Blog do Dresch

4 de outubro de 2016

Lobão é o campeão em votos percentuais no país

                   Eleito pela primeira vez com 24.969 votos, o empresário Lobão (PR) alcançou o maior índice percentual do país com 6,01% do total de votos da capital alagoana. Depois dele aparece o jornalista Jorge Kajuru (PRP) que alcançou 5,65% dos votos validos de Goiânia (37.796). Logo depois vem Eduardo Suplicy (PT) que chegou a 5,62% com 301.446 votos em São Paulo. Pedrão (PP) em Florianópolis alcançou 4,63%, com 11.197 votos. Fabrício Gandini do PPS de Vitória (ES) teve 4,21% (7.611 votos). Carlos Bolsonaro (PSC) do Rio de Janeiro teve 3,65% com 106,657 votos. A vereadora Teresa Nelma do PSDB de Maceió com 3,6% (14,991 votos) ficou em sétimo lugar do país. Depois aparece Denninho do PPS de Vitória com 3,41% (6.167 votos). Em nono lugar, Iran Barbosa do PT de Aracaju com 3,18% e 8.809 votos. E em décimo lugar, Tarcísio Motta, do PSOL do Rio, com 3.10% e 90.473%.

Colômbia rejeita a paz

                   O acordo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi rejeitado pela população, de acordo com o plebiscito realizado no último Domingo (2). Na contagem final, a resposta não à pergunta: “Você apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?” teve 50,02%, e o sim teve 49,77%. O plebiscito teve 12, 803.986 de votos válidos e 13.061.087 de votos totais. Mais de 34,8 milhões se cadastraram para votaram nas somente 37,42 % compareceram ás urnas. No decorrer desta semana o presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, pretende conversar com todas as forças políticas do país, em particular as que se manifestaram pelo não, para escutá-las abrir um novo diálogo e determinar qual caminho a seguir. Para ele, a vitória do “não” ocorreu por uma margem apertada e a decisão democrática tomada no plebiscito não vai abalar a ordem pública da Colômbia. O acordo de paz assinado no dia 26 de Setembro, com o objetivo de colocar fim a uma guerra de mais de 52 anos, é o resultado de quatro anos de negociações, que contaram com a presença de personagens mundiais como Fidel e Raul Castro, e Cuba, do Papa Francisco, do presidente Obama e muitos outros.


Abstenção reflete desconfiança

                   O absurdo número de abstenções registrado na eleição do último Domingo em todo o país, reflete a falta de credibilidade da classe política no presente momento da vida brasileira. Segundo a Justiça Eleitoral, a ausência registrada foi de 17,58%, o que corresponde a 25.703.027 eleitores que não compareceram ás urnas. Nas eleições municipais de 2012 a abstenção total foi de 16,4% do eleitorado. Já os votos brancos e nulos não foram considerados relevantes pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes. Para ele o voto em branco é “mais um voto de desinformação do que de protesto”.

 Nobel de Medicina

                   O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2016 foi concedido ao japonês Yoshinori Ohsumi, por suas descobertas sobre o mecanismo de autofagia, que é o processo de autodestruição das células. O anúncio foi feito ontem, na Suécia. As descobertas do pesquisador japonês abriram o caminho para compreensão da importância fundamental da autofagia em diversos processos fisiológicos, como a adaptação do jejum ou a resposta a infecções. As mutações dos genes ligados à autofagia podem causar doenças e o processo autofágico envolvido em várias delas, incluindo o câncer e doenças neurológicas.

O tipo de álcool ideal

               O pesquisador David Nutt, do Imperial College de Londres obteve uma substância como o álcool, mas que não dá ressaca e não lesiona o fígado. Ex-consultor do governo britânico para assuntos ligados a drogas, Nutt batizou o novo álcool de alcosynth, e patenteou 90 diferentes compostos usando a substância. Dois deles já estão em testes para uso disseminado, e o seu inventor acredita que até 2050 o alcosynth terá substituído o álcool convencional. “Você poderá ter o prazer de tomar um coquetel sem danificar seu fígado e seu coração” disse o inventor em entrevista à BBC.

O tipo de álcool ideal 2

              O cientista e sua equipe estudaram substâncias que agem no cérebro como o álcool convencional. “A relação entre o álcool e o cérebro é bem compreendida há 30 anos. Sabemos do efeito do álcool e podemos imitá-los. Sem tocar as áreas ruins, também não temos os efeitos ruins.” Defensores da nova substância dizem que ela poderá revolucionar a saúde pública, precisamente pela redução de gastos com os tratamentos dos males provocados pelo consumo de álcool. Segundo ONGs britânicas, o alcoolismo é a terceira maior causa de doenças no país, depois do tabagismo e da obesidade.

O tipo de álcool ideal 3

            Apesar do progresso e do entusiasmo dos cientistas, ainda será preciso esperar um bom tempo para beber o álcool sem ressaca, isso porque os custos do desenvolvimento e as barreiras regulatórias são grandes. O próprio Ministério da Saúde afirmou que ainda era cedo para opinar, mas se mostrou receptivo para financiar futuros estudos. David Nutt disse ainda que o alconsynth tem um “limite de segurança” que impede o usuário de ficar bêbado demais. “Depois de quatro ou cinco drinques, o efeito se estabilizará e evitará que alguém se mate ou fique muito enjoado” afirmou o cientista. A indústria do álcool, naturalmente, mostrou ceticismo diante da nova substância.

 

  • A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense) divulgada recentemente pelo IBGE, revelou que 23,7% dos adolescentes entre 13 e 17 anos de idade, no Brasil, estão com excesso de peso.
  • Isso representa 3,1 milhões de jovens. Desse total 1 milhão são de obesos, sendo 8,3% do sexo masculino e 7,3% do sexo feminino.
  • Este estudo foi realizado no ano passado, com 16.608 alunos de 13 a 17 anos do 5º ano do Ensino Fundamental até o 3º no do Ensino Médio, de um total de 13,2 milhões de estudantes nesta fixa etária no país.
  • São números preocupantes não só no Brasil, mas em todo o mundo. Se nada for feito, os jovens que hoje estão na faixa do sobrepeso, provavelmente estarão obesos num futuro não muito distante, alerta o Dr. Josemberg Campos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
  • Outro levantamento realizado entre os alunos do 9º ano fundamental, mostrou que a maior parte dos jovens está contente com o próprio corpo, porém as meninas revelaram maior preocupação com a aparência e 21,8% se acham gordas ou muito gordas.