Blog do Dresch

29 de junho de 2016

Dilma prepara volta à presidência

                   A presidente Dilma Rousseff disse ontem que, caso retorne à Presidência, fará um governo de transição, com o objetivo de garantir a democracia brasileira até as eleições de 2018, e que pretende aproveitar o momento político para avançar nas discussões sobre a reforma política. “Farei basicamente um governo de transição, que terá dois anos de duração onde o mais importante é garantir a qualidade da democracia até 2018. Acho que o momento é para se discutir uma proposta de reforma política. Tentamos isso depois de 2013 e perdemos fragorosamente. Tentamos Constituinte, tentamos reforma política” disse a presidente afastada.

Dilma prepara retorno 2

                   A presidente afastada, no entanto, não confirmou a realização de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições antes de 2018, proposta que é defendida por algumas lideranças políticas. “Não há um consenso. É uma das coisas que estão colocadas à mesa para discussão” disse Dilma. Caso retorne ao poder, a presidente afirmou que não tentará recompor sua base nos mesmos moldes como estava antes do processo de impeachment. “Não recomponho o governo nos termos anteriores sob hipótese alguma”. Ela disse também que ainda não se decidiu se irá ao Senado para se defender na Comissão Processante do Impeachment.

Papa defende perdão a gays

                   O Papa Francisco voltou a abordar a relação da Igreja Católica com os gays e outras pessoas que a Igreja marginalizou no passado, como os pobres e os explorados, afirmando que os mesmos merecem um pedido de perdão. O assunto veio à tona durante a viagem de volta da Armênia para o Vaticano, nas tradicionais conversas com os jornalistas credenciados. Durante a conversa, Francisco foi questionado se concordava com a declaração do cardeal alemão Reinhard Marx, um dos seus principais conselheiros, que disse que os gays merecem um pedido de desculpas da Igreja por tê-los marginalizado durante tanto tempo. O Papa afirmou que o perdão deve ser estendido também ás mulheres, ás crianças por questões ligadas ao trabalho infantil e também por ter “abençoado” tantas armas no passado. Francisco relembrou ensinamentos da Igreja de que homossexuais “não devem sofrer discriminação. Devem ser respeitados e acompanhados pastoralmente”. A resposta é uma variação da famosa frase “Quem sou eu para julgar? ”, dita pelo Pontífice durante a primeira coletiva aérea em 2013, sinalizando uma nova era de aceitação para os gays da Igreja. O papa acrescentou ainda que parte do comportamento politizado da comunidade homossexual é condenável por ser “um pouco ofensivo para os outros”.

 

Ascensão e queda de “Nem”

                   Uma das presenças mais esperadas da Feira Literária de Paraty (Flip) é do jornalista britânico Misha Glenny, admirador do Brasil e autor do esperado livro “O Dono do Morro” (ou Nemesis, título original em inglês). A Flip começa nesta quarta-feira (29). A obra retrata o reinado do traficante Antônio Francisco Bomfim Lopes, conhecido por “Nem”, que dominou o tráfico de drogas na favela da Rocinha, e cuidou de seus mais de 100 mil habitantes. Hoje, ele cumpre pena em um presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul, tem 40 anos de idade e está condenado a 16 anos de cadeia por associação ao tráfico.

Ascensão e queda de “Nem” 2

                   Para elaborar o livro o jornalista inglês morou na Rocinha, aprendeu português e deu sorte pôr o traficante aceitar seu pedido de entrevista. Foram dois anos de conversa, com 28 horas de entrevista, a partir do meio do ano de 2012. Nem foi preso em Novembro de 2011 escondido em um porta-malas de um carro. Para a polícia era o traficante mais procurado do país, considerado um assassino impiedoso e cruel. Mas não era assim na Rocinha.

Ascensão e queda de “Nem” 3

                   Na favela, durante o reinado de “Nem”, os homicídios caíram assim como a violência em geral. “Nem” atendia aos moradores substituindo as atribuições do Estado. Ao mesmo tempo fornecia 60% de toda a cocaína consumida no Rio de Janeiro. O líder da Rocinha foi acusado de  muitos crimes, mas nada que fosse comprovado. Agora deve ir a júri pela morte de duas jovens, que “Nem” nega qualquer participação, e o jornalista britânico acredita. A expectativa pelo lançamento do livro é grande, como é a fama do traficante.

Importação de feijão

                   O governo federal decidiu liberar a importação de feijão de alguns países produtores, com o intuito de reduzir o preço do produto para o consumidor brasileiro. O Brasil vai comprar feijão da Argentina, do Paraguai e da Bolívia. Também existe possibilidade, de adquirir o feijão do México e da China, segundo o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. A falta do produto no Brasil é atribuída à estiagem que atingiu alguns estados onde o feijão é plantado em larga escala. Nos supermercados do país o preço do quilo do feijão custa mais de R$ 12. Em Alagoas o preço do feijão mulatinho é em torno de R$ 10.

 

 

  • Alagoas registrou o fechamento de 44 estabelecimentos de varejo, de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e outros, nos primeiros cinco meses de 2016.
  • O dado é da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo, que atribui o fato a alta dos produtos comercializados a consequente diminuição do consumo e a própria crise econômica.
  • Em todo o Brasil, o número de estabelecimento que fecharam suas portas chegou a 14 mil, refletindo a partir daí os números do desemprego no país.
  • Segundo a Confederação, nos últimos 15 anos o país não teve registros de queda tão acentuada neste período do ano. Além disso, oito dos dez segmentos do comércio varejista no conceito ampliado acusaram perdas recordes no início do ano.
  • Os ramos que mais se destacaram negativamente foram móveis e eletrodomésticos (-17%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-16,8%).
  • São Paulo foi o estado que apresentou o maior número de estabelecimentos que fecharam as portas em função da crise (4,1 mil) seguindo do Paraná (1,6 mil) e Minas Gerais (1,5 mil).