Blog do Dresch

16 de junho de 2016

Deputado critica mudanças na previdência

                   As mudanças realizadas na Previdência Social pelo governo provisório de Michel Temer (PMDB), foram criticadas pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Ronaldo Medeiros (PMDB). Ele adjetivou de desmonte o que vem ocorrendo com o sistema previdenciário, como a extinção do Ministério e o deslocamento do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) para o Ministério do Desenvolvimento Social. Medeiros, que é oriundo do INSS de Alagoas, onde chegou a ser Superintendente Regional, criticou as mudanças e teme que elas possam afetar as agências, as prefeituras e principalmente os aposentados e pensionistas.

Desmonte da Previdência 2

                   Ronaldo Medeiros, em seu discurso, citou a extinção de cerca de 500 cargos da estrutura do INSS, através de Medida Provisória, que deve refletir no funcionamento do órgão. “Isso pode causar, inclusive, o fechamento de agências em Alagoas, lembrando que a Previdência estava em expansão no Estado com novas agências prontas para serem inauguradas em Passo de Camaragibe, Boca da Mata, Matriz de Camaragibe e Cacimbinhas”. Ele salientou a importância do INSS na economia e na estrutura social de Alagoas, uma vez que mais de 500 mil pessoas recebem dos cofres da Previdência no Estado, movimentando valores superiores ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Renan contra-ataca Janot

                   “Nos últimos meses, já arquivei cinco pedidos de impedimentos do procurador-geral da República, porque entendi que as petições eram ineptas. Essa, eu vou avaliar”. A afirmativa é do presidente do Congresso, o senador alagoano Renan Calheiros (PMDB), deixando claro que não rejeitará automaticamente um pedido de impeachment contra o procurador-geral, Rodrigo Janot, protocolado na última segunda feira (13) no Senado. O pedido foi feito por duas advogadas ligadas ao movimento pró-afastamento da presidente Dilma Rousseff, sob o argumento de que Janot deu tratamento diferenciado a políticos do PT e do PMDB que estariam envolvidos em situações análogas na Lava Jato. Em geral, Renan rejeita pedidos de impeachment contra ministros do Supremo e contra o procurador-geral, que devem ser protocolados no Senado e avaliados monocraticamente pelo presidente da Casa. Recentemente, Renan foi flagrado em um diálogo com o presidente da Transpetro, Sergio Machado, onde classificou Janot de “mau-caráter”. O contra-ataque do presidente do Senado acontece basicamente no mesmo dia em que o ministro Teori Zawascki, nega decretar a prisão da cúpula do PMDB (Renan, Sarney, Romero Jucá e Eduardo Cunha), em um pedido feito exatamente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 

Cunha (o inocente) vai recorrer

                   Na noite de terça feira, logo após a decisão da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, em aprovar o parecer favorável à cassação de seu mandato, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Casa e do mandato, disse que não aceita a decisão e que vai recorrer. “Sou inocente da acusação a mim imputada pela Comissão de Ética”. Cunha foi considerado culpado por ter mentido na CPI da Petrobrás, afirmando que não tinha contas em bancos fora do Brasil, fato comprovado pelo Ministério Público Federal e também por autoridades da Suíça.

Cunha (o inocente) vai recorrer 2

                   O presidente afastado da Câmara, foi ainda mais longe: “O processo todo foi conduzido com parcialidade, com nulidades gritantes, incluindo o próprio relator, que não poderia ter proferido o parecer após ter se filiado a partido integrante de bloco do meu partido. Essas nulidades serão objeto de recurso com efeito suspensivo à CCJ, onde, tenho absoluta confiança, esse parecer não será levado adiante”. Disse ainda que no plenário vai reverter a decisão e se defender das acusações. O advogado de Cunha, Marcelo Nobre, garantiu que vai manter os mesmos questionamentos que tem apresentado ao longo do processo, e disse que não descarta ingressar no Supremo Tribunal Federal.

Maior equação do mundo

                   Três matemáticos de renomadas universidades, com a ajuda de um supercomputador, conseguiram resolver a maior equação matemática do mundo, conhecida como a “Fórmula de Booleano”. O resultado demorou dois dias para ser concluído, e foi publicado em um arquivo de 200 terabytes. Para se ter noção, o estudo ficou tão longo que o tamanho do documento equivale a digitalização de todos os livros e textos da Biblioteca dos Estados Unidos. Para fazer o download completo do arquivo seriam necessárias cerca de 30 mil horas. No entanto, foi lançado uma versão compacta da pesquisa, com 68 gigabytes.

Maior equação do mundo 2

                   O problema envolve o teorema dos lados do Triângulo de Pitágoras. Na década de 80, o criador da equação, Ronald Graham, questionou se seria possível dividir o conjunto de todos os números naturais em duas partes iguais, de tal forma que nenhuma das duas partes contenha um trio pitagórico inteiro. De acordo com os matemáticos a resposta é “não”. Para provar o resultado, o supercomputador testou todas as possibilidades para resolver a equação durante dois dias. Este estudo quebra o último recorde de 13 gigabytes que também resolvia a mesma equação matemática realizado em 2014.

 

  • A tarifa do gás natural em Alagoas foi reajustada ontem, segundo informe da Algás, responsável pela distribuição do produto.
  • O reajuste é realizado anualmente, após homologação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) e é aplicado aos cinco segmentos consumidores do gás no Estado, com percentuais diferenciados.
  • Segundo a Algás o reajuste da tarifa aos segmentos produtivos, ficou bem abaixo da taxa de inflação. Para o setor industrial o reajuste foi de 2,7%. Para o comércio foi de 6,5% e para a geração de energia chegou a 3,1%.
  • Já os clientes residenciais vão pagar 14,2% e para os postos de combustíveis o aumento chegou a 17%.
  • A nova composição tarifária teve como prioridade não impactar o setor produtivo estadual, principalmente em um período em que a economia nacional enfrenta uma crise aguda, explicou o diretor administrativo e financeiro da Algás, Luciano Guimarães.