Blog do Dresch

30 de julho de 2016

Ufal é destaque em registro de patentes

                   O Ensino Superior enfrenta uma grave crise no país. As mudanças ocorridas no Ministério da Educação atrapalharam mais que somaram. Em meio ás dificuldades iniciais de gestão, como redução do orçamento, paralisação de obras importantes, calendário atribulado, a reitora Valéria Correia, tem pelo menos um fator positivo. A Universidade Federal de Alagoas alcançou a 21ª posição entre as 50 organizações do país com maior número de patentes, segundo o ranking divulgado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Registro de patentes 2

                   O incentivo ao registro de patentes das pesquisas desenvolvidas pelos pesquisadores da Ufal, é um dos compromissos da professora Valéria. A universidade aposta neste caminho e está estimulando a pesquisa e a importância da proteção da propriedade industrial, inclusive criando um curso de Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual. Até o ano passado, o maior número de registros, a cada ano, foram seis, e somente este ano, em um semestre, já se chegou a oito patentes. A Ufal, hoje, conta com 55 patentes registradas.

Uma polícia que mata

                   O exagero policial, que muitas vezes divide a sociedade, não é uma questão somente de Alagoas. Esta semana, a Anistia Internacional colocou 40 sacos fúnebres em frente ao prédio do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. O protesto tinha a intenção de denunciar a alta letalidade da polícia carioca, que ás vésperas das Olímpiadas já contabiliza mais de 40 vítimas fatais. Assim também foi pouco antes dos Jogos Pan-Americanos, em 2007 e na Copa do Mundo, em 2014. Em 2016, até Maio, 151 pessoas foram mortas por agentes públicos de segurança na cidade do Rio de Janeiro. Pode ser possível não aceitar, mas até pode-se entender. Afinal, são 60 mil policiais e 40 mil integrantes das Forças Armadas, todos de prontidão, patrulhando vias expressas, transporte público e, eventualmente, realizando incursões em favelas. É sem dúvida, a maior operação de segurança já realizada no país. Mas, para a Anistia Internacional, a maior parte do contingente está “mal preparada”. Uma das mais contundentes críticas é o uso da estratégia de “atirar primeiro e perguntar depois”, associada ao abuso da força e à impunidade, que acabam proporcionando uma espécie de licença para matar.

 

Cartilha contra violência

              Um bom exemplo que pode ser colocado em prática em Alagoas, foi lançado esta semana pela Defensoria Pública de São Paulo; uma cartilha que orienta as mulheres a se defenderem da violência sexual virtual, como a exposição na internet de fotos e vídeos íntimos feitos por ex-parceiros (prática conhecida como revenge porn). A cartilha também aborda o sexting, caracterizado pelo envio de imagens sexuais para uma mulher sem a autorização dela, além da perseguição insistente através dos meios virtuais.

Cartilha contra a violência 2

                A cartilha inclui uma história em quadrinhos sobre uma jovem vítima de pornografia de vingança: o ex-namorado compartilhou na internet fotos dela nua. Recentemente uma história semelhante aconteceu em Minas Gerais, e a vítima reuniu todas as provas possíveis, com “print” da tela, dos textos, das mensagens. Procurou uma pessoa especializada, a defensoria e uma delegacia de polícia para fazer o Boletim de Ocorrência. Ganhou a causa e uma indenização de R$ 75 mil. A cartilha tem a intenção de oferecer os caminhos para que a vítima possa buscar na justiça seus direitos.

Barraco na cultura

                 O ex- ministro da Cultura, Juca Ferreira, desceu a lenha no atual titular da pasta, Marcelo Calero, por este ter exonerado mais de 80 funcionários ligados ao Ministério, justificando a ação como uma forma de “desaparelhar” o Minc. Segundo Juca, “Calero é apenas um pau mandado e fará o que determinarem. Tem se mostrado deslumbrado e arrivista. Está gostando da notoriedade repentina. Mas está querendo bancar o sabido, justificando suas arbitrariedades e incompetências com essas histórias de aparelhamento. Mentira!”, reagiu o ex- ministro no Facebook.

Barraco na cultura 2

                 Além de rebater a tese de aparelhamento no setor, Ferreira defendeu a forma como a presidente afastada Dilma Rousseff tratava a cultura, e vinha montando uma “estrutura republicana para tratar a cultura com a importância que ela tem”. As demissões criam um clima de “simpatia superficial” com os funcionários estáveis, disse o ex-ministro. Afirmou ainda que as pessoas exoneradas estavam em cargos de gestões passadas, identificadas com os rumos culturais do país e com a memória viva do Ministério.

 

  • Conscientes do risco que correm em função da intenção do governo interino de Michel Temer de privatizar “o que for possível”, trabalhadores dos Correios em Alagoas, lançaram uma campanha contra qualquer gesto da direção do órgão em direção à privatização.
  • Reunidos em assembleia geral na sede do sindicato, os trabalhadores aprovaram também a Pauta Nacional de Reivindicações, que direciona a luta dos trabalhadores, em todo o país, para questões fundamentais na sua atividade.
  • Os pleitos discutidos são a sobrecarga de trabalho, a necessidade de concurso público, reformulação do postal-saúde, condições adequadas de trabalho e discussão sobre a situação econômica da empresa.
  • Para o presidente do sindicato, Altannes Holanda, os trabalhadores já despertaram para a possibilidade do governo federal repassar os Correios para a iniciativa privada.
  • Ele garante que, em Alagoas, os trabalhadores estão conscientes do risco da privatização dos Correios e vão trabalhar para evitar que o processo ocorra.