Blog do Dresch

17 de agosto de 2016

Governo ameaça aposentados

               Caso o governo interino de Michel Temer não consiga realizar a reforma da Previdência Social, os aposentados podem ficar sem o pagamento dos seus benefícios. Esse é o argumento utilizado pelo Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para defender as mudanças das regras para concessão de aposentadorias. As mudanças propostas serão drásticas como a criação da idade mínima de 65 anos tanto para homens como para mulheres. O ministro argumentou ainda que o déficit da Previdência chegou a R$ 86 bilhões em 2015, e que deve chegar a R$ 146 bilhões neste ano e com uma previsão de R$ 180 bilhões a R$ 200 bilhões em 2017.

Aposentados ameaçados 2

                De acordo com Padilha este déficit previdenciário não pode continuar “sob risco de não ser possível pagar a aposentadoria. Tem que mudar para preservar” afirmou. O ministro voltou a garantir que os direitos adquiridos não serão alterados na reforma, que é fundamental para que o país volte a ter confiança tanto no mercado interno quanto externo. A Confederação Brasileira dos Aposentados classificou o discurso de Eliseu Padilha como terrorismo contra os aposentados brasileiros. A entidade também contestou os argumentos do ministro, principalmente sobre a idade mínima de 65 anos para aposentadoria.

Tucano quer mudar Maria da Penha

                   Convidado especial no Ato pela passagem dos dez anos da Lei Maria da Penha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) quer mudar a citada lei. O senador é o relator do assunto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A mudança no texto permite que as medidas para a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica sejam adotadas pelos delegados, e hoje são prerrogativas de magistrados. “O senador Aloysio Nunes, que já foi da UNE, que se diz de esquerda, avançado e socialista, é um troglodita. Quer mudar a lei certamente para reprimir a mulher” disse Lula. Movimentos feministas veem a alteração com ressalvas, pois acreditam que a medida desequilibraria o sistema jurídico e reforçaria os poderes da polícia. No seu discurso Lula defendeu a Lei Maria da Penha como uma inequívoca conquista das mulheres e que ainda precisa ser melhorada, mas não deve ficar pior, como quer o senador tucano. O ato das mulheres paulistas aconteceu também em solidariedade à dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente, intimada pela Polícia Federal para depor sobre o sítio de Atibaia, que a família frequenta. Ela afirmou que permanecerá calada, como permite a lei.

 

Jornalistas em happy hour

                 O lançamento do Prêmio Braskem de Jornalismo 2016 será diferenciado. Ao invés de ser apresentado em um café da manhã como de costume, ele será lançado em um happy hour no Rex Jazz Bar, na rua Sá e Albuquerque, no bairro de Jaraguá, onde serão mostradas as mudanças elaboradas pelo Sindicato dos Jornalistas e a própria Braskem. O lançamento acontece na próxima terça feira (23) a partir das 18h30. O objetivo é reunir um número ainda maior de profissionais de comunicação para acompanhar o lançamento e a abertura das inscrições.

Jornalistas em happy hour 2

                Entre as mudanças que constarão da 27ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo, e que serão apresentadas na oportunidade, estão a nova identidade visual da premiação, nova categoria a ser disputada e novos prazos de inscrição. O Prêmio é o evento que reúne o maior número de profissionais da comunicação do estado, referenda seus melhores trabalhos no último ano, e dá visibilidade ás reportagens de destaque. Além do reconhecimento com troféus, os melhores trabalhos publicados na imprensa de Alagoas recebem uma premiação de mais de R$ 52 mil.

Chicungunya apavora população

                 O Brasil já concentra 88% dos casos confirmados da febre chicungunya nas Américas, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Com transmissão feita pelo Aedes aegypti, a doença não tem cura, apenas reduz com medicamentos a febre e as dores intensas nas articulações, muitas delas incapacitantes. No primeiro semestre deste ano, o número de casos confirmados foi mais de dez vezes superior ao de igual período em 2015. Foram 170 mil neste ano, contra 17 mil ano passado. Foram registradas 38 mortes no semestre, contra seis em todo o ano de 2015.

Chicungunya apavora população 2

                    A Região Nordeste apresenta a maior taxa de incidência da febre, com 267,8 casos por 100 mil habitantes. No ano passado foi de 27,9 por 100 mil. Os especialistas afirmam que o Brasil vive uma verdadeira epidemia da doença, já que existem notificações em 2.154 municípios brasileiros. E todos sabem que existe um número gigantesco de casos não notificados. A doença foi identificada no país a partir de 2014 e por isso ainda não existe um tratamento adequado. As pessoas que contraem a doença, em média levam seis meses para ficarem recuperadas.

 

  • Um relatório anual sobre as restrições à liberdade religiosa no mundo, foi divulgado recentemente e mostrou que três quartos da população mundial, divididos em 24% dos países, sofre com a falta de liberdade.
  • Leis contra a blasfêmia e a apostasia (renúncia de uma fé) e os grupos Estado Islâmico e Boko Haram seriam as ameaças mais graves.
  • O documento apresenta um relato da afegã Farkhunda, de 27 anos, que estudava a lei islâmica e sonhava em casar e estudar para ser juíza.
  • Ela discutiu com um ambulante em um santuário, por considerar seus produtos não islâmicos. Ele a acusou de queimar um Alcorão. Uma multidão se juntou e a espancou, foi atropelada, apedrejada, queimada e jogada em um rio. As pessoas filmaram a barbárie e a polícia somente observou.
  • No Brasil, aconteceram 756 denúncias de intolerância entre 2011 a 2015, recebidas pela Secretaria de Direitos Humanos. A s religiões afro-brasileiras são os principais alvos da intolerância.