Blog do Dresch

21 de outubro de 2016

Aéreas aumentam número de voos para Maceió

                   O fluxo geral de passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, na capital alagoana, cresceu 6,5% no primeiro semestre, e estimulou a Gol Linhas Aéreas a criar vários voos extras com destino a Maceió. “Essa decisão atende ao nosso objetivo de incrementar a malha aérea local, através de parcerias com as companhias” assegura o Secretário Helder Lima, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Os novos voos partirão de Porto Alegre (RS), Foz do Iguaçu (PR), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), e começarão a ser operados a partir do próximo dia 16 de Dezembro.

Novos voos para Maceió 2

                   Os números sobre o fluxo de passageiros para Maceió, foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), e o índice positivo registrado em Alagoas, contraria a tendência nacional, que tem apresentado uma retração nos últimos 13 meses na demanda de voos domésticos no Brasil. Em Agosto o índice recuou 7,5%. Um aspecto que também estimula o crescimento do número de voos, é a redução de 17% para 12% a alíquota do ICMS da querosene utilizada na aviação, tornando Alagoas um estado competitivo e atraente para as companhias aéreas.

 

Investimento em medicamentos

                   O Ministério da Saúde anunciou que vai investir R$ 6,4 bilhões para incentivar a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologia em saúde, sendo que a maior parte será destinada a produção de remédios. Também serão construídas três fábricas para a produção de medicamentos biológicos, mais complexos e que respondem por 51% do orçamento de remédios do Ministério. O investimento virá da iniciativa privada e de laboratórios públicos. Estas fábricas farão parte da Fundação Osvaldo Cruz, do Instituto Butantan e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). As parcerias na área de biológicos preveem investimentos para a produção de medicamentos para o tratamento de pessoas com câncer; soros contra a raiva e picadas de animais venenosos e vacinas para gripe, hepatite A e HPV, por exemplo. Outro aspecto a considerar é que o investimento deverá gerar mais de 7.400 vagas de empregos qualificados, além de 450 doutores especializados em pesquisas. Outros R$ 740 milhões estão previstos para a produção de medicamentos direcionadas a doenças raras e negligenciadas e que vai reduzir a judicialização e a assistência a pessoas que sofrem com essas doenças.

 

Uma ascensão oportunista

                   Em entrevista concedida à revista Carta Capital, o renomado geógrafo britânico David Harvey, afirmou que os presidentes Michel Temer e Maurício Macri, do Brasil e da Argentina, não ficarão no poder por muito tempo. “Nos dois países, há a ascensão oportunista de uma direita neoliberal que se aproveita de um poder efêmero. Não acredito que Temer e Mari permaneçam no poder por muito tempo” afirmou o pesquisador. Harvey afirma que lamenta uma ascensão global do conservadorismo, assumindo seu desencanto com algumas lideranças, tais como os presidentes brasileiro e argentino.

Uma ascensão oportunista 2

                  O geógrafo inglês continuou falando sobre a ascensão da direita nos dois países. “Obviamente, no Brasil um presidente foi efetivado sem ser eleito e enxerga nesta oportunidade no poder uma forma de implantar um programa neoliberal bastante radical. A mesma coisa ocorre na Argentina. A maior parte dos eleitores de Macri não previam que seu governo seria tão neoliberal. Eles estão usando essa passagem pelo poder para construir uma transformação radical da economia e beneficiar a classe do capital corporativo”. Na entrevista o geógrafo citou também como exemplos de ascensão na direita no mundo com Recep Erdogan, na Turquia, e a candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Tuberculose mata muito

            A tuberculose matou em todo o mundo, em 2015, 1,8 milhão de pessoas, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade divulgou um relatório com dados sobre a doença em 202 países e territórios, que representam mais de 99% da população mundial e dos casos globais de tuberculose. Mesmo sendo uma das principais causas de morte no mundo, o índice de letalidade da doença caiu 22% entre 2000 e 2015. No ano passado, 10,4 milhões de novos casos foram registrados no mundo, sendo 5,9 milhões (52%) entre homens; 3,5 milhões (34%) em mulheres e um milhão em crianças. Do total, 1,2 milhão eram pessoas com o vírus HIV.

Tuberculose mata muito 2

              Segundo o relatório da OMS, os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) respondem juntos por 50% dos casos de tuberculose no mundo. Nestes países, com exceção da Índia, o financiamento para estudos e combate à doença é principalmente interno. A OMS estima que em todo o mundo, a taxa de declínio da incidência da tuberculose manteve-se em apenas 1,5% nos anos de 2014 e 2015. Mas para atingir os primeiros marcos da estratégia de eliminação da doença é necessário alcançar índices anuais entre 4% e 5% até o ano de 2020.

 

  •  A comunidade chinesa que reside na Itália, precisamente em Milão, iniciou uma série de protestos contra a visita do líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, que inclusive vai receber as chaves da cidade.
  • A homenagem foi decidida em uma resolução aprovada pelo conselho local da comunidade, na gestão do ex-prefeito Giuliano Pisapia.
  • O fato desencadeou uma série de protestos entre os chineses que vivem na cidade.
  • “A concessão da cidadania honorária ao Dalai Lama é uma iniciativa que consideramos errada e ofende a dezenas de milhares de cidadãos chineses-milaneses, porque não leva em conta a realidade histórica e a atual relação da China com o Tibet. Ele não é apenas um líder religioso, mas líder de um estado que não existe realmente” afirmaram os chineses em um comunicado.
  • Para a Câmara Municipal de Milão, a cidadania honorária ao Dalai não representa uma interferência em assuntos políticos da China, e não é um ato hostil, mas apenas uma posição democrática da Câmara.