Blog do Dresch

3 de julho de 2016

A expectativa da metralhadora Odebrecht

                   Uma reportagem bastante detalhada, publicada no jornal francês “Le Monde” e intitulada “Marcelo Odebrecht, a metralhadora brasileira” traz os detalhes do escândalo brasileiro. A reportagem lembra que o dono da Empreiteira Odebrecht foi condenado a mais de 19 anos de cadeia e seu último recurso já foi rejeitado pela Justiça. O ex-presidente do grupo que leva o seu nome compreendeu, então, que o Brasil havia mudado, diz a reportagem. Marcelo foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A metralhadora Odebrecht 2

                   O jornal francês também resgata a história da família Odebrecht, descendentes de Prussos da Pomerânia, que chegaram ao Brasil em meados do século XIX. O bisavô de Marcelo criou uma empresa de engenharia no Nordeste e a saga da família prospera até a 2ª Guerra, quando a empresa se instala em Salvador. O Le Monde destaca que a Odebrecht sempre realizou obras para diversos governos, mas entre 2003 e 2014 o faturamento explode, passando de R$ 17,3 bilhões para R$ 107 bilhões, trabalhando em obras por todo o mundo e ao mesmo tempo repassando propinas para políticos. Para o jornal, quando as confissões vierem á tona, elas terão o mesmo efeito uma metralhadora. Será?

Menos sódio no alimento

                   O acordo firmado pela Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possibilitou, até agora, a retirada de 14 mil toneladas de sódio dos produtos alimentícios. A meta é a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal dos produtos processados até 2020. Os números são resultados das três primeiras fases do acordo, iniciado em 2011. A primeira delas, de Abril de 2011 estabelecia metas nacionais de redução de sódio nas massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Foram retiradas 1.859 toneladas de sal destes alimentos. Em Outubro do mesmo ano, a retirada de sal foi acertada para batatas fritas, salgadinhos, bolos e mistura de bolos, maionese e biscoitos, com redução de 5.793 toneladas. A terceira etapa foi assinada em 2012 e previa a diminuição de sal em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais até 2015, atingindo 7.241 toneladas a menos de sal. A quarta fase, assinada em 2013 estabelece a redução de sal em empanados, queijo mussarela, sopas, requeijão cremoso, hambúrguer e embutidos, como linguiças e salsichas. O resultado desta etapa deve ser divulgado até o final do ano. A Anvisa apresentou dados mostrando que, em 2014, 94,5% das 22 empresas pesquisadas já haviam alcançado a meta da terceira etapa. Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro consome 12 gramas de sódio, em média, por dia. Isso é o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Outro defendendo a tortura

                   Os americanos também têm o seu Bolsonaro. Só que mais extravagante e muito mais rico. O pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir que a tortura seria um meio eficiente para combater o terrorismo islâmico. Para ele é preciso combater “fogo com fogo” disse em comentário a respeito do atentado ocorrido no Aeroporto de Istambul, na Turquia. Para o bilionário, a resposta dos EUA ao terrorismo é fraca e politicamente correta em excesso.

Outro que defende a tortura 2

                   Segundo Trump “eles provavelmente pensam que somos fracos, estúpidos, que não sabemos o que estamos fazendo, que não temos uma liderança”. Sobre o assunto, no início da campanha eleitoral norte-americana, o republicano já havia dito que “se fosse eleito aplicaria um inferno muito pior que isso” na defesa da tortura por afogamento, tática que foi adotada no governo de George W. Bush, logo após o atentado de 11 de Setembro de 2001. Donald Trump também já chegou a sugerir matar familiares de terroristas, já que eles afirmam que não ligam para suas vidas.

Só a Lava Jato não salva

                   Somente a Operação Lava Jato não salvará o Brasil da corrupção. A afirmação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em um seminário sobre grandes casos de corrupção julgados aqui no Brasil e na Itália. Para ele, a Lava Jato é a maior e mais profunda investigação de combate à corrupção na história do país, porém, “o fim dos desvios do dinheiro público não depende somente dos procuradores e dos magistrados. Não chegaremos ao fim dessa jornada apenas pelos caminhos do Ministério Público ou do Judiciário” disse Janot.

Só a Lava Jato não salva 2

                   Para o procurador-geral tanto o Ministério Público quanto os magistrados são peças coadjuvantes no processo de transformação e aprofundamento dos valores republicanos. Segundo ele “O Brasil apresenta atualmente um cenário favorável para o fim da impunidade e que os retrocessos não serão tolerados pelo ministério público”. Rodrigo Janot também criticou “algumas vozes que reverberam o passado e ensaiam a troca do combate à corrupção por uma pseudoestabilidade. Mas não é isso que o país quer, nem é isso que o país precisa” afirmou o chefe do Ministério público federal.

 

  • O reajuste de 12,5% concedido ao Bolsa Família vai acrescentar um montante de R$ 14 milhões aos repasses mensais do programa em Alagoas, segundo avaliação do Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social de Alagoas, Antônio Pinaud.
  • Segundo o secretário, atualmente o Bolsa Família atende as necessidades de 397.432 famílias em Alagoas, que receberão a partir de agora, cerca de R$ 80 milhões (antes do aumento o montante era de R$ 66,8 milhões).
  • O valor destinado ás famílias que vivem na extrema pobreza passou de R$ 154 para R$ 170 por pessoa. Para famílias da linha da pobreza passou de R$ 77 para R$ 85.
  • De acordo ainda com o secretário Antônio Pinaud, o Governo de Alagoas trabalha junto com os coordenadores do Programa em Alagoas, para aumentar o número de beneficiários do Bolsa Família, dinamizando e ampliando o processo de inclusão social no Estado.