Ailton Villanova

2 de junho de 2016

Aniversariante complicado

Com Diego Villanova

 

     Proprietário de conceituada doceteria, Geribaldo Quirino vive uma vida tranquila. Ele e a mulher, dona Dimetilzia, têm feito o possível e o impossível para agradar a freguesia sempre crescente, dada a boa qualidade dos seus produtos. Certa tarde, chegou lá um sujeito narigudo e brancão, que fez o seguinte pedido:

     – Eu gostaria que o amigo me providenciasse um bolo de aniversário, que tenha a seguinte inscrição: “Feliz Aniversário”. Fica pronto a que horas?

     Geribaldo respondeu:

     – Daqui a uns vinte minutos o senhor pode vir buscar…

     O cara saiu e voltou no tempo certo. O bolo estava pronto, conforme a recomendação. O sujeito observou bem a peça, verdadeira obra de arte, afastou-se um pouco para apreciá-la de longe e em seguida exigiu:

     – Olha, eu queria mais vistoso um pouco. Mais enfeitado, sabe? Um pouco mais colorido. Outra coisa: ao invés de “Feliz Aniversário”, você escreve: “Felicidades Mil”. Não que fica melhor?

     – É, fica – concordou o confeiteiro, meio desanimado. Pode passar daqui a meia hora que estará pronto.

     Meia hora depois, olha o cara de volta.

     – Como é, gostou? – perguntou Geribaldo.

     O freguês examinou o bolo longamente, cerrou os olhos, coçou o queixo, releu a frase e disse:

      – Faz o seguinte… bota mais umas flores em volta do bolo. Mais cor. E aumenta aí a frase. Você não acha que pode ser uma frase bem mais expressiva?

      – É… pode ser…

      – Pois, então, botaí: “Felicidades mil. Parabéns. Muito amor”… É isso. “Muito amor”, botaí!

      O confeiteiro conformou-se e fez todas as modificações exigidas pelo freguês. Algum tempo depois, o chato voltou.

      – Ah, sim! Agora está lindo! Maravilhoso!

      – Pode embrulhar? – perguntou o Geribaldo, respirando aliviado.

      E o cara:

      – Não, não precisa. Eu vou comer aqui mesmo!

 

 

Donzelo muito sério

 

     Desde pequeno, o Melquizedeque foi um caboco sério. Não era dado as brincadeiras e nem chegado a farras. Aos 30 anos de idade ainda era donzelo, mas um dia, numa festa de Natal caiu de amores pela lourinha Mariínha, que retribuiu a paixão com mais intensidade. Ao cabo de algum tempo os dois ficaram tão íntimos que terminaram na cama. Ela, mais experiente no barato horizontalino, com muito jeito foi conduzindo o Melquizedeque na transa. Em dado momento, ela sentiu que o donzelo estava atingindo o orgasmo e aí perguntou:

     – Está gozando, meu amor?

     E ele:

     – Tô não, minha amada. Estou levando muito a sério!

 

 

Tava na cara!

 

     Virgulinaldo foi apresentado à morena Mirismar numa festinha de aniversário de um primo dela. Horas mais tarde, os dois estavam num motel localizado nas proximidades da residência do tal parente da mocinha. Depois da transa, veio o cigarrinho e aí Mirismar arriscou a pergunta:

     – Por acaso você é funcionário público?

     – Mas como você adivinhou, minha querida?

     – Tá na cara. Você mesmo me passou a idéia: demorou 40 minutos para tirar a roupa e quando deitamos, fui eu que tive de fazer todo o serviço!

 

 

Tragédia familiar

 

     No meio da noite, o cara transitava pela rodovia expressa, de pé topado no acelerador de uma caminhoneta, quando a certa altura foi mandado parar por um policial rodoviário, que pilotava uma motocicleta:

     – Pra onde vai com tanta pressa, rapaz? – inquiriu o guarda – Suas lanternas traseiras estão apagadas!

     – Porra meu louro, seu guarda! Que tragédia!

     – Que é isso, meu amigo? Eu nem vou multá-lo! Afinal, trata-se de uma pequena infração.

     – Pro senhor pode ser uma pequena infração. Mas pra mim significa que eu perdi o trailler com minha mulher e minha sogra!

 

 

Ah, velhinho safado!

 

     Aos 88 anos de idade, o carteiro aposentado Astolfo Botelho – seu Tôta – mantinha uma amante de 22 aninhos, num apartamento de luxo, na beira-mar. Na última vez que esteve visitando a garota, despediu-se na porta de saída, todo meloso:

    – Se prepare que dentro de três meses já estarei de volta, minha gatinha…

    E ela:

    – Seu velho tarado. Você só pensa nisso, não é?

 

 

Levou o carro errado!

 

     Depois de ter participado de uma festa de despedida de solteiro, o Zé Febrônio voltava pra casa de madrugada, completamente bêbado. Ainda na estrada, quase chegando na cidade, uma viatura da Polícia Rodoviária parou o carro dele.

     O chefe dos policiais pediu para ele descer do carro, a fim de

submetê-lo ao teste do bafômetro.

     Nessa hora, um caminhão capotou do outro lado da rodovia, os policiais correram para o local, e o Febrônio aproveitou para se mandar pra casa. No dia seguinte ele acordou com a mulher perguntando:

     – Ô Febrônio! O que tá fazendo aquele carro da Polícia  Rodoviária na nossa garagem?

 

 

Um fato incompreendido

 

     O pinguço Alcolídio Etanólio entrou no barzinho de sempre e pediu ao sujeito que atendia ao balcão:

     – Seu Lula, me veja aí seis copos de cachaça.

     Ele virou os seis copos e pediu novamente:

     – Agora me dê quatro copos…

     Bebeu todos de uma vez e continuou:

     – Agora, eu quero dois copos de cachaça.

     Alcolídio tomou os dois copos como se fosse água, ficou completamente biritado e comentou:

     – Porra! Num tô entendendo! Quando menos eu bebo, mais de porre eu fico!