2 de Maio de 2016

Parece que foi ontem.

No mês de abril passado completei doze anos de atividade usando ondas de choque como tratamento das entesites. Ondas de choque em todo o mundo são usadas por mais de trinta anos.

Ondas de choque na natureza: o deslocamento de ar de uma turbina de avião a jato, de uma explosão do paiol da polícia na ladeira dos Martírios, o ruído de um motor de um gerador.

Durante a segunda guerra mundial os alemães verificaram que os marinheiros que faleciam vitimas de explosão de bombas, apresentavam o aspecto externo normal, porém os órgãos internos estavam dilacerados.

Como sempre uma guerra traz experiências que são usadas para o bem!

Inicialmente usadas para “quebrar” os cálculos dos rins foram aperfeiçoadas e hoje são usadas em ortopedia, traumatologia, estética e em breve na cardiologia.

Ondas de choque focadas: aparelho piezo elétrico. Os colegas do NOT trabalham com esse aparelho. Ondas de choque desfocadas ou radial. Trabalhamos eu e os colegas Glauco e Glauber Manso.

As entesites são patologias oriundas da fixação dos tendões nos ossos. Devido ao pequeno aporte sanguíneo no local os processos inflamatórios são mais frequentes e de difícil cura. O uso das ondas de choque faz com que seja produzida uma neogênese vascular com um aporte de sangue ao local do mioentésio.

As fraturas que demoram a consolidar (retardo de consolidação ou pseudoartrose) são também curadas com esse tratamento. Já as feridas por diabete, escaras de pressão ou de compressão em aparelhos gessados também são beneficiadas.

Na estética as celulites e estrias estão sendo estudadas com tratamento por ondas radiais.Recentemente tivemos os Congressos Latino-americano e brasileiro em Foz do Iguaçu onde foram discutidos todos os aspectos atuais das ondas de choque, inclusive na sua utilização na medicina veterinária em animais de pequeno e médio porte.