Blog do Dresch

2 de Abril de 2016

Semed fecha acordo com professores

                   Professores da Rede Municipal de Ensino terão um reajuste salarial de 4,5% retroativo a Janeiro deste ano, segundo acordo salarial firmado entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado (Sinteal). A negociação contou com a participação direta da Secretária Municipal de Educação, Ana Dayse Dórea que assegurou que o resultado da negociação foi bastante discutido e analisado com a categoria e dentro da realidade financeira da Semed. Para ela, o importante foi alcançar um objetivo comum, que atenda os interesses da categoria e da municipalidade.

Semed fecha acordo 2

                   Ainda de acordo com a secretária Ana Dayse “a categoria teve acesso a todos os dados financeiros da Semed. O nosso compromisso é honrar com o pagamento da folha no fim de cada mês” afirmou. Essa transparência com os recursos públicos da educação durante a negociação com o Sinteal representou um avanço positivo. “O sindicato teve acesso não somente ás despesas financeiras com o pagamento de servidores, mas de todos os gastos relevantes realizadas pela Secretaria Municipal de Educação, e isso serviu para se chegar a um percentual de consenso” afirmou.

O ódio deve acabar

                   O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse que é preciso fazer um alerta ao país para que a onda de ódio não possa continuar. A manifestação do ministro aconteceu logo após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. O assunto girou em torno das ameaças sofridas por ministros da Corte, políticos e por pessoas comuns que muitas vezes são agredidas por suas convicções ideológicas. Para o ministro Aragão “não é admissível que se comece a agredir um ministro e suas famílias em razão de opiniões leigas diferentes e, muitas vezes, inspiradas por noticiário deturpado”. Para o ministro “essa onde de ódio não pode continuar. Precisamos garantir o funcionamento das nossas instituições”. Nesta semana, a Polícia Federal identificou os suspeitos de ameaçar o ministro do STF, Teori Zavascki e seus familiares. Alguns deles foram localizados no Rio Grande do Sul e outros fora do estado. A Polícia não forneceu detalhes da identidade dos suspeitos nem maiores detalhes sobre o fato. Zavascki foi ameaçado através de mensagens ofensivas nas redes sociais e no endereço de e-mail, em virtude de algumas decisões tomadas em relação ás investigações da Operação Lava Jato.

 

Defendendo a legalidade

                   Entre os diversos apoios manifestados à presidente Dilma Rousseff esta semana na defesa do seu mandato, chamou a atenção a presença, no Palácio do Planalto, do escritor Raduan Nassan. Tido como um dos principais autores brasileiros e recluso há anos, com raríssimas aparições públicas, Raduan disse que a presidente não cometeu crime de responsabilidade e por isso não existem motivos que embasem o processo de impeachment. “Os que tentam promover a saída de Dilma arrogam-se hoje, sem pudor, como detentores da ética, mas serão execrados amanhã. Não tenho dúvidas” disse o escritor.

Defendendo a legalidade 2

                   O escritor Raduan Nassar publicou dois clássicos da literatura brasileira: “Lavoura Arcaica (1975) e “Um Copo de Cólera” (1976). Depois passou a cuidar de sua fazenda no interior de São Paulo. Em 2011 abandonou a pecuária e doou a fazenda à Universidade Federal de São Carlos. Antes (em 2007) já havia doado terras da fazenda a empregados e ex-empregados da propriedade. Publicou ainda um ensaio “A Corrente do Esforço Humano” (1987) publicado na Alemanha e inédito em português e “Menina a caminho e Outros Textos” pela comemoração dos 20 anos da Companhia das Letras. Hoje vive recluso em sua casa em São Paulo, e não concede entrevistas á imprensa.

Senado quer apoio do STF

                   Caso o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff passe pela Câmara dos Deputados, o Senado Federal pedirá o apoio do Supremo Tribunal Federal para estabelecer um cronograma de discussão. A sugestão é do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Se este processo chegar ao Senado, e eu espero que não chegue, vamos, juntamente com o Supremo, decidir um calendário. A Constituição prevê que este julgamento aconteça em até seis meses” explicou o parlamentar alagoano.

Senado quer apoio do STF 2

                   O Presidente do Senado não compareceu á reunião de seu partido que optou por deixar o governo, e explicou que agiu desta forma para não contaminar sua atuação na presidência do Congresso, por causa de uma decisão partidária. Para Renan o momento é de agir com calma e bom senso, acima de tudo. “O momento político é conturbado. É preciso muita calma para que possamos dar ao país a resposta que se espera do Legislativo. É preciso encadear os fatos positivos, porque há uma cobrança muito grande da sociedade e precisamos reverter a expectativa com relação á economia” concluiu Renan Calheiros.

 

  • Dez mulheres foram agraciadas, neste ano com a Comenda Nise da Silveira, pelo exemplo e pela referência de todas na sociedade, e por seus préstimos ao estado, nas suas mais variadas formas.
  • A entrega da honraria aconteceu no Centro de Convenções, e foi comandada pessoalmente pelo governador Renan Filho, que salientou a competência e a representatividade das homenageadas.
  • A única ausente foi Clara Charf, viúva no mitológico guerrilheiro Carlos Marighella, morto pela repressão durante a ditadura militar, mas que enfrentou o período repressivo no governo de Getúlio Vargas e posteriormente, no governo militar no país.
  • Clara foi presa em ambos os governos, foi contemporânea na cadeia com Nise da Silveira, e esteve sempre ao lado do marido, que se tornou referência no comunismo internacional. Hoje ela esta com 90 anos e tem dificuldade de locomover-se, daí a sua ausência na solenidade.