Blog do Dresch

5 de outubro de 2016

Suplicy sobrevive ao tufão que atingiu o PT

                   Se dizendo um “sobrevivente do tufão que abateu o PT nestas eleições” o vereador mais votado de São Paulo, com 301 mil votos, Eduardo Suplicy, pouco comemorou a conquista. Ele disse que foi abatido na corrida eleitoral de 2014, quando perdeu a cadeira que ocupava havia 24 anos no Senado Federal. “Mas me reergui graças as mais de cem palestras que dei em universidades, escolas, grupos empresariais e sindicatos” disse ele. E foi mais longe:” Sobrevivi e consegui enfrentar o tufão que atingiu o PT este ano, tendo em conta a experiência de não ter ganhado a eleição de 2014”.

Sobrevivente do tufão 2

                   Suplicy também reconhece que nesta eleição municipal recebeu um tratamento diferenciado nos espaços do horário eleitoral e até mesmo os custos de campanha foram bem baixos, uma vez que gastou somente R$ 120 mil, que gerou um gasto de R$ 0,387 por voto. Sobre seus projetos, Eduardo disse que pretende direcionar muita coisa para a saúde, pela necessidade da população. Sobre a ex-esposa, Marta Suplicy-recém derrotada para a Prefeitura de São Paulo- ele evita falar, mas acha que ela deveria ter lutado dentro do PT para ter o direito de concorrer no pleito. Marta trocou de partido e assumiu candidatura pelo PMDB.

 

Combate ao crime no Cone Sul

                   O Brasil manifestou interesse em liderar o combate ao narcotráfico e ao contrabando nos países do Cone Sul. Esse foi o principal tema discutido entre o presidente tampão Michel Temer e o presidente paraguaio Horacio Cartes, na visita de ontem a Assunção. O Brasil vai sediar, em 8 de Novembro um encontro com os ministros do Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia, responsáveis pelas áreas envolvidas na questão, como Defesa, Interior e Justiça. Aliás, nesta visita ao Paraguai, Temer já levou consigo os ministros Raul Jungmann (Defesa), Alexandre de Moraes (Justiça) e Sergio Etchegoyen (Segurança Institucional) para mostrar o interesse do Brasil em envolver os países do hemisfério sul do continente para participarem do esforço concentrado de combate ao crime nas fronteiras. O chanceler José Serra também manifestou anteriormente a necessidade de combater o contrabando de cigarros para o Brasil, e de outras mercadorias como armas e drogas. Os representantes dos dois países concordam que o crime é cada vez mais transnacional e que é preciso fazer a integração dos países para obter resultados positivos.

 

Saúde como prioridade

                   Em entrevista ao radialista França Moura, o governador Renan Filho voltou a salientar a importância que o governo do estado tem dado à saúde pública. Ele citou o trabalho que vem sendo realizado pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que já são cinco no Estado, sendo duas em Maceió (Trapiche e Benedito Bentes) e ainda em Delmiro Gouveia, São Miguel dos Campos e Maragogi. “O Governo de Alagoas construiu as UPAs, as equipou e agora custeia 75% do seu custo mensal, pagando a sua parte e a do governo federal. É o investimento para melhorar a saúde prestada aos alagoanos” disse Renan Filho. Citou ainda a construção da Maternidade de Risco Habitual e dos hospitais Metropolitano, das Clinicas e da Criança que atenderão à capital alagoana.

O retrocesso educacional

                 O ex-ministro da Educação Aloízio Mercadante disse em entrevista que “a gestão golpista do Ministério da Educação produz uma cortina de fumaça para mascarar a clara intenção de reduzir a inclusão de pessoas de baixa renda na educação superior”. Ele rebateu acusações de que o atraso do pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) seria uma dívida deixada pela sua gestão. Instituições de ensino superior estão há três meses sem receber os pagamentos dos alunos cadastrados no Fies. O atraso chega a R$ 5 bilhões e atingem 1,8 milhão de alunos de 1,3 mil instituições. Isso inclusive ameaça as matrículas de 2017.

O retrocesso educacional 2

            Mercadante explicou que deixou o Ministério da Educação com um orçamento de R$ 18,2 bilhões para o Fies. Além disso estavam contemplados mais R$ 259 milhões para o FGDUC e R$ 267 milhões para pagamento de taxas junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. “Esses valores são mais do que suficientes para atender as necessidades do programa, ainda mais se considerarmos que o atual ministro já cortou 90 mil vagas do Fies para este ano. É a falta de compromisso com o acesso dos mais pobres ao ensino superior” disse o ex-ministro.

O retrocesso educacional 3

                As críticas do ex-ministro não param por aí. Ele acusa o atual governo de também acabar com o Pronatec, cujos recursos de R$ 3,2 bilhões seriam repassados pelo Sistema S, em acordo que havia sido assinado. Acabaram com o Ciência Sem Fronteiras, cortaram o Fies e estão acabando com novas bolsas para 2017 na residência médica. E não apresentaram nada para a educação superior. “São só cortes e retrocessos, e quem pagará estas contas são os estudantes pobres que com o Prouni, Fies e Cotas chegaram pela primeira vez na universidade. A reforma do ensino médio foi feita de forma autoritária, que ameaça o próprio Enem. “É um governo de costas para a democracia, a inclusão social e a educação pública” destacou Aloízio Mercadante.

 

  • Começa hoje a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, visando o segundo turno das eleições municipais. E virá com um tempo maior, segundo a Justiça Eleitoral.
  • Agora, o Guia Eleitoral terá dois blocos diários de 20 minutos cada, o dobro do que foi veiculado no primeiro turno.
  • A veiculação será no mesmo horário do 1º turno, às 7h e ás 12h no rádio, e ás 13h e ás 20h30 na televisão.
  • O tempo da propaganda será dividido de forma igualitária entre os dois candidatos, ou seus partidos, ou mesmo para suas coligações.
  • Em algumas capitais, como o Rio de Janeiro, os dois candidatos estão tentando junto ao TRE carioca diminuir o tamanho dos blocos, tendo em vista os custos de operacionalização da propaganda.
  • Em Maceió, até ontem, não se falava em modificações por causa do tempo da propaganda.