Blog do Dresch

28 de setembro de 2016

Coopervale estima moer 1 milhão de toneladas

                   A segunda moagem da Coopervale Industrial (antiga Usina Uruba) em Atalaia, teve início esta semana, com a participação do Secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, autoridades estaduais e municipais, cooperados, empresários e trabalhadores. O início dos trabalhos da safra 2016/2017 foi comemorada, pois garantiu-se o emprego direto de 2.300 trabalhadores, de 400 terceirizados e estima-se que a unidade industrial vá moer 1 milhão de toneladas de cana-de-açúcar. “Este é um momento especial para produtores, fornecedores e trabalhadores, porque marca o fortalecimento do setor sucroenergético, apesar da crise econômica do país” afirmou Vasconcelos.

Usina inicia segunda moagem 2

                   A Coopervale Industrial retomou as atividades da usina no ano passado, recuperando o parque industrial e as atividades junto aos fornecedores em geral. Isso graças ao esforço dos cooperados que acreditaram na recuperação da usina, que antes pertencia à massa falida do Grupo João Lyra. Também vale ressaltar o apoio que foi dado pelo Governo do Estado, que auxiliou a cooperativa em todos os momentos de reestruturação da indústria sucroalcooleira. Com o início dos trabalhos desta segunda moagem consolida-se o processo de resgate da usina e dos seus propósitos em contribuir com o desenvolvimento econômico da região.

Mídia: violência e monopólio

                   O responsável pela Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Edison Lanza, disse que a violência praticada contra jornalistas e a falta de políticas sobre diversidade e pluralismo nos meios de comunicação no Brasil são problemas para a democracia no país. Mas ele também citou como fatores positivos o Marco Civil da Internet e a Lei de Acesso à Informação. Em palestra, ontem em São Paulo ele falou que preocupa muito a violência contra profissionais, marcada por assassinatos, por intimidação e principalmente pela impunidade. Ele tratou também da comunicação pública no Brasil, e disse que houve um retrocesso na extinção do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “O relatório nas Nações Unidas mostra a importância de manter a autonomia e a independência da televisão pública. A notícia da cassação do Conselho Curador da TV pública acaba repercutindo na linha editorial e na programação” afirmou. Segundo ele também é preocupante a repressão violenta contra manifestantes em protestos de rua. “Hoje, mais do que nunca, é importante retomar a defesa da liberdade e proteger grupos mais vulneráveis, como as mulheres, os estudantes e os jornalistas” defendeu.

 

Ministro rumo ao desemprego

                   Dez senadores da oposição entregaram uma representação contra o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes. Pediram ainda uma apuração das declarações do ministro no fim de semana, durante ato eleitoral na cidade de Ribeirão Preto (SP). Na oportunidade, Moraes anunciou que nesta semana ia ter novas prisões na Operação Lava Jato. A oposição acusa o ministro de usar informações privilegiadas sobre o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público com objetivos eleitorais. “Claro que existe uma interferência política nas investigações, com interesses eleitoreiros” disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ministro rumo ao desemprego 2

                   Os senadores querem uma apuração rigorosa das declarações, porque acreditam que o ministro cometeu uma quebra de conduta. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que uma representação do mesmo teor será encaminha à Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Ela disse que o ministro cometeu crimes e que a nova onda de prisões da Lava Jato visa prejudicar o PT nas eleições do próximo Domingo. “As investigações estão politizadas, A fala do ministro foi extremamente política. É muita coincidência prenderem três integrantes do PT nas duas semanas antes das eleições” disse Gleisi.

Rússia estimula guerra

              Mais uma vez a Rússia foi acusada de estimular a guerra na Síria e colaborar com a deterioração da situação do país. A declaração é do ministro do Exterior da Inglaterra, Boris Johnson. “Eles (os russos) são culpados de tornarem o conflito (na Síria) mais longo e mais terrível”. Esta não é a primeira vez que a Grã Bretanha aponta o governo russo como responsável pela intensificação dos combates, mesma posição dos Estados Unidos e da França, que também responsabilizam a Rússia. Moscou considera as acusações gratuitas e que o governo soviético não tem envolvimento com bombardeios na Síria.

Geração de empregos

             O retorno ás atividades industriais de algumas usinas de cana-de-açúcar colocaram Alagoas no terceiro posto do ranking de contratações de trabalhadores com carteira assinada no mês de Agosto. O estado só ficou atrás de Pernambuco e Paraíba. O saldo de empregados em Alagoas naquele mês foi de 4.099 empregos, resultado final das 11.858 contratações e 7.759 demissões no mercado de trabalho. O número traz um resultado positivo importante para a economia alagoana e é considerado um sinal para o reaquecimento da economia estadual.

 

 

  • Uma pequena redução na tarifa de energia elétrica começa a ser implantada hoje (28) pela Eletrobrás Distribuição Alagoas. O percentual de 1,42% vai beneficiar mais de um milhão de clientes.
  • Este percentual vai atender aos consumidores residenciais. Clientes como o comércio, poder público e serviço público, terão uma redução média de 1,37% e aqueles consumidores que utilizam a alta tensão terão uma diminuição na tarifa de 1,13%.
  • Entre os motivos para a redução, segundo explicações da Eletrobrás, estão a baixa utilização das termoelétricas e o aumento do nível dos reservatórios das hidroelétricas.
  • Contudo, o Ibama, pressionado pelo setor elétrico emitiu parecer autorizando a redução do nível de vazão do Rio São Francisco, de 800 metros cúbicos por segundo para 700m3/s.
  • A decisão vai prejudicar os municípios abaixo da Hidroelétrica de Sobradinho, especialmente de Sergipe e Alagoas. A redução da vazão dificulta a reprodução e a atividade pesqueira no rio.