Ailton Villanova

19 de outubro de 2016

E precisava mexer tanto?!

Com Diego Villanova

      Irajane Cristina é uma bela morena de 25 anos distribuídos num corpo espetacular. Quando sai à rua provoca  torcicolo na rapaziada. Seu traseiro é uma coisa monumental. O marido, o balconista Francinoberto Alcindo, morre ciúmes… coitado.

     Certa noite de verão, Irajane Cristina dormia abraçada com o distinto esposo, de janela aberta (infelizmente, o casal não possuía ar condicionado) quando irrompeu no aposento uma dupla de malfeitores de arma em punho:

     – Quietos os dois! É um assalto!

     A gostosura abriu os olhos assustada:

     – Por favor, seu ladrão, não nos mate!

     E o meliante:

     – Cala a boca!

     O outro bandido determinou que o Francinoberto se postasse no canto da parede e, em seguida, encarando a assustada madame, que vestia um baby-doll sumaríssimo, comentou, com a baba rolando pelo canto da boca:

      – Porra meu louro! Você é boa pra cacete! Vai ter que fazer o que a gente quiser, senão seu marido vai pro beleléu:

       E ela, tremendo nas bases:

       – Por favor… Eu faço! Eu faço!

       O primeiro meliante deitou-se ao lado dela. O marido só olhando, com a maior cara de tristesa. O marginal mandou ver uma vez, duas vezes, três vezes…

       Até que o segundo bandido reclamou:

      – Ei, rapaz!  Tá bom! Agora, eu!

      Até então, Irajane  se mantinha quietinha, embora o primeiro meliante houvesse pintado as canecas com ela. Assim que o segundo delinquente começou o seu “serviço”, madame se ligou no barato. O canalha foi fundo na sacanagem, até não querer mais. Acabado tudo, os bandidos se mandaram e a mulher ultrajada caiu nos braços do marido desmoralizado:

       – Perdão! Perdão, meu amor! Eu tinha que fazer o que fiz, senão aqueles malvados teriam lhe matado. Você me perdoa?

       E o marido calado, a cara fechada.

       – Por que você não fala, meu amor? Você está triste com a sua mulherzinha?

       O marido continuou caladão.

       – Fala alguma coisa, amor! – insistiu a mulher.

       E o Francinoberto, muito puto:

       – E precisava mexer tanto, precisava?

 

Péssima hora pra despertar

     Na Delegacia de Defesa da Mulher dos anos 80, a delegada Maria Aparecida Araújo interrogava o acusado Astrolábio Barroso:

     – Por que o senhor agrediu barbaramente sua esposa? Veja só o estado me que se encontra a coitadinha!

     E o cara, na defensiva:

     – A culpa foi dela, doutora! Ela sabe que eu sou nervoso…

     – Nervoso, hein? Por que foi que o senhor deu essa porrada no olho dela? Me conte!

      – Conto. Aconteceu o seguinte… eu estava dormindo, acho que já no terceiro sono, quando essa imbecil começou a me sacudir pra lá e pra cá: “Acorda! Acorda”!  Abri os olhos assustado e perguntei: “O que foi? O que aconteceu?” Então, ela respondeu: “Tá na hora de tomar o remédio pra dormir!”…

 

Fósforos infuncionáveis

      Fabricante de gaiolas, seu Ezequiel Cesarino saiu de Pariconha para visitar Maceió, e nessa viagem encantou-se com um tipo de caixa de fósforos, que jamais tinha visto na vida. Era daquelas dobráveis, de papelão, que sempre traz uma propaganda, que o leitor conhece muito bem. Aí, ele resolveu levar um exemplar para dar de presente à dona Maria Pastora, sua cara esposa.

      – Repara qui coisa mais bela, mulé!

      – Qui danado é isso, Cesarino?

      – É uma cacha de fófi!

      Dia seguinte, pela manhã, seu Cesarino foi acordado pela esposa, que, decepcionada, reclamava:

      – Toma teu fófi de vorta! Esse peste num presta!

      E o marido:    

      – Cuma num presta, mulé? Eu isprimentei um pur um, ontonte!

 

 Limão, o melhor remédio

     No bairro do Bom Parto dos tempos áureos, existiu um caboco chamado Aurelino Simões, que era metido a sabichão, principalmente em termos mulheríficos. Auxiliar de enfermagem, de vez em quando tirava uma onda de doutor. Um dia, num bate papo com amigos no Beco da Alexandria, ele ensinou ao amigo Ruy Silva, o Dúi, como ele deveria proceder quando fosse à zona do meretrício, para se proteger de doenças venéreas (naquele tempo não se falava em Aids):

      – Olha, Dúi, você leve sempre um limão no bolso. Na hora de chamar na grande, esprema o bicho na parte íntima dela. Se a mulher chiar, já sabe, tem problema.

      Na primeira oportunidade, o amigo Ruy Silva colocou em prática o ensinamento do mestre Aurelino. Levou a dona pra cama e na hora do pega-pra-capar, espremeu o limão dentro da peça da mundana, que deu aquela alteração:

       – Quê que há, porra?! Você veio aqui pra trepar, ou pra fazer limonada?

 

Só vai com álcool!

     Madame Antiógena Fialho era uma morena simpática com tudo no lugar, apesar de cinquentona. Disso se orgulhava seu companheiro, o negrão Algafeu, que com ela coabitava havia quase dez anos. Mãe extremosa, Antiógena dava uma volta com o seu bebê, na orla lagunar do Vergel do Lago, quando, repentinamente, parou o carrinho, porque reparou  que a criança transpirava demais. Mais que depressa, pegou um pedaço de papelão, improvisou um leque, e começou a abanar o nenêm. Nesse momento, foi passando um bebão, que achou por bem orientar:

      – Olha, dona, se a senhora não botar álcool, num vai pegar fogo,não!