Blog do Dresch

22 de junho de 2016

Duas décadas de impunidade

                   Nesta quinta feira (23) completa 20 anos dos assassinatos do empresário Paulo César Farias (PC Farias) e da sua namorada Suzana Marcolino. Duas décadas de mistério e de impunidade, uma vez que a polícia e a justiça de Alagoas não se entenderam sobre o caso e ninguém foi condenado pelo duplo crime. PC Farias, tesoureiro do Presidente Collor e líder do que se intitulou “República de Alagoas” portador de segredos até hoje não desvendados, foi morto em sua casa de praia, em Guaxuma (que para muitos tornou-se ponto turístico e até de casamentos) na noite da véspera de São João de 1996, um Sábado, juntamente com sua namorada Suzana Marcolino. A casa era guardada por quatro seguranças.

Mistério de 20 anos 2

                   Em 2013, os seguranças chegaram a sentar no banco dos réus, acusados pelo Ministério Público por duplo homicídio, mas foram absolvidos por 4 a 3. Antes disso, vários inquéritos apontavam que Suzana havia matado PC e depois se suicidado. Essa também foi a tese defendida pelo célebre perito Badan Palhares, contratado pela família de PC para explicar tecnicamente as duas mortes e os mistérios da casa de Guaxuma. Seus laudos foram desmontados na oportunidade pelo legista alagoano George Sanguinetti, que viajou pelo Brasil defendendo a tese do duplo homicídio e até escrevendo um livro a respeito.

Mistério de 20 anos 3

                   No frigir dos ovos, o caso acabou caindo no esquecimento. Familiares de Suzana Marcolino, sempre que dispõem de uma oportunidade cobram qualquer tipo e esclarecimento e não aceitam os inquéritos anteriores. A família de PC Farias evitou estimular a discussão a respeito. PC Farias foi o pivô de todo o esquema de corrupção que acabou detonando da Presidência da República, o hoje senador Fernando Collor de Mello. O empresário foi o coordenador e tesoureiro de sua campanha presidencial e acabou tornando-se o homem forte do seu Governo.

Impacto do acordo era previsto

                   O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles revelou que o acordo para o alongamento da dívida dos estados com a União e a moratória de seis meses, causará um impacto de R$ 50 bilhões nos próximos três anos nos cofres do governo federal. No entanto, assinalou o ministro, o impacto está previsto na reestimativa de déficit encaminhada ao Congresso Nacional há alguns dias, de R$ 170,5 bilhões. “O custo será de R$ 20 bilhões em 2016, que está de acordo com as estimativas de cálculo feitas na previsão do débito para 2016” explicou Meirelles. O ministro esclareceu ainda que o acordo firmado com os estados não é um perdão das dívidas, mas sim um reescalonamento. “É uma revisão até o final do contrato e isso será pago no restante do contrato. Não há perdão da dívida” afirmou. Disse também que o Supremo Tribunal Federal será comunicado daquilo que foi acertado. “Será informado ao Supremo que foi cumprida a determinação que dever-se-ia procurar um acordo entre a União e os estados. Isso foi feito e, portanto, atendeu-se a determinação do STF” justificou Henrique Meirelles. O estado de São Paulo, dono da maior dívida entre os estados terá a parcela da dívida reduzida em R$ 400 milhões (de R$ 1,3 bilhão, pagará R$ 900 milhões) até Dezembro. O caso do Rio de Janeiro será discutido a parte, uma vez que já existe um acerto “suplementar” que garantirá ao Rio um aporte de R$ 2,9 bilhões.

 

A vez do carro elétrico

                   A Volkswagen anunciou que vai lançar mais de 30 modelos de carros elétricos nos próximos dez anos, numa tentativa de posicionar a montadora como líder do transporte ecológico. Com isso a empresa alemã também pretende limpar o nome após o escândalo dos automóveis a diesel com um software que manipulava as emissões. O objetivo é produzir entre dois a três milhões de unidades em trinta modelos de carros totalmente elétricos. Até 2025 os elétricos devem responder por 20% a 25% das vendas mundiais do grupo.

A vez do carro elétrico 2

                   Ainda segundo um diretor da Volks, a empresa pretende fazer um realinhamento fundamental para preparar-se a uma nova era de mobilidade. A montadora pretende se concentrar nos segmentos mais atrativos e de crescimento mais rápido do mercado. O escândalo do software arranhou a reputação da empresa, após ter admitido a instalação do equipamento em mais de 11 milhões de veículos a diesel. O software mostrava as emissões de poluentes dentro dos limites impostos pela legislação, mas na realidade a poluição era muito maior.

Jangadas terão wi-fi

                   Segundo a Prefeitura de Maceió, as jangadas que fazem os passeios até as piscinas naturais da Pajuçara, vão dispor de wi-fi ainda este ano. A iniciativa será colocada em prática numa parceria com a Operadora Vivo, responsável pela cessão dos equipamentos que permitirão aos turistas que fizerem o passeio puderem dispor de internet sem fio. Além da oferta de mais este atrativo a Prefeitura pretende ampliar o compartilhamento do conteúdo relativo à Maceió e suas belezas naturais, especialmente as piscinas naturais, tão procuradas pelos visitantes.

 

  • O Domingo foi um dia de festa no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. O motivo: O resgate, na madrugada de um dos líderes do tráfico de drogas, Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de dentro do Hospital Souza Aguiar.
  • A festa foi coordenada pelo tio do resgatado, Edson Ferreira Firmino de Jesus, o Zaca, condenado por tráfico e homicídios e que chegou a comandar o tráfico de drogas na Glória.
  • Também participaram da comemoração, Isaías do Borel e Léo do Kelson. Eles e outros dez traficantes foram transferidos para presídios federais na segunda feira.
  • No resgate do traficante que terminou com um morto e dois feridos, foram utilizados 25 homens, armados de fuzis e pistolas, que renderam funcionários e retiraram Fat Family do sexto andar, onde estava internado com um tiro na cabeça.
  • A polícia já realizou diversas operações nos morros de atuação do traficante resgatado e sua quadrilha, mas até agora não logrou êxito.