Blog do Dresch

6 de Abril de 2016

Programa do Leite esta em risco

                   O contingenciamento de recursos da União para determinados programas, pode afetar diretamente o Programa do Leite em Alagoas. Preocupado com a possibilidade, o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, já levou a situação ao governador Renan Filho e pediu ainda o apoio da bancada federal de Alagoas, na busca por uma solução para o problema. “O corte anunciado pelo governo federal afeta desde o pequeno produtor leiteiro ás famílias assistidas pelo Programa em todo o Estado” explicou ele. A princípio seria um novo corte no valor repassado ao estado, de aproximadamente R$ 9 milhões, o segundo neste valor e que colocaria todo o Programa em dificuldade.

Programa do Leite em risco 2

                   No ano passado, o Programa sofreu um abalo no repasse de recursos, em função da redução dos investimentos do governo federal. Se sofrer um novo corte pode comprometer a cadeia produtiva do leite, e afetar milhares de famílias que recebem um litro do produto a cada dia. Na última segunda feira, dirigentes da CPLA e da Secretaria de Agricultura estiveram reunidos com integrantes da bancada federal, para a obtenção do apoio dos deputados e senadores alagoanos. Infelizmente apenas três deputados participaram do encontro (Ronaldo Lessa, Marx Beltrão e Givaldo Carimbão), mesmo assim se comprometendo a defender a reivindicação do Estado junto ao governo federal.

Curandeirismo na USP

                   O pesquisador Gilberto Chierice, que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética, conhecida como a “pílula do câncer” foi denunciado pela Procuradoria da Universidade de São Paulo (USP) por curandeirismo, por ter prescrito, ministrado ou aplicado a substância para a cura de doenças. Ele já prestou depoimento e criticou a polêmica em relação ao assunto. O pesquisador também foi citado por crime contra a saúde pública. A substância desenvolvida por Chierice vinha sendo alvo de muita discussão por, supostamente, combater o câncer, inclusive chegando ao Congresso Nacional, onde esta prestes a ser aprovada como suplemento alimentar por sugestão do Ministério da Ciência e da Tecnologia, depois que pesquisas mais profundas concluíram que a substância não combate as células cancerosas como se imaginava. O professor Gilberto Chierice, é aposentado da própria USP e tem defendido o uso da fosfoetanolamina. Sobre os resultados mais recentes dos testes da pílula, que não comprovaram a eficácia terapêutica, ele criticou a forma de como os testes foram realizados. Segundo ele, a substância marca a célula e a obriga a cometer o fenômeno conhecido como apoptose, também conhecido como morte programada. Dessa forma, a substância traria melhoria ao organismo ao impedir as replicações. A pílula divide opiniões, já que muitos pacientes defendem o seu uso, ao contrário da classe médica que tem avançado nas críticas.

 

O estupro como rotina

                   Mais de uma centena de vitimas (mulheres, meninas e meninos) denunciaram terem sido estupradas por soldados a serviço da ONU, na República Centro Africana. Os estupros aconteceram entre 2013 e 2015 e ao serem denunciados criaram um clima de consternação. Há pelo menos dez anos que a entidade insiste que não tolera qualquer violência sexual por parte dos seus soldados. Mas sempre que casos assim são denunciados, os envolvidos são repatriados, mas poucos são condenados. Agora a situação parece ser mais grave. Foram 108 entrevistas com narrativa semelhante, quase todas as vitimas com menos de 18 anos, estupradas por soldados, abusadas sexualmente ou exploradas por tropas estrangeiras.

O estupro como rotina 2

                   Em um dos relatos, garotas revelaram que tropas francesas as amarraram e as forçaram a ter relações sexuais com cachorros. Várias disseram que isso aconteceu dentro do acampamento francês. Uma quarta menina estuprada acabou morrendo meses depois. As tropas francesas não fazem parte do contingente da ONU, mas foram enviadas para a África por uma resolução do Conselho de Segurança. Na semana passada, em um encontro do Conselho, considerou-se que os casos de estupro são generalizados e sistemáticos e que são necessários encontrar novas formas para lidar com este tipo de problema que afeta as tropas de paz.

Torcida única é solução?

                   A cada vitima fatal, ou a cada quebra-quebra em função do confronto entre torcidas organizadas, medidas são tomadas pelas forças de segurança, principalmente no eixo Rio-São Paulo, mas sempre com repercussão em outras praças. Agora a proposta é acabar com duas torcidas em qualquer jogo importante em São Paulo, seja em clássicos ou mesmo em enfrentamento com grandes clubes pela Libertadores ou Campeonato Brasileiro. Para muitos, a medida vai facilitar as emboscadas, já que somente uma torcida irá a campo, tornando-se alvo fácil das torcidas rivais, que não vão torcer no dia, só brigar.

Torcida única é solução? 2

                   Além disso, a medida é injusta para com os bons torcedores, que gostam de acompanhar o time, ou mesmo que residem fora do estado de origem. Mas sem dúvida que algo precisa ser feito (já se disse isso tantas vezes!). A decisão da Segurança Pública paulista de penhorar todos os ativos das torcidas que promoverem quebra-quebra para custear prejuízos é bem vinda, assim como banir dos estádios para sempre, os marginais identificados nas confusões. Os dirigentes que bancam as organizadas também deveriam ser punidos. Assumir os gastos, banir dos estádios ou mesmo colocar no xadrez, seriam medidas positivas ao futebol brasileiro.

 

 

  • De acordo com um levantamento feito pelo Ministério das Cidades, o Brasil joga fora mais de um terço da água tratada que distribui entre seus habitantes.
  • O Instituto Trata Brasil, que coleciona informações sobre água e esgoto, calcula que o desperdício equivale a um prejuízo anual de R$ 8 bilhões. O índice é superior aos da China (22%), da Rússia (23%) dos Estados Unidos (13%) e da Austrália (7%).
  • Para a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a água tratada escorre pelas redes de idade avançada e pelas oscilações de pressão dos dutos.
  • Os prejuízos ainda são elevados pela falta de hidrômetros, por falhas na medição e nas ligações clandestinas.
  • Só em São Paulo, no ano passado, as equipes “caça-gatos” da Sabesp, detectaram 19,2 mil gatos na rede, um avanço de 23% em relação a 2014.
  • Entre os estados, o Amapá é o grande campeão do desperdício: 78,2% da água tratada não chega ao consumidor final. O Distrito Federal é o mais eficiente: 27,1%.
  • A Abcon (entidade das concessionárias) diz que as empresas planejam investir R$ 12,3 bilhões até 2018 para melhorar os serviços, que atualmente chegam a 32,4 milhões de brasileiros.