Blog do Dresch

17 de junho de 2016

A polícia cumpriu o seu dever

                   O cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas e cumprido pelo delegado Denisson Albuquerque, do 7º DP, foi motivo de críticas pelos deputados alagoanos na sessão ordinária da última quarta-feira. O alvo da polícia era um atestado médico apresentado pelo deputado Marquinhos Madeira (PMDB), assinado por um otorrinolaringologista, que o afastava das atividades parlamentares em função de uma labirintite. Mas no período o deputado participou de diversas atividades esportivas, inclusive um rally. Os dados fazem parte de um processo por estelionato e improbidade administrativa movido contra o deputado.

ALE condena ação policial 2

                   Vários deputados fizeram uso da palavra e condenaram a ação comandada pelo delegado Denisson. Alegaram que os policiais agiram com truculência e que a situação poderia ter sido solucionada com um pedido formal do documento à Mesa Diretora do Poder Legislativo. A questão é que, segundo o delegado, esta solicitação foi feita mais de cinco vezes, tanto á Assembleia quanto ao próprio deputado, mas foi simplesmente ignorada, daí a necessidade de se usar o mandado judicial para a obtenção do atestado, que é peça importante no respectivo inquérito policial.

Renan: nada a temer

                   O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros do PMDB aqui de Alagoas, rebateu as acusações feitas contra ele, pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, no depoimento prestado ao Ministério Público Federal, como delação premiada. Segundo Renan, a delação “não prova nada e nada tenho a temer”. O presidente do Senado, elogiou a decisão do Supremo Tribunal Federal, em tornar públicas as declarações de Machado. “A delação cita, mas não prova nada. Com relação a mim, nunca autorizei ninguém a falar em meu nome em nenhum lugar e todas as doações que recebi, nas campanhas eleitorais, foram doações legais e com contas prestadas e aprovadas pela Justiça, de modo que não tenho absolutamente nada a temer” justificou Renan. Na delação do ex-presidente da Transpetro, são citados cerca de 20 políticos como recebedores de propinas e doações de empresas, sendo que Renan Calheiros e Romero Jucá (PMDB-RR) recebiam inclusive doações mensais de R$ 300 mil e R$ 200 mil respectivamente. Segundo Machado os políticos o procuravam pedindo doações, e ele solicitava os repasses às empreiteiras que tinham contratos com a Transpetro. O delator disse ainda que no caso de Renan, Jucá, o ex-presidente Sarney e o ex ministro Edison Lobão receberam doações oficiais para campanhas e dinheiro em espécie como propina.

 

Falta empenho do Congresso

                   O ministro da Fazenda Henrique Meirelles já manifestou seu descontentamento com a falta de empenho do Congresso Nacional em discutir e aprovar as propostas que pretendem conter as despesas do governo. O Ministro cobrou mais empenho dos parlamentares, principalmente no pacote do governo que estará sendo enviado nos próximos dias ao congresso. O pacote inclui medidas que já estão tramitando naquele Poder, como a renegociação da dívida dos estados, e o da criação de um teto para os gastos públicos. E ainda a reforma da Previdência Social, que deve ser enviada ao Legislativo em Julho.

Falta empenho do Congresso 2

                   Ainda segundo Meirelles, o país atravessa um momento que exige desafios de toda a população. “Como já deixamos claro, é urgente o estancamento do processo de deterioração da nossa economia, para colocá-la em trajetória de crescimento, gerando emprego, renda e bem-estar. A trajetória não será fácil, mas o diagnóstico está correto” afirmou o Ministro. Paralelo a contenção dos gastos públicos, Meirelles informou que o governo pretende trabalhar para aumentar a produtividade e melhorar o ambiente de negócios. Só assim seremos capazes de converter a recuperação cíclica em um processo sustentado de crescimento”.

Encontro da comunicação

                   Jornalistas e radialistas de Alagoas têm um encontro nesta manhã de Sábado (10h) para ouvir e discutir questões relativas a comunicação e o futuro da profissão. O evento é promovido pela Rádio Agência Alagoas e terá a participação de Paulo Gilvane Borges, diretor geral da Agência Radioweb, e do repórter Yuri Hudson, responsável pela cobertura diária do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, também pela Radioweb. O encontro é aberto a todos e acontece no auditório Aquatune, no Palácio República dos Palmares.

Satélite de espionagem

                   Os Estados Unidos lançaram aos céus um dos maiores satélites de vigilância do mundo, projetado para realizar “escutas secretas” e sinais emitidos por outros países. Segundo o portal especializado Spaceflight Now, o novo satélite está equipado com equipamentos de tecnologia avançadíssima, além de uma poderosa antena, que quando estiver armada no espaço terá uma envergadura de 100 metros. O novo satélite da série Mentor trabalhará inicialmente em conjunto com satélites mais antigos dos EUA, das séries Mentor e Magnun, que serão desativados paulatinamente.

 

  • Como era de se esperar o conteúdo da delação premiada, do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, foi mesmo bombástico. Alguns detalhes já haviam sido tornado públicos, mas agora o depoimento completo foi liberado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
  • Atingiu em cheio a cúpula do PMDB, que agora está no poder, na presidência da República, com Michel Temer, no Senado, com Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão, José Sarney além de outros políticos de vários outros partidos, que receberam doações ilegais, propinas, ou doações permitidas, de empresas que prestavam serviços á Transpetro.
  • A situação do país é irreversível. O momento é de depuração da classe política e dos principais partidos do país. Dói cortar na carne, mas é mais necessário do que nunca.
  • Se não houver essa “limpeza” na política brasileira, começando por Brasília e se estendendo a estados e municípios, não conseguiremos equilibrar a economia e retomar o crescimento do país.
  • Não dá para voltar atrás. Saber levantar após o tombo, curar as feridas e trabalhar para superar as dificuldades, essa é a missão que todos os brasileiros tem pela frente.