xucurus-Kariris abriram mão, para ceder as relíquias para o Museu, porém o descaso e a falta de respeito com esse material de inestimável valor é muito grande e fere diretamente a fé e a cultura dos povos indígenas. Se uma peça dessa ficar rachada, danificada, é obrigação do diretor do museu consertar, paralisar o processo de deterioração. Não jogar fora”, reclama. 

 

 

 

Saneamento em Maceió

O Governo do Estado lançou, na manhã de ontem, sexta-feira (21), as obras de esgotamento sanitário da região do Farol. A proposta deve beneficiar cerca de 200 mil habitantes em oito bairros de Maceió (Farol, Pitanguinha, Pinheiro, Gruta de Lourdes, Santo Amaro, Ouro Preto, Canaã e Jardim Petrópolis). Ao todo, serão investidos R$ 185 milhões por meio de Parceria Público Privada (PPP) firmada entre a Casal e a Empresa de Saneamento de Maceió (Sanema).

 

Obra esperada

 

Há 40 anos, a população de oito bairros de Maceió aguarda uma solução permanente para o esgotamento sanitário. Meta da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) é atender a 70% do povo da capital. “Para sanear toda a capital era preciso R$ 1 bilhão. E trazer a iniciativa privada é falar a verdade com a população, mostrar a eficiência da iniciativa privada, por meio da Sanema. Serão 18 estações elevatórias, por exemplo”, citou o governador.

 

Está de volta

O prefeito de Campestre, Amaro Gilvan de Carvalho (PT do B), o “Gilvan Cabeção”, retornou ao cargo após ação solicitando a suspensão de seu afastamento do executivo municipal. A decisão foi tomada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Alcides Gusmão da Silva. A defesa de Amaro Gilvan ingressou com o agravo de instrumento inconformada com a decisão proferida pelo juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Porto Calvo, João Paulo Martins da Costa, que prorrogou, no dia 11 de outubro, por mais 60 dias, o afastamento do gestor, nos autos da ação civil pública por ato de improbidade administrativa.

 

 

… com informações do jornalista Davi Salsa: A nova configuração da Câmara Municipal deve ser mais um dos desafios no caminho do novo prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB), a partir do dia 1º de janeiro de 2017.

… Com base no resultado das urnas, que colocou no legislativo arapiraquense dos 17 vereadores eleitos 11 são de partidos diferentes. No início da atual legislatura foram eleitos vereadores de oito partidos diferentes.

… Mesmo derrotado nas urnas, o PMDB vai continuar ocupando quatro cadeiras, número igual em relação à eleição de 2012, ano em que foram eleitos Aurélia Fernandes, Rogério Nezinho, Gilvânia Barros e Adalberto Saturnino.