Blog do Dresch

2 de julho de 2016

Alagoas prepara bicentenário da Emancipação

                   Tendo como cenário o Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), foi lançado na noite da última quinta-feira, o Fórum Estadual do Bicentenário da Emancipação Política de Alagoas. A cerimônia foi conduzida pelo governador Renan Filho e contou com a presença de personalidades como o professor Jayme Lustosa de Altavilla, presidente do Instituto, do secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, da Reitora da Ufal, Valéria Correia e diversos outros representantes de entidades da sociedade alagoana. Foi criada uma comissão mista especial para coordenar os trabalhos relativos ao bicentenário de Alagoas e propor sugestões para as comemorações.

Fórum do bicentenário 2

                   O objetivo do Fórum é fazer com que a sociedade participe da organização da comemoração, discutindo e participando efetivamente do processo, defendeu o governador Renan Filho. A comissão conta com a participação de representantes acadêmicos, religiosos, econômicos, populares com o intuito de garantir um legado histórico para o bicentenário, além de despertar a população em geral para a importância histórica do momento. Também será criada uma plataforma digital aberta á sugestões da população em geral. Ali poderão ser enviadas ideias, sugestões e proposições para envolver todos em um só objetivo.

O desperdício brasileiro

                   O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo. São cerca de 40 toneladas por dia de alimentos jogados fora, segundo a instituição internacional de pesquisas World Resources Institute (WRI) Brasil. A informação foi passada por Viviane Romero, coordenadora de Mudanças Climáticas do citado Instituto e que participou esta semana de um evento em São Paulo que discutiu a perda e o desperdício de alimentos em todo o mundo. “O Brasil está entre os dez principais países que mais perdem e desperdiçam alimentos. Perda que tem a ver com a colheita, pós-colheita, com a distribuição e o desperdício que já vem no final da cadeia, que é no varejo, no supermercado e no hábito do consumo” disse Viviane. Segundo ela hoje temos 7 bilhões de pessoas no mundo e em 2050 teremos 9 bilhões, segundo a estimativa. Enquanto isso, 1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado à comida e sofre com a desnutrição e falta de alimento adequado. Em todo o mundo perde-se 30% de tudo o que é produzido, o que significa um prejuízo estimado em US$ 940 bilhões, o que corresponde a R$ 3 trilhões. O desperdício de alimentos traz ainda implicações econômicas e ambientais. Temos impactos na biodiversidade, impactos no uso do solo, na questão de água, na sua escassez e ainda na questão do clima em todo o planeta.

 

Voz para os bandidos

                   Um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi um debate sobre jornalismo e narcotráfico, com a participação dos jornalistas Caco Barcellos e Misha Glenny (Grã-Bretanha). Ao final ambos foram aplaudidos de pé pela plateia. O inglês lançou na Flip, o livro “O dono do mundo” biografia do chefe do tráfico na Rocinha, “Nem”, que cumpre pena por tráfico (assunto já abordado nesta coluna), enquanto que Barcellos é autor de “Abusado” sobre a vida do também traficante Marcinho VP, do morro de Santa Marta. Ambos defenderam que “bandidos também devem ter o direito de contar sua história”.

Voz para os bandidos 2

                   Para Caco Barcelos, dar voz e iluminar a história das pessoas do morro é uma maneira de entrar no universo de todos. “Para conhecer os dois lados da história é preciso ouvir e conhecer o ambiente do morro. É um ambiente pouco conhecido por promotor, por Juiz e até mesmo por jornalistas como nós” disse o repórter da Globo. Já o jornalista Misha Glenny, falando fluentemente o português já que morou na Rocinha, disse “você precisa vivenciar o barulho, o saneamento aberto e cocô do cachorro em todo o lugar. Para quem viveu 55 anos na classe média de Londres, foi um impacto” afirmou.

Voz para os bandidos 3

                   Ambos falaram também sobre o futuro do jornalismo. Para Barcellos “o jornalismo atual do Brasil é uma reprodução de dossiês. Quem está investigando é o promotor. Na reportagem, você tem o dever de provar que as coisas são verdadeiras antes de leva-las a público”. Glenny disse que a internet está transformando tudo. “Os jornais não têm dinheiro, a profissão está mudando e estamos nos afogando em informações. Não temos confiança na verdade da informação. A gente precisa de uma imprensa livre e independente, e a cada dia a imprensa é menos independente e menos livre”.

O vírus do diabo

                   A Secretaria de Saúde aponta que nos primeiros cinco meses deste ano, registrou 6.400 casos suspeitos da febre chikungunya em Alagoas. No ano passado foram 127. Em Maceió concentram-se mais de 90% dos casos, mas pode escrever: a grande maioria das pessoas infectadas pelo vírus transmitido pelo aedes aegypti não consta do registro oficial. É muita gente mesmo! Na capital é muito raro se encontrar uma família que não tenha tido um caso pelo menos, ou que não conhece alguém que foi infectado. E a chicungunya é considerada uma das piores e mais doloridas doenças que já surgiram por aqui. Quem já foi infectado sabe.

 

 

  • Mais de 143 mil estudantes alagoanos vão se submeter ás provas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que acontecerão nos dias 5 e 6 de Novembro.
  • Boa parte dos alunos são oriundos da escola pública e por isso mesmo, diversas unidades da rede estadual estão realizando aulões preparatórios, seja aos Sábados e, quando for o caso, até nos feriados.
  • As revisões acontecem pelo menos duas vezes por mês, mas podem tornar-se ainda mais frequentes com a proximidades das provas.
  • Em todo o Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que foram feitas mais de 8,6 milhões de inscrições para a edição 2016 do Enem.
  • No ano passado o número de inscritos foi de 137,6 mil em Alagoas, caracterizando um aumento bastante importante na participação dos alunos.