Edmilson Teixeira

28 de Abril de 2016

Era ela mesma!

   Mal completou 18 anos, o Alcobácio já estava ingressando no famigerado “44 Espada D'água”, especie de  corporação dos anos 50/60 da qual somente participavam biriteiros tipo “cueca de aço”. O “44” não era pra qualquer um, não.

                Bem dizer o Alcobácio já nasceu biritando. O primeiro pileque ele tomou na pia batismal. É que o padre se distraiu com as rezas e aí o danadinho deu garra do vinho  da missa que estavava dando sopa na mesinha ao lado, e bebeu a garrafa quase toda. Se não fosse a madrinha, dona Hortência, o garoto teria consumido até o óleo do batismo. Daí pra cá não parou mais.

                Auxiliar de tecelão da finada fábrica de tecidos Alexandria, que ficava no Bom Parto, belo dia, ao participar de uma farra com colegas num barzinho do Flexal de Baixo, em Bebedouro, ele se apaixonou pela garçonete intitulada Valgina – Gina, para os mais íntimos. Não demorou muito, estava conduzindo a amada ao altar-mor da igreja de Santo Antônio, lá mesmo, no Bebedouro.

                 O casal, foi morar, então, na Gruta do Padre – conexão Bom Parto/Pinheiro. E Alcobácio continuou danado nas farras.

                  Determinada madrugada, retornava o ilustre ao lar, depois de ter bebido todas, num bar da Pitanguinha. Para chegar mais rápido em casa, resolveu cortar caminho pelo campo de futebol da Vila Operária da Alexandria. Tudo escuro que nem  brêu, ele não viu um casal peladão, deitado na grama, praticando um barato imprório para menores de 18 anos. E o que foi que aconteceu? Alcobácio tropeçou nos dois, perdeu o equilíbrio e desabou em cima dos indigitados – vabei! O cara que estava por cima da mulher saiu correndo com as calças na mão, mas a mulher, apavorada, ficou parada, deitada ali, nua. Alcobácio sentiu um desejo incontrolável subir-lhe pelas pernas. Imediatamente abaixou as calças e abufelou-se com a dona. 

                   Estava ele começando a sentir prazer quanto pintou na parada um soldado invocadão com uma lanterna na mão. O PM iluminou a cara dos dois e deu o esbregue:

                    – Bonito, né, dois safados? Vocês não têm vergonha, não? Trepando logo aqui, num lugar público!

                    – Mas seu praça, esta, hic, é minha mulher! – justificou-se o Alcobácio.

                    E o milico, se desculpando:

                    – Mas eu não sabia que era a sua digníssima esposa!

                    – Eu também não, até o momento que o senhor iluminou a cara dela!

 

 

Sem data. Apenas, a rua!

 

                     Biritadíssimo, o cara descia pela rua do finado Cine Ideal. Ia de um canto a outro da calçada, perdidão. De repente, ele parou e abordou um guarda municipal:

                     – Ô coronel, faz favor… Onde é que estou?

                     – Dezesseis de Setembro! – respondeu o guarda.

                     – Não perguntei a data, perguntei a rua.

 

 

Grande ideia!

 

                      No enterro de um dos maiores pinguços da Brejal, todos os amigos lamentavam sua morte, quando um deles teve uma brilhante idéia:

                      – Manos… a gente “devíamos” abrir um bar neste cemitério. Só assim poderíamos nos despedir dos amigos numa boa!

                       O mais sóbrio deles entendeu de perguntar:

                        – Ô parêia, e como se chamaria esse bar?

                        – A Saideira!

 

 

Alvo errado

 

                       Dois bêbados acordam de manhã no xadrez:

                       – Grosélio, você sabe por que a gente “estamos” presos aqui?

                       – Sei! Lembra daquele poste que a gente resolveu mijar nele ontem?

                       – Claro que lembro!

                       – Pois não era um poste, era um guarda!

 

 

Cuidado você!

 

                        Zezêu e Gelásio, amigões, do peito e de copo, retornavam biritadões de uma farra no Tabuleiro do Martins. Vinham puxando 1000, pela Via Expressa, no maior ziguezague.

                        Zezêu gritou:

                         – Cuidado com o poste, Gelásio!

                         – Cuidado, por quê? É você quem tá dirigindo!

 

 

Sabonete cantador?!

 

                         O amigão e colega JB – o grande “Babá” das cabrochas sessentonas -, foi um grande boêmio. Virava as madrugadas nas farras. Um dia chegou em casa mais cedo e correu pro banheiro, conforme sempre fazia. Só que nesse dia estava mais biritado que nunca. De repente, ele deu um grito para a esposa:

                          – Mulher! Você sabe me dizer se há  na praça algum novo lançamento de sabonete, que fala e toca musiquinha?

                           – Ôxi, que papo é esse? Sei disso não!

                           E o Babá:

                           – Iiihhh, então eu acho que estou tomando banho com o seu radinho de pilha!