Blog do Dresch

25 de junho de 2016

Congresso discute o futuro do jornalismo

São João da crise?

                   Que o São João de Caruaru é o melhor do mundo, seguido de perto pelo de Campina Grande, disso ninguém tem dúvidas. Mas este ano, a festa nos dois locais é marcada pela crise econômica do país e em especial, do Nordeste e pela guerra dos cachês das principais atrações. Caruaru decretou situação de emergência em função da seca. Mesmo assim anunciou esta semana que está pagando um cachê de R$ 575 mil para a principal atração da festa, Wesley Safadão, que vai cantar em Campina Grande seis dias depois com um cachê de R$ 295 mil. A diferença se explica pelo fato do show ter sido “fechado” há um ano e porque Safadão faz outro show na Paraíba na mesma noite, o que reduz os custos. Caruaru ainda vai gastar mais R$ 3,5 milhões com outras atrações. Luan Santana receberá R$ 325 mil, Bell Marques (R$ 280 mil), banda Aviões do Forró (R$ 250 mil) e ainda R$ 180 mil pela dupla sertaneja Matheus e Kauan. No entanto os artistas locais ficam à míngua. Silvério Pessoa receberá R$ 15 mil e a banda da própria cidade, Flor de Mandacaru (sucesso do programa Superstar, da Globo) vai levar só R$ 12 mil. O gasto total da festa é de R$ 13 milhões. Mas a questão não é o pagamento de altos cachês para as atrações nacionais. Afinal o Safadão bota 30 mil pessoas em cada show que faz, mole, mole. Aqui em Maceió foi assim, no estacionamento do Parque Shopping. Esta semana o cantor se apresentou em Novo Hamburgo e Estrela, cidades do Rio Grande do Sul de colonização alemã, e estiveram presentes dezenas de milhares de pessoas. Em Caruaru o show é gratuito e a movimentação e o faturamento na cidade, por si só paga a apresentação. O Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Tribunal de Contas estão questionando os gastos, mas o prefeito José Queiroz, garante que tudo está sob controle, que os patrocinadores bancam as atrações e a Prefeitura ainda sai lucrando com o São João.

Modelos de jornalismo

                   Teve início ontem na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo o 11º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que pretende discutir o futuro do jornalismo, uso da internet na apuração e divulgação da notícia, além da Lava Jato e Olimpíada. Hoje (24) acontece uma palestra sobre liberdade de imprensa e expressão no Judiciário, com a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Ela foi a relatora da ação que considerou inconstitucional exigir autorização dos biografados, parentes ou representantes para publicação de biografias.

Modelos de jornalismo 2

                   Os participantes também terão oportunidade de acompanhar palestras do jornalista Bob Garfield que há 15 anos apresenta o podcast “On The Media” da WNYC (marcada para este Sábado), e também do britânico Paul Myers, especialista em pesquisa na internet e consultor para a BBC, que também falará no Sábado. O Congresso nesta edição faz uma homenagem à jornalista Elvira Lobato, ex-repórter da Folha de São Paulo, e ao jornalista Alberto Dines que vai ganhar o Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo pelos 20 anos à frente do Observatório da Imprensa.

Núcleo contra a criminalidade

                   A criação de um núcleo permanente de combate à criminalidade e corrupção foi criado pelo Ministério da Justiça e da Cidadania, em conjunto com ministérios públicos estaduais. O anúncio foi feito pelo próprio ministro Alexandre de Morais, assinalando que os trabalhos serão iniciados imediatamente. O núcleo é composto por gestores do Ministério e quatro membros do ministério público estadual. Na proposta aprovada, haverá integração de bancos de dados de todos os ministérios públicos, com a base de informações do Ministério para atuar no combate ao crime organizado.

Núcleo contra a criminalidade 2

                   “Hoje o combate ao crime organizado se faz com inteligência e para isso é necessário que haja a troca de informações” justificou Morais. Cada estado tem a sua informação, mas não há uma troca de informações entre os estados e nem mesmo com o Ministério, diz ele. A intenção agora é compor um grande banco de dados criminais. Segundo ele, apenas nove estados têm laboratório contra a lavagem de dinheiro. Essa estrutura deverá ser estendida a todos os demais estados que ainda não tem o instrumento. Outra intenção do Ministro é criar uma política nacional de combate aos homicídios e ao tráfico de armas.

Morte de ambientalistas

                   Com 50 mortes registradas em 2015, o Brasil foi um dos países mais violentos do mundo para a causa ecológica. A conclusão é da ONG britânica Global Witness, cujo relatório apontou um total de 185 ambientalistas mortos em 16 países no ano passado, um aumento de quase 60 % em relação a 2014. Os números divulgados pela entidade apontam o Brasil como o país mais perigoso para os defensores da ecologia, seguida pelas Filipinas (33 mortes), Colômbia (26), Peru (12) e Nicarágua (12). O relatório ainda aponta 10 mortes na Guatemala, oito em Honduras e quatro no México.

Morte de ambientalistas 2

                   Um dos dados do relatório que mais chama a atenção é que 67 ecologistas mortos em 2015 pertenciam a comunidades indígenas, e isso relaciona setores de extração e mineração com 42 das mortes. “Um dos fatores subjacentes a todos os assassinatos foi a pressão sobre a propriedade, o controle e uso da terra” diz o relatório. As plantações agroindustriais estão relacionadas com 20 casos, principalmente no Brasil e nas Filipinas com sete mortes cada. O desmatamento também aparece como motivo para 15 assassinatos praticados por madeireiros ilegais.

  

  • O Instituto do Meio Ambiente (IMA) lançou ontem o Selo Verde da Construção Civil, como forma de reconhecimento ao trabalho das construtoras que executam atividades ambientalmente corretas.
  • O Selo também tem como objetivo mostrar à sociedade civil as obras que usam de forma consciente os recursos naturais disponíveis.
  • O certificado conta também com o apoio do Sindicato da Construção Civil e demais entidades representativas do setor em Alagoas.
  • A Indústria Atacadista Paletes de Madeira, que está se instalando no Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, já fornece paletes de madeira á Indústria Portobello e gerando 50 empregos diretos.
  • A inauguração da Atacadista deve acontecer dentro de noventa dias, segundo sua direção, mas os trabalhos já começaram para atender as necessidades do mercado.