Blog do Dresch

23 de setembro de 2016

Justiça proíbe logradouros com nomes de vivos

                   Uma ação popular, impetrada em 2009 pelo defensor público Othoniel Pinheiro Neto (na condição de cidadão), declarando inconstitucional qualquer lei municipal que permita denominar vias e logradouros públicos com o nome de pessoas vivas, foi julgada procedente pelo Juiz Antônio Emanuel Dória, titular da 14ª Vara Cível da Capital. A ação considera que conferir nomes de pessoas vivas a locais públicos pela municipalidade “é incompatível com os princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade, podendo trazer privilégios aos homenageados”. Espera-se que a Prefeitura acate a decisão judicial.

Nomes de vivos é privilégio 2

                Entre os logradouros públicos citados na decisão do magistrado e que devem ter a denominação modificada estão: os viadutos Desembargador Washington Luiz no Farol, e Industrial João Lyra, em Mangabeiras; as Avenidas Corintho Campelo da Paz (Santos Dumont), Milton Henio Netto de Gouveia (Antares); Jornalista Márcio Canuto (Barro Duro); Juiz Diógenes Tenório de Albuquerque (Gruta de Lourdes); Ministro Márcio Fortes (no Benedito Bentes); Carlos Lyra (no Conjunto Luiz Pedro III), e as Ruas Alves Correia (Benedito Bentes) e  Reverendo Célio Miguel da Silva (Gruta de Lourdes).

Nomes de vivos é privilégio 3

                   Outra mudança que dará um baita trabalho à Prefeitura, será de escolas do município que também adotaram nomes de pessoas vivas. É o caso das escolas Luiz Pedro da Silva II (Clima Bom), Corintho Campelo da Paz (Cidade Universitária), Luiz Pedro da Silva IV (Tabuleiro dos Martins), Maria Cecília Pontes Carnaúba (Antares), além do Centro de Tarefas Múltiplas deputado Benedito de Lira (Benedito Bentes), Ginásio Poliesportivo Arivaldo Maia (Jacintinho), e Ambulatório 24 horas Denilma Bulhões (Benedito Bentes).

 

Não se mata a verdade

                   É cada vez mais preocupante a situação dos jornalistas mexicanos, vítimas de uma guerra insana entre foras-da-lei. Na semana passada, os comunicadores Aurélio Campos, repórter e diretor do semanário El Gráfico, do Estado de Puebla e Augustin Pavia, professor, advogado e locutor de uma rádio comunitária em Huajuapan de León, no estado de Oaxaca, foram assassinados, engrossando as estatísticas de comunicadores mortos no México. Neste ano, 13 jornalistas foram mortos no país, segundo a Comissão Investigadora de Atentados a Jornalistas, da Federação Latino-Americana de Jornalistas (Ciap-Felap). Segundo o escritório da organização internacional Repórteres Sem Fronteiras da América Latina, “o México está se tornando um cemitério de jornalistas”. Nos últimos anos registrou-se 252 crimes contra a liberdade de imprensa e expressão, dos quais 22 contra jornalistas, oito contra trabalhadores de imprensa, 13 contra familiares, três contra amigos e três contra acompanhantes. Ainda segundo a Ciap-Felap, 30 jornalistas foram assassinados na região somente este ano: 13 no México, sete na Guatemala, quatro em Honduras, quatro no Brasil, um em El Salvador e um na Venezuela.

 

O mapa da Via Láctea

             A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou um detalhado mapa em três dimensões da Via Láctea, com mais de 1 bilhão de estrelas mapeadas pelo satélite Gaia. O mapa faz parte da maior pesquisa de objetos celestes realizada até hoje, segundo a ESA. O satélite Gaia foi lançado em Julho de 2014 e fez a varredura do céu até Setembro do mesmo ano. O relatório apresentado pela agência espacial é a primeira versão da pesquisa, baseada em dados recolhidos durante os primeiros 14 meses da missão.

O mapa da Via Láctea 2

             Segundo os técnicos da ESA, a contribuição da missão Gaia serve para o entendimento sobre o funcionamento da Via Láctea, de como é feita a medição da distância entre as estrelas, como são capturadas as imagens de cada estrela ou corpo celeste e como esses corpos brilham e se movimentam no céu. A missão Gaia aprimorou os dados obtidos com outras duas missões semelhantes. A Hipparcos em 1989 com um satélite dedicado a astrometria, com dados coletados até 1993. O segundo relatório foi feito pelo satélite Tycho que trouxe dados de 2,5 milhões de estrelas. A missão Gaia dará sequência aos catálogos estelares agora com mais de um bilhão de estrelas.

Uma cultura equivocada

                O resultado não é uma novidade, mas é incômodo e inaceitável para os dias de hoje. A pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostrou que 33% da população brasileira considera a vítima culpada pelo estupro. O levantamento mostrou ainda que 42% dos homens e 32% das mulheres concordam com a afirmação: “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. Pelo menos disso, 63% das mulheres ouvidas discordam. Também discordam da afirmativa 49% de pessoas com mais de 60 anos e 82% quando são de nível superior. Mas o medo da violência sexual está presente em 65% da população. Este temor é de 85% das mulheres e 46% dos homens.

 

  • O governador Renan Filho salientou na última quarta-feira, ao assinar a ordem de serviço para construção da Maternidade de Risco Habitual, a importância da obra na melhoria da assistência médica pública de Alagoas.
  • Serão quatro equipamentos hospitalares de grande porte, que vão receber investimentos na ordem de R$ 308 milhões, recursos do Ministério da Saúde, de emendas parlamentares e do próprio cofre estadual.
  • A Maternidade de Risco Habitual foi orçada em R$ 28 milhões. Porém o processo licitatório possibilitou a economia de R$ 4 milhões, que serão investidos em equipamentos, segundo o próprio governador.
  • Segundo a planta baixa do prédio que abrigará a Maternidade de Risco Habitual, o mesmo terá sete andares, ofertando 105 leitos e vai gerar 600 empregos diretos.
  • Além desta obra, também serão construídos em Maceió, o Hospital Metropolitano e o Hospital da Criança, ambos no Benedito Bentes, e o Hospital das Clinicas, a ser edificado no local onde hoje se encontra o Hospital Psiquiátrico Portugal Ramalho, no bairro do Farol.