Roberto Baia

28 de setembro de 2016

Cidade sem prefeito

A cidade de Monteirópolis vive dias difíceis e de interrogação. Desde o afastamento do prefeito Elmo Medeiros (PMDB) a Câmara da cidade ainda não deu posse a um novo gestor. Elmo Medeiros foi acusado de vários crimes contra a administração pública, ele e outras 11 pessoas tiveram pedido de prisão e de afastamento dos cargos, o pedido foi expedido pelo Ministério Público (MP). Mesmo com pedido de afastamento, Elmo continua fazendo campanha para tentar reeleição na cidade.

 

Nome fora da AMA

Apesar da incógnita na cidade, a assessoria da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) já avisou que o nome do gestor afastado foi retirado da lista de prefeitos municipais. Mas até o momento nenhum veículo de comunicação tem conhecimento de quando o será a posse do novo gestor municipal. Segundo o MP, Elmo Medeiros provocou danos que somam mais de 2,5 milhões de prejuízo aos cofres da cidade de Monteirópolis.

 

Cidade sem prefeito 2

Outra cidade que a população anda em dúvida da situação é Marechal Deodoro, após o afastamento do prefeito Cristiano Matheus, acusado de desviar 102 milhões da prefeitura, a vice-prefeita da cidade, Yolanda Gomes, ainda não tomou posso do executivo municipal.  A sessão de posse de Yolanda estava marcada para ocorrer no último dia 21, mas até agora a cidade permanece sem prefeito.

 

 Providências

Yolanda inclusive teria dado uma declaração para a impressa local informando que suas primeiras exonerar os secretários e servidores supostamente envolvidos no esquema de corrupção ao qual Cristiano Matheus foi acusado. “Não vamos realizar grandes mudanças, mas acredito que algumas são importantes e necessárias. Os servidores envolvidos neste esquema serão exonerados. Acredito que, diante de tudo o que já foi demonstrado, uma auditoria nas finanças de Marechal é fundamental. Precisamos conhecer tudo”, teria dito a vice-gestora.

Informações confusas

Período eleitoral é sempre assim, surgem denúncias de todos os lados contra vários candidatos. Muitas das quais são falsas e infelizmente acabam sendo divulgadas pelos veículos de comunicação.  Este foi o caso de algumas informações de operações realizadas pela Promotoria de Justiça Eleitoral de Alagoas. Em nota para a imprensa o Órgão esclareceu os fatos e transmitiu as informações verídicas, principalmente sobre a cidade de Junqueiro.

 

Nota de Esclarecimento

 

A Promotoria de Justiça Eleitoral, com atuação na 35ª Zona Eleitoral, que abrange o Município de Junqueiro, vem a público esclarecer que, nesta segunda-feira (26), não houve flagrante de compra de votos pelo candidato à Prefeitura Municipal, Carlos Augusto Lima de Almeida, da coligação “Sempre unidos, trabalhando por Junqueiro”, conforme noticiado por alguns veículos de comunicação e redes sociais. O Ministério Público Eleitoral e a Polícia Militar do Estado de Alagoas também não realizaram nenhum procedimento que levasse à detenção de Carlos Augusto Almeida, do atual prefeito do Município, Fernando Pereira, e do ex-gestor Raimundo Tavares para esclarecimento quanto à divulgação de pesquisa eleitoral irregular.

 

Outras cidades

Tampouco ocorrera em Junqueiro, por parte do Ministério Público Eleitoral, apreensão de “máquina” de cadastro de eleitores para “compra de votos”. Da mesma forma, o órgão de fiscalização da lei nas eleições não realizou anteriormente operações similares nos Municípios de Teotônio Vilela e Campo Alegre.

 

Notícias verdadeiras

Mencionada erroneamente em um dos conteúdos noticiosos, a promotora de Justiça Eleitoral da 35ª Zona Eleitoral, Eloá de Carvalho Melo, explica que, foi realizada uma simples inspeção nos veículos dos correligionários dos candidatos à Prefeitura pelas coligações “Sempre unidos, trabalhando por Junqueiro” e “Muda Junqueiro”. Eles chamaram a atenção dos órgãos competentes pela quantidade de carros e pela velocidade com que transitavam pela cidade, uns atrás dos outros.

 

 

Campanha suspensa

O juiz da 24ª Zona Eleitoral, Gilvan de Santana Oliveira, suspendeu, até o término das eleições, toda a campanha eleitoral nos municípios de Novo Lino, Colônia Leopoldina e Campestre, na região Norte do Estado. A decisão foi tomada em razão do clima de acirramento entre as coligações adversárias nas três cidades.

 

Permissões

O juiz relata que recebeu denúncias que versam sobre ameaças de morte e vídeos que mostram “um verdadeiro palco de guerra”, com homens armados – inclusive supostos policiais à paisana – dispostos a se enfrentarem. “Só estão permitidas as visitas, o famoso ‘corpo a corpo’, desde que não se caracterize caminhada e nem causem aglomeração”, explicou o chefe do Cartório Eleitoral, José Francisco Marinho.

 

 

Faltando cinco dias para as eleições municipais, os municípios do interior do Estado, onde o clima acirrado esquenta a disputa eleitoral, já começam a receber reforço da Polícia Militar e Civil.

.. A antecipação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior nesta terça-feira (27).

… Ao todo serão empregados 2.414 policiais militares, que farão a segurança dos 685 locais de votação, distribuídos nas 91 cidades recobertas pelo Comando de Policiamento do Interior.