Ailton Villanova

29 de julho de 2016

Isso é que é fé!

Com Diego Villanova    

    Madre Angélica, miudinha, bonitinha, simpatiquinha, pés pequeninos e de caminhar apressadinho, era muito querida no interior de Pernambuco. Os mais crédulos tinham essa religiosa na conta de santa.

     Durante anos, madre Angélica cumpriu uma rotina diária de visitas à famílias carentes do Sertão. Ela era a enfermeira, a parteira, e a médica de infortunados pacientes, aos quais a medicina dos doutores de verdade não alcançava.

     E madre Angélica ajudava a aliviar a dor dos carentes com o  amor de uma mãe, sempre com um sorriso nos lábios.

     Madre Angélica jamais carregou um centavo consigo, porque confiava na solidariedade dos irmãos em Cristo. Tudo o que distribuía entre os pobres era proveniente de doações que conseguia junto a instituições e pessoas bem situadas economicamente.

     Num determinado dia, ela se dirigia à zona rural dirigindo a velha caminhoneta da congregação a qual pertencia, conduzindo alimentos e mantimentos para os pobres, quando, no meio do caminho, acabou a gasolina. Felizmente, ela estava na estrada principal da região e acabara de passar por um posto de abastecimento de combustíveis. Certa de que conseguiria uma “doação” de alguns litros de gasolina para completar a viagem, ela procurou entre as tralhas que carregava, algum recipiente em que pudesse recolher o combustível e acabou achando um penico velho, onde caberia pelo menos uns cinco litros.

     A religiosa gastou quinze minutos, caminhando até o posto. Chegou lá, teve uma conversa piedosa com o gerente e conseguiu a gasolina. Fez o mesmo caminho de volta, carregando com muito cuidado o líquido dourado.

    Irmã Angélica abriu a tampa do tanque de combustível da velha caminhoneta e estava iniciando o abastecimento quando um enorme caminhão parou cerca de cinco metros atrás da freira.

    Novo naquelas paragens, o motorista do autocarga ficou observando da cabine do pesado veículo, o trabalho da irmã, que derramava no tanque, com a maior paciência, o conteúdo do penico. Acabado o abastecimento, madre Angélica entrou na caminhoneta, deu partida e seguiu em frente.

     Atônito, o motorista comentou com o ajudante:

     – Incrível, Antiógenes! Vai ter fé assim nas profundezas do inferno!

 

Era um assalto!

 

    O bacana estacionou o automóvel Fusion na porta do açougue do velho Elias, desceu todo cheio de pose, entrou lá e perguntou:

     – O senhor tem filé mignon?

     – Tenho sim. – respondeu seu Elias.

     – Então pese aí 20 quilos.

     Em seguida, estacionou um Vectra no mesmo local:

     – O senhor tem picanha?

     – Tenho, sim.

     – Me dê 5 quilos!

     O Vectra saiu e aí paroum um fusquinha todo ferrado. Dele saiu um sujeito todo cheio de tatuagens:

      – E aí, coroa, você tem braço?

      – Tenho.

      – Então, levanta que isto é um assalto!

 

 

 Sexo joiado

 

     Muito compenetrada e com ar professoral, madame Alfinézia explicava para a filhinha de 7 anos como nascem os bebês:

     – O papai pega o pênis dele, introduz na vagina da mamãe e depois de nove meses, a mamãe ganha um bebê.

     E a garotinha, bastante esperta:

     – Tá bom. Mas outro dia eu vi você colocando o pênis do paínho dentro da sua boca. Quando você faz isdso, ganha um bebê também?

     – Não, meu anjo. Quando eu faço isso, ganho jóias… muitas jóias!

 

 

Mas, não tinha vaso?!

 

     Segunda-feira, logo cedo, a morenaça Edilásia chegou pro trabalho reclamando que estava “um verdadeiro caco”. Aí, uma colega muito da curiosa, quis saber detalhes:

     – Poxa, Lazinha, o que diabo você andou fazendo? Realmente, você está acabadérrima!

     E Edilásia:

     – É que sexta-feira o meu marido chegou em casa com um buquê… Eu tive que passar o fim de semana inteiro de pernas abertas!

     – Sério Lazinha?! – assutou-se a colega – Mas será possível que na sua casa não tem um vaso?   

 

 

Martelo no devido lugar

 

     Suando em bicas, o português Acácio Prata consertava a cerca de sua propriedade, localizada no interior de Alagoas. De repente, ele deu pela falta de uma ferramenta, e aí pediu ajuda ao filho, que estava por perto, peruando:

     – Ô Juninho, corre até o outro lado da fazenda e reparas lá se eu esqueci o martelo no barracão!

     O esforçado filho se mandou, puxando mil… Ao cabo de hora e meia voltou cansado, com a língua de fora!

     – E aí, mô filho, o martelo estava lá?  – perguntou o português.

     – Estava, querido pai. Deixei lá, do mesmo jeito que encontrei!

 

 

Justificativa inacreditável

 

     Madame aproveitou que o marido estava viajando, e aí mandou instalar um armário novo no quarto de dormir. Chamou o marceneiro, pediu urgência na confecção da peça e o profissional foi prestimoso.

     Depois de montado, o armário começou a dar problema: toda  vez que passava um ônibus na rua, as suas portas se abriam. Madame chamou de volta o marceneiro para consertá-lo, mas o defeito permaneceu. Então, madame sugeriu ao marceneiro que ele ficasse sentado dentro do armário, para ver onde estava o problema. O cara entrou lá . Naquilo que entrou, o marido da mulher chegou de surprêsa. Desconfiado, ele abriu a porta do móvel e deu de cara com o marceneiro:

     – Ei, rapaz! O que você está fazendo aí dentro?!

     E o marceneiro, todo atrapalhado:

     – O senhor não vai acreditar, mas eu estou esperando o ônibus passar!

 

 

Metamorfose genital

 

     Seu Altamiro Pereira, velhusco beirando os 90 anos de idade, continua safado. Gaba-se que, quando jovem, papou todas as fêmeas disponíveis na região sertaneja. Jamais casou.

     Dia desses, encontrava-se na porteira de sua fazenda jogando conversa fora com o vizinho-amigo Januário Cordulino:

     – Ô Janú, puracauso tu sabe quantos anos “véve” uma perereca?

     – Tô sabendo não, Tamiro.

     – Véve uma base de déis ano. Adispois, nasce cabelo e vira xoxota!