Blog do Dresch

16 de julho de 2016

A legalização do jogo em discussão

                   A regulamentação dos jogos de azar ainda divide os apoios no Congresso. São dois projetos em tramitação, um no Senado e outro na Câmara, este em ritmo mais lento. Para os que defendem a liberação de cassinos, bingos, jogo do bicho e videojogos, a atividade será uma grande fonte de arrecadação e criação de empregos. Os contrários demonstram preocupação com a ligação deste mercado com atividades criminosas. Um dos senadores que dedicam seu tempo a lutar pela legalização é o senador alagoano Benedito de Lira (PP). Para ele é um equívoco vincular a legalização à lavagem de dinheiro, ao tráfico e à contravenção.

Prós e contra o jogo 2

                   Segundo o senador de Alagoas, a regulação do jogo no país abre mais um setor para o governo tributar. “O governo terá mecanismos de fiscalização para controlar o jogo. E isso poderá proporcionar uma arrecadação que pode chegar a R$ 65 bilhões, sem falar na geração de empregos” defende de Lira. Ele considera que se o governo monitorar e fiscalizar o jogo ele não será utilizado para encobrir atividades criminosas. Benedito de Lira apoia a legalização desde que o projeto que defende o jogo no país foi apresentado por um correligionário seu, o senador Ciro Nogueira.

Moro critica governo

                   Em uma palestra proferida no centro de estudos Wilson Center em Washington, o juiz federal Sergio Moro criticou a omissão do governo e do Congresso no combate à corrupção no Brasil e ao mesmo tempo negou que esteja conduzindo uma “caça às bruxas” com motivações políticas. “Até agora, o Poder Executivo e o Congresso não deram uma contribuição significativa para os esforços do Brasil na lua contra a corrupção. Sua omissão é decepcionante” disse Moro. O Juiz ainda argumentou que o atual governo (Temer) disse em várias oportunidades que apoia as investigações, mas os brasileiros esperam mais que o apoio em discursos. Moro também apontou falhas na Justiça criminal do Brasil, afirmando que “ela não funciona bem em casos complexos, especialmente nos crimes de colarinho branco, corrupção e lavagem de dinheiro”. Ainda de acordo com o Juiz federal, a lentidão da justiça acabou tornando comum o condenado por crimes graves em cortes de primeira instância, nunca irem para a prisão. E, porque a jurisdição do Supremo para julgar altas autoridades funcionou “como regra, como um poderoso escudo contra a responsabilização eficiente de pessoas em lugares altos”. Sérgio Moro também explanou sobre a Operação Lava Jato e como iniciaram as investigações que revelaram a corrupção sistêmica na Petrobrás e que a prática era a regra do jogo na negociação de contratos públicos.

 

Freiras escondem a grana

                   Se as coisas no Brasil estão difíceis, na Argentina o “babado” também é grande. Primeiro foi a prisão, há um mês, do secretário de obras do governo Kirchner (2003 a 2015) José López, quando tentava esconder cerca de US$ 8,9 milhões (R$ 30 milhões) em um convento na periferia de Buenos Ayres. Agora a TV Telefe mostrou um vídeo onde as freiras do convento abrem as portas para López. Também se descobriu que foram feitas pelo menos 11 ligações na noite da prisão do ex-secretário, entre o celular da esposa de López, Maria Amália e a madre superiora do Convento, Alba Dia de Martinez Fernandez.

Freiras escondem a grana 2

                   As freiras afirmaram ao Canal 13 que achavam que Lopez estava levando comida ao Convento, como havia feito em vezes anteriores. Ao saberem que era dinheiro se recusaram a ficar com as sacolas. Mas elas serão investigadas como cumplices do kirchnerista. Fotos antigas mostram a amizade que já existia entre as freiras, López e Alícia Kirchner, cunhada da ex-presidente Cristina Kirchner. A prisão de López no convento, foi um dos maiores escândalos registrados na Argentina depois de Cristina ter deixado o governo em Dezembro do ano passado.

O STF e as fraldas

                   O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, manteve a decisão da Justiça Federal que obriga a União a fornecer gratuitamente fraldas descartáveis para pessoas com deficiência, através do Programa Farmácia Popular. A Advocacia Geral da União havia entrado com recurso para barrar a distribuição gratuita, alegando que ela tem um impacto de R$ 2 bilhões por ano, e consome praticamente todo o orçamento do Programa. Este programa foi criado pelo Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população a medicamentos para doenças crônicas por meio de farmácias próprias ou parcerias com drogarias.

Deputado defende bombom

                   Em meio as acaloradas discussões na Câmara Federal sobre a cassação de Eduardo Cunha ou a posse de Rodrigo Maia, um parlamentar chamou a atenção esta semana de seus pares pelo conteúdo do seu discurso. O deputado Evair de Melo (PV-ES) ocupou a tribuna para pedir a permanência do bombom “Serenata de Amor” na linha de produção da fábrica da Garoto, em seu estado natal. Ele argumentou que a descontinuação na fabricação do bombom prejudicaria a participação da empresa em seu estado e poderia ocasionar um corte nos postos de trabalho na referida indústria.

 

  • O Banco do Brasil, através da Superintendência de Alagoas, colocará R$ 200 milhões à disposição do Plano Safra para produtores agrícolas estaduais.
  • A informação foi prestada pelo superintendente do banco, Marco Antônio Sanches, explicando ainda que R$ 117 milhões serão destinados ao custeio e comercialização, e os R$ 83 restantes direcionados para investimentos e aquisição de máquinas e implementos agrícolas.
  • Segundo Marco Antônio “os recursos estão disponíveis para todos os segmentos da agricultura no estado. Para a agricultura familiar são R$ 105 milhões, resultando em um acréscimo de 22% em relação ao volume disponibilizado para a safra anterior” afirmou o superintendente.
  • O superintendente reuniu-se com o vice-governador Luciano Barbosa e com o Secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, e aproveitou para comparar os investimentos do ano passado com o disponível para esta safra agrícola.
  • Pelo volume de crédito que o Banco do Brasil aplicou na agricultura no primeiro semestre de 2016, os resultados da safra serão excelentes, já que houve um aumento no desembolso de 81%, passando de R$ 49,5 milhões no mesmo período de 2015, para R$ 90 milhões neste ano.