Blog do Dresch

15 de setembro de 2016

Agente secreto quer o perdão dos EUA

                   O ex-agente da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, Edvard Snowden, exilado na Rússia há três anos, pediu ao presidente Barak Obama que lhe conceda o perdão para que possa voltar ao seu país. Ele foi o responsável por ter vazado milhares de documentos que trouxeram à tona o sistema de vigilância mundial americano. Por isso foi acusado de furto de propriedade do governo e de revelar informações secretas da defesa nacional e de inteligência. Ele concedeu entrevista esta semana, ao jornal inglês “The Guardian” através de videoconferência a partir de Moscou e defendeu que o vazamento foi correto e que foi bom para os cidadãos de uma forma geral.

Snowden pede perdão 2

                   Disse ainda o ex-agente americano: “Se não fosse por esta divulgação, o mundo estaria pior, e quando analisarmos as revelações do ponto de vista da moral da ética, e os resultados obtidos, parece que eram necessárias” respondeu Edvard. Nos EUA, ele pode pegar uma pena de 30 anos de cadeia. Na avaliação da Casa Branca, que recusou um pedido de 150 mil assinaturas para que Snowden fosse perdoado, a forma sensacional como as informações foram reveladas causaram mais mal do que bem. Nos três anos de asilo ele recebeu o apoio de muita gente de todo o mundo “o que mostra a preocupação das pessoas com este tipo de assunto”.

Snowden pede perdão 3

                   Edvard Snowden disse ainda ao jornal inglês que acredita que receberá o perdão, mas mesmo assim está preparado para passar um tempo na prisão. Sua permissão para ficar na Rússia termina no próximo ano, e ele tem criticado bastante o presidente Vladimir Putin. E ainda por cima, nesta sexta feira (16) estreia nos EUA o filme “Snowden” de Oliver Stone, onde o agente é interpretado pelo ator Joseph Gordon-Levitt. Também pode ser uma esperança a mais para que o longa crie um clima favorável para que Obama lhe conceda o perdão.

Negligência dos laboratórios

                   Um relatório divulgado ontem pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), fez um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área de saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, como por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola. A organização cita ainda a tuberculose, outra doença com lacunas no tratamento. Cita ainda o fato que nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, com 1,5 milhão de mortes por ano. O relatório foi lançado propositalmente ás vésperas da Assembleia Geral da ONU, que acontece na próxima semana, e pretende discutir a busca por novas pesquisas que incentivem a produção de medicamentos mais acessíveis para doenças negligenciadas. “Os governos financiam US$ 70 bilhões dos US$ 240 bilhões gastos anualmente com pesquisas médicas, mas falham em usar as doses corretas de incentivos e regulação para produtos que se precisa. Em 2014, apenas 16% dos investimentos para pesquisas sobre doenças relacionadas a pobreza vieram de empresas farmacêuticas” diz o relatório.

 

Demissões na Eletrobrás

                   Aumentou o risco de demissões na Eletrobrás de Alagoas, após o anúncio de privatização da empresa, que está relacionada entre as estatais que foram colocadas à venda pelo governo Temer. O Sindicato dos Urbanitários já ligou a luz de alerta e ainda este mês se reunirá com a Frente Nacional para definir uma agenda de protestos pela decisão do governo federal, que alega a necessidade de reaquecer a economia com a privatização e ainda ampliar os investimentos. Além da possibilidade de acontecer demissões em função do processo de privatização, também pode haver o cancelamento dos contratos com as empresas terceirizadas, aspecto que implicaria em um número ainda maior de demissões.

Imprensa atacada

             Um relatório da Associação Nacional de Jornais (ANJ), fechado no último dia 3 de Agosto, mostrou a queda nos atentados à liberdade de imprensa (93) em relação a 2013 (153) e 2014 (135). Mas a ANJ salienta que entre os dias 3 de Agosto e 8 de Setembro foram registrados 17 novos casos, principalmente ataques à sede do jornal Folha de São Paulo e a violência policial contra jornalistas que fazem a cobertura das manifestações. O que antes era chamado de “um quadro alvissareiro” foi substituído por outro “muito preocupante”.

Imprensa atacada 2

           No relatório, a entidade patronal diz que “espera que no caso dos manifestantes, como já tem acontecido entre um caso e outro, as autoridades façam seu trabalho de apurar cada caso, e que os policiais sejam mais bem preparados para distinguir as situações e não prejudicar o trabalho dos jornalistas”. A ANJ também se posiciona sobre a encrenca entre magistrados e o jornal Gazeta do Povo do Paraná. “É alarmante que membros do Judiciário inconformados com o teor de reportagens articulem uma série de ações com o evidente intuito de punir e intimidar a prática do jornalismo de qualidade.

 

 

  • O Programa Pró-Estrada do governo estadual já teve obras iniciadas em onze municípios alagoanos, incluindo a ordem de serviço assinada pelo governador Renan Filho para as obras da Al-105 (Avenida Cachoeiro do Meirim).
  • Ontem foram dadas as autorizações para as obras da rodovia Al-450 que liga a cidade de Anadia a Maribondo em uma extensão de 13,3 quilômetros, do acesso á São José da Lage com 3,3 quilômetros e ainda obras viárias em São Luiz do Quitunde com 4 quilômetros.
  • Além destas obras já foram autorizadas obras em Igaci, Coité do Nóia, Penedo, Feira Grande, Campo Grande, Lagoa da Canoa e São Miguel dos Campos.
  • O Pró-Estrada é uma iniciativa do governo de Alagoas que busca viabilizar serviços de engenharia em rodovias estaduais, além da manutenção e pavimentação de vias urbanas.