Edmilson Teixeira

27 de Abril de 2016

Tanque D’Arca, abandono!

No pequeno município de Tanque D’arca,  o clima de revolta toma conta de 50 famílias do campo. Tudo porque uma empresa encarregada em construir 50 casas por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR)  do Governo Federal, abandonou a obra sem dar a mínima satisfação a ninguém. O que resta no momento são comentários dando conta de que a Construtora Alternativa responsável pela obra decretou falência, e que seu empresário Aparecido Pereira da Silva, saiu do mapa por completo, sobretudo depois das denúncias feitas pelo Fantástico no ano passado, onde supostamente ele tramava um esquema ligado ao então prefeito, Roney Valença, que teve seu mandato cassado.   

 

Tanque D’Arca, 2013 

 A Caixa Econômica, órgão financiador da obra, afirma que chegou a repassar 85% do total de recursos  e que as parcelas são pagas de modo antecipado na razão de 15%, sendo comprovada a aplicação dos recursos nas vistorias subsequentes. Os planos eram para as casas serem entregues em 2013, mas parou de funcionar no ano passado e muitas delas já foram até invadidas, mesmo inacabadas pelos próprios beneficiários. As casas são padronizadas, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Porém, não ficam localizadas no mesmo espaço, como um conjunto convencional. No caso de Tanque d’Arca, estão distribuídas pelos povoados locais, em pelo menos 10 deles.

 

Tanque D’Arca, falcatruas 

 

No sistema de cadastro de empresas, a Construtora Alternativa pertence a Érica Evangelista, esposa do empresário José Aparecido Pereira da Silva, que tem ligações pessoais e políticas com o prefeito cassado de Tanque d’Arca, Roney Valença. A mesma construtora, por sinal, era a responsável pelas obras envolvidas no desvio de recursos públicos naquele município que culminaram na cassação do então prefeito, o qual sempre negou participação acionária na empresa. Roney Valença e seu vice Valdemir Bezerra tiveram definitivamente seus mandatos cassados em janeiro deste ano, mas desde 2013 Roney vinha sofrendo constante afastamento do cargo, justamente por conta de falcatruas no serviço público.

 

 

Maragogi / união

 “Reforço minha gratidão e alegria em poder fazer parte da construção da história dessa cidade tão querida e amada por todos nós. Sou um parceiro do município, e sigo lutando para executar e pleitear ações que contribuam para o desenvolvimento e bem estar da população. Parabéns Maragogi”, disse o deputado, Marquinhos Madeira (PMDB) durante as festividades de Maragogi no último domingo.

 

Maragogi / agradecimento

 

Na oportunidade, o prefeito Henrique Madeira ressaltou a importância do parlamentar na intermediação por investimentos junto ao Governo do Estado, e também agradeceu a iniciativa dele presentear a cidade e os munícipes, com a realização de um show artístico com as bandas, Garota Sertaneja e Forrozão das Antigas, na praça de eventos da cidade.

Cegonha

A assistência humanizada ao recém-nascido na sala de parto foi discutida ontem em Maceió, no fórum da Rede Cegonha, ocorrido no Museu da Imagem e Som de Alagoas (Misa), em Jaraguá, onde lá estavam técnicos da saúde dos municípios alagoanos. A discussão foi a pauta central da reunião e faz parte dos fóruns mensais realizados pela Rede Cegonha, coordenada pela médica Syrlene Medeiros Patriota, da Sesau, que debate temáticas de interesse do segmento. 

 

Cegonha – capacitado  

“Fizemos o monitoramento dos serviços e sabemos que temos uma quantidade expressiva de unidades que não têm pediatras, já que os pacientes das Casas de Parto e Centros de Parto Normal não oferecem risco e não há a exigência destes profissionais neles”, afirmou. Segundo ela, o profissional, independente de ser médico ou enfermeira, precisa estar capacitado para prestar este tipo de assistência.

Palmeira  dos Índios

O matadouro público de Palmeira está com seus dias contados para retornar a funcionar. O órgão foi lacrado logo no começo do ano, por conta de uma série de irregularidade, sobretudo pela falta de estrutura e de condições higiênicas. O referido  matadouro deverá voltar a funcionar, depois de audiência de conciliação que foi realizada nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Palmeira – drenagem

Para que o matadouro tivesse seu funcionamento regularizado, a Defensoria Pública de Alagoas fez algumas exigências, entre elas, que a Prefeitura de Palmeira dos Índios fizesse a obra de drenagem da água utilizada no local, a qual estava sendo jogada na lagoa. A Prefeitura acatou as exigências, mas pediu um prazo para que executasse o acordo.

Palmeira – outra

Haverá uma nova reunião no dia 25 de agosto, onde a Prefeitura terá que comprovar que executou todas as melhorias necessárias para o funcionamento do matadouro. O defensor público Fábio Ricardo de Albuquerque ingressou com uma Ação Civil Pública, mediante vistoria realizada no local e requereu o fechamento em 2014.

Marcha – desespero

 

Os prefeitos de Alagoas, que participam da Marcha a Brasília desde a primeira edição, apostam mais uma vez no movimento como forma de alertar à população, ao Congresso e ao Governo Federal da necessidade, urgente, da execução do Pacto Federativo. O presidente da AMA, Marcelo Beltrão tem defendido a participação de prefeitas e prefeitos na XIX Marcha, entre os dias 9 e 12 de maio, para cobrar a execução das políticas públicas municipalistas.

Marcha – pauta

Ontem, o presidente da AMA participou da reunião do Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios, para fechar a pauta do evento diante da atual conjuntura política do país. “Os municípios querem e precisam estar presentes nas discussões nacionais que tenham como objetivo uma saída para a retomada do crescimento”, disse Beltrão.