Blog do Dresch

28 de junho de 2016

Alagoas ganha adutora do Alto Sertão

                   Oito municípios e 24 povoados sertanejos, abrangendo cerca de 130 mil pessoas, recebem a partir de hoje a água tratada em quantidade através da Adutora do Alto Sertão, que capta o liquido do Canal do Sertão. A inauguração terá a presença do governador Renan Filho, do Ministro da Integração, Hélder Barbalho e diversas autoridades da região. Essa é a primeira vez que a água do Canal do Sertão será utilizada para ampliar o sistema de abastecimento das cidades e para consumo humano.

Adutora do Canal do Sertão 2

                   Segundo assinalou o governador, a obra tem uma importância vital uma vez que o Canal do Sertão já tem sido de grande utilidade para pequenos produtores rurais que trabalham no seu entorno, e agora ele servirá para garantir o abastecimento de água de mais de 130 mil pessoas. Serão beneficiados diretamente com a obra, os municípios de Pariconha, Água Branca, Olho D’Água do Casado, Delmiro Gouveia, Canapi, Inhapi, Piranhas e Mata Grande. A obra consumiu recursos de R$ 127 milhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com execução da Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Pela legalização da erva

                   Representantes de 16 estados brasileiros (inclusive Alagoas, claro) participaram neste Domingo (26) de uma das maiores manifestações pela legalização e regulamentação do consumo e do mercado de maconha no Brasil. A passeata começou no final da tarde na Praça do Derby e seguiu pela Avenida Conde de Boa Vista. O ponto final foi no Pátio Santa Cruz com apresentações culturais e manifestações das entidades que promoveram a Marcha. Cartazes, fantasias, réplicas de baseados imensos marcaram o evento, assim como a fumaça dos sinalizadores e música diversificada, com predominância do reggae. De acordo com os organizadores, o objetivo da Marcha “é servir como instrumento para dialogar com a sociedade sobre a importância de uma reforma da política de drogas”. Para uma das coordenadoras, Ingrid Farias “é preciso que se discuta e entenda a questão de forma ampla, na área de saúde, educação, assistência social e segurança em alguma medida”. Segundo ela, “ a marcha também é uma forma de se levar a causa para a visibilidade das rus e mostrar que falar sobre a legalização da maconha e outras drogas não deve ser um tabu”. Outro grupo participante, a Aliança de Mães e Famílias Raras (Amar) defende a legalização principalmente para a fabricação de medicamentos derivados da cannabis. Foram relatados casos exitosos no tratamento de sintomas convulsivos com remédio á base de canabinol, cuja importação já foi liberada pela Anvisa para casos específicos. Na véspera, foi realizado o primeiro Encontro Nacional de Coletivos e Ativistas Antiproibicionistas, na Universidade Federal de Pernambuco.

 

O caro servidor da Justiça

                   O gasto médio da União com cada servidor do Poder Judiciário mais que dobrou desde 1995. O crescimento foi de 112% em valores atualizados, já descontada a inflação do período, segundo dados do Boletim Estatístico e Pessoal, do Ministério do Planejamento. O percentual chega ao dobro do aumento concedido para servidores do Executivo que foi de 55% no período. No início do mês a Câmara dos Deputados aprovou 15 projetos de lei com aumentos e gratificações para o funcionalismo federal, entre eles está a previsão de um reajuste de 41% para funcionários do Judiciário nos próximos quatro anos.

O caro servidor da Justiça 2

                   Os aumentos preocupam o governo interino de Michel Temer, especialmente porque no ano passado, a folha de pagamento de mais de 2 milhões de servidores, alcançou R$ 262 bilhões, um recorde. Os salários dos servidores e magistrados do Judiciário Federal em 1995, custavam aos cofres públicos R$ 9,5 bilhões por ano, em valores atualizados pelo IPCA acumulado no período. Nos últimos doze meses esse valor chegou a R$ 34,8 bilhões, um aumento de mais de 260%. Leve-se em conta que o número de servidores, praticamente dobrou no período. O gasto médio, por servidor do Judiciário, representava um gasto mensal de R$ 12,6 mil em 1995, passou para R$ 26 mil no ano passado, abaixo apenas do salário dos servidores do Legislativo, que chegou a R$ 30 mil em média.

O caro servidor da Justiça 3

                   As entidades de servidores do Judiciário justificam a produtividade alcançado no período citado. Em 2006 a Justiça Federal inteira conseguir julgar cerca de 1 milhão de processos por ano. Em 2012 este número já era de 8 milhões. As entidades alegam ainda que existe uma visão, muitas vezes distorcida, de que funcionários públicos ganham mais do que deveriam, mas isso é um equívoco, uma vez que é necessário avaliar a complexidade da tarefa. Outro argumento é a reposição inflacionária, uma vez que os servidores alegam que o salário está defasado desde 2006. Mas os dados mostram que o Judiciário brasileiro é muito caro, se comparado ao de países mais ricos ou de mesmo nível econômico.

 

Imigração muçulmana nos EUA

                   A proposta apresentada pelo pré-candidato do Partido Republicano à presidência, Donald Trump de banir a entrada em território norte-americano de imigrantes vindos de países muçulmanos, foi criticada pelo presidente Barack Obama. Trump defendeu novamente sua proposta ao lembrar do massacre acontecido há 15 dias em uma boate gay em Orlando na Flórida, cujo criminoso é filho de afegãos. O fato trouxe a campanha eleitoral, outra vez o tema sobre a facilidade de acesso a armas nos EUA, e as políticas de imigração.

 

 

  • Começou ontem em Brasília, o 8ª Fórum Mundial da Água, que reúne cerca de 500 participantes de dezenas de países. A escolha da capital federal aconteceu por inciativa do Conselho Mundial da Água e dos governos do Distrito Federal e da União.
  • Na pauta dos debates a água potável como direito humano, gestão compartilhada de recursos hídricos, qualidade das águas dos rios e redução da pobreza.
  • De acordo com os organizadores, o Fórum é um espaço livre para muitos atores, chefes de estado e governo, ministros, parlamentares, academias, setor privado e organizações não governamentais.
  • O Fórum é organizado a cada três anos, tendo um país hospedeiro. Ele procura motivar a classe política para os desafios e usos múltiplos da água para produzir alimentos, gerar energia, navegação, questão do saneamento e acesso à água potável para todos.
  • Estes temas precisam até as autoridades tomadoras de decisão para que se possam encaminhar soluções para os problemas que a humanidade enfrenta.