Ailton Villanova

13 de junho de 2016

A “Noviça” rebelde

             Ingresso na redação da Tribuna Independente  por iniciativa dos companheiros Toínho Pereira e Ricardo Castro, e aí reencontro velhos parceiros de lutas passadas  – Jayme Feitosa, Paulo Hollanda, Jairo Queiroz, Wilson  Barros, Wilson Lima – o caçula de todos, Petrônio Viana –  e tenho a satisfação de conhecer o Billo das charges inteligentes e divertidas. A redação parou por alguns instantes  para os cumprimentos. Pequena festa. É bom o cara ser querido. Revigorei. Senti-me em casa.

           Aí, salta o Jayme e me explora:

          – Villa, que tal você estrear contando aquele “causo” da falsa freira do Jaraguá?

        Não me fiz de rogado e lasquei o dedo no teclado do computador.

       0 papo é o seguinte:

       Caboco trabalhador, Osclipásio Pereira exercia o ofício de vigilante de determinada prestadora de serviços, localizada no bairro do Jaraguá. Iniciava o expediente às 2 da tarde e só largava lá pela meia-noite, mais tardando por volta de 1 hora da madrugada. E foi numa dessas esticadas de horário que saiu do trabalho esperançoso de encontrar condução para o Vergel do Lago, onde nasceu e se criou.

      Ao chegar ao ponto do ônibus, na praça Dois Leôes, ele reparou que havia uma freira, toda quietinha naquele local ermo. Cumprimentou-a com o maior dos respeitos:

      – Boa noite, irmã…

      -Boa noite, meu filho… – respondeu a figura, quer dizer, a religiosa.

      Enquanto aguardava a chegada do ônibus, Osclipásio não tirava os olhos da freira, o que causou um certo desconforto. Daí, ele perdeu a paciência, chegou junto dela e desabafou:

     – Irmã… tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofen-      dida…  

     – Filho, sou freira há muito tempo e já ví de tudo neste mundo. Fala o que você quer!

     – É o seguinte, irmã… eu sempre tive a fantasia de beijar uma freira…

     – Só isso? Vamos ver o que posso fazer por você: primeiro,  você tem que ser solteiro e, segundo, ser católico.

     – Jóia! Sou solteiro e católico praticante. Aliás, já fui até sacristão.

     A freira olhou para os lados para ver se não vinha alguém, e lascou um

beijo filho da mãe na boca do infeliz. Ele ficou estático, envergonhado e, em seguida, começou a chorar.

     – Quê que houve, meu filho? Chorando por quê? Doeu alguma coisa?

     – Doeu, sim. Doeu a minha consciência, irmã. Eu menti pra senhora, sabe? Sou casado e não sou católico.

     A freira confortou-o:

     – Deixa pra lá. Eu também nunca fui à igreja, estou voltando de uma festa à fantasia e meu nome é Nivaldo…

 

 

 

Feroz demais 

 

      A viuvaça Oscarlina Santoro  procurou a clínica veterinária do dr. Oscar Schorro arrastando um cão que não tinha mais tamanho. Ao ser atendida pelo profissional, ela desabafou:

      – Este animal está me deixando louca, doutor. Eu o trouxe aqui para o senhor dar um jeito nele!m

       – O que ele tem?

       –  Tem a mania danada de perseguir todos os carros que passam em frente

de casa!

        –  Ah, isso todos os cães fazem, minha senhora. Não tem nada de estranho nessa mania!

        E a viuva:A

        – Mas é  normal enterrar os motoristas no jardim?

 

Quando ele disse…?

 

         Cursinho pré-vestibular. O professor Neusalino Bezerra ensinava História Geral e aí resolveu arguir uma aluna galeguinha que sentava na primeira fila:

          – Ertrúsia, me responda: quando foi que Winston Churchil falou a seguinte frase: “Eu só posso prometer sangue, suor e lágrimas”?

 

           E a lourinha, com ar de duvida:

           – Não teria sido na noite de núpcias, professor?   

 

 

Papagaio falador

 

           Oscar, o papagaio de estimação de madame Antuérpia, morreu de velho, coitado. Na  casa dela, foi aquele desadouro. Logo, a velhota procurou uma loja

de animais a fim de adquirir um substituto para o finado penoso, tão esperto e  falador quanto o sobredito:

            – Quero um papagaio esperto, mas que não fale palavrões, o senhor está me entendendo? – disse para o vendedor.

             – Perfeitamente. A senhora quer  um louro  que só fale  besteiras, correto?

             – Exatamente.

              – Aqui temos um que dá na medida pra senhora. Ele pertenceu ao Lula!

 

 

E Lula todo cagado!

 

 

            Amiga de Lula Inácio desde os tempos de criança no velho Garanhus do Pernambuco, Maria Eufrásia virou fã ardorosa do presidente assim que ele assentou o solado dos pés no Palácio do Planalto. Para homenageá-lo, resolveu dar aos seus (dela) trigêmeos os nomes de Pátria, Brasil e Lula. E mais: convidou o ilustre conterrâneo para ser padrinho dos três rebentos.

            Convite aceito, tudo combinado, chega o grande dia. Lula e escolta, mais um magote  de jornalistas, se dirigem à casa da mulher. Batem. Surge a pobre  mãe, esbaforida, lamentando estar atrasada, tantos afazeres…

             – Me desculpe, meu presidente!

             E olhando pra dentro de casa, queixosa:            

             – Olha lá… O Brasil  tá chorando, a Pátria tá cagada e o Lula tá mamando!