Ailton Villanova

27 de Março de 2016

Gastou o bigolim todinho!

     Corpinho sensacional, carinha linda, Ritael (para os mais íntimos Ritinha), dileta filha do casal Odulpho/Floribalda Custódio, saiu da adolescência para a idade adulta carregando a ingenuidade de sempre. Verdadeiro anjo de candura e bondade. Quando era pré-adolescente, conheceu no colégio onde estudava, o rapazinho intitulado Juvenílio, também timidozinho e bastante simpático.

     Ritael e Juvenílio terminaram o ginásio e ingressaram no colegial formando um parzinho exemplar: ela zerinho, ele donzelinho.

     Um dia, seis anos depois de mil abracinhos e beijinhos fugazes, resolveram casar. Os pais da noiva, que faziam muito gosto da união dos dois, patrocinaram a festa do matrimônio, que se realizou no Sítio Santa Alice, de propriedade deles, localizado no Tabuleiro do Pinto, município de Rio Largo.

     O ágape foi aquele sucesso. Quando os convidados deram uma brecha, os noivinhos pegaram um carro e se mandaram para Olinda, onde curtiriam a lua-de-mel. No hotel reservado previamente, os nubentes se esbaldaram, fazendo o que a gente já sabe. Como marido e mulher eram timidozinhos, as cenas íntimas de alcova transcorreram no maior breu, quer dizer, no escuro.

     Na manhã seguinte, depois do banho, o maridinho notou que não havia toalha no banheiro. Aí, apelou para a esposinha adorada:

     – Amor, por favor, me traga a toalha!

     Vibrando de felicidade, Ritinha entrou no banheiro e, pela primeira vez, viu o amado esposo peladão. E ficou reparando naquela coisinha minúscula, encolhida entre as pernas dele.

     – O que é isso aí? – indagou, apontando para o bingolim do cara.

     E ele:

     – Ôxi, tá sabendo não o que é isso, amorzinho? Foi com isso que nos divertimos a noite toda.

     Perplexa, ela exclamou:

     – Meu Deus! Gastou quase tudo!

 

 

Maridos incontroláveis

 

      No cabeleireiro, três madames tagarelavam quando, em dado momento, uma delas desabafou:

     – Sabem, amigas, eu ando muito preocupada com o meu marido Odalécio!

     – Não diga, Perolina! – antecipou-se uma delas – O que ele anda fazendo?

     – Ultimamente, tem desaparecido sem deixar rastros. Ele sai de repente sem dizer para onde vai!

     Novamente a segunda com a palavra:

     – Sei exatamente do que você está falando. Meu marido Aderbal senta diante da TV e finge que está cochilando. Quando marco bobeira, ele some e volta três ou quatro horas depois!

     A terceira das mulheres, que se mantinha calada, resolveu se manifestar:

     – Pois, amigas, com o meu marido não tenho problema algum. Eu sempre sei onde ele está!

     – É mesmo Percilina? Qual é o segredo? Como você consegue controlá-lo? – indagaram as outras duas.

     – É que eu sou viúva!

 

 

O segredo do pernil

 

     Recém-casada, ansiosa em agradar ao maridinho, à família deste, e preocupada em mostrar competência na cozinha, a jovem Zeronalda se empenhava em preparar o seu primeiro almoço para a parentada mais chegada – pais, irmãos, sogros, cunhados…

     Zeronalda temperou um belo pernil para assar. Ao levá-lo ao forno, deu um talho na lateral e cortou uma bela lasca, que ajeitou num cantinho da forma. Curioso, o marido perguntou:

     – Amor, por que você deu esse corte no pernil? É alguma simpatia?

     – Não sei… É que vi a minha mãe fazer isso, sempre que ia assar um pernil

     Quando a mãe chegou para o almoço, Zeronalda perguntou:

     – Mãínha, por que você dá um talho no pernil antes de assar?

     – Ah, não sei, minha filha. Faço assim porque vi sempre sua avó fazer desse jeito.

     Em seguida, chegou a avó também para o almoço, e a neta indagou:

     – Vó, por que a senhora dá um corte no pernil antes de assar?

     – Ah, porque não cabe na minha assadeira!

 

 

Brincadeirinha pra complicar

 

     De vez em quando, a professora Cecy Dília gosta de tirar uma onda com a cara do alunado. Ela não tem jeito para o humorismo, mas insiste nisso.

     Certa feita, entrou na sala de aula toda risonha, e com aquele ar maroto.

     – Atenção meninos! – disparou – Hoje vamos ter testes de conhecimento gerais, tá legal?

     E a petizada:

     – Táááá, tia!

     Aí, ela apontou para um dos pequenos:

     – Fernandinho, me responda qual é o bichinho que tem 4 patas, anda no telhado, faz miau, tem bigode e uma azeitona no nariz?

     O aluno ficou embatucado:

     – Azeitona no nariz?! Sei não, tia.

     – É gato, meu filho! A azeitona eu só botei pra confundir.

     Cecy Dília virou-se para outro aluno:

     – Helinho… me diga qual é a coisa onde a gente coloca café, leite, tem um biquinho, uma tampinha em cima e uma goiaba em baixo?

     – Goiaba em baixo?! Ah, tia, tá difícil!

     – É bule! Ri, ri, ri… A goiaba eu só incluí para complicar. Entenderam a brincadeira? Agora, quem faz uma pra mim?

     Do fundo da sala, uma vozinha se levantou:

     – Eu, tia!

     – Ah! É o capetinha da classe! Bem logo ví. Pode falar, Cacá.

     O pentelho lascou lá:

     – Professora, o que é uma coisa roliça, tem a ponta vermelha, as mulheres gostam muuuiiito de botar na boca e tem duas bolas penduradas?

     A classe foi abaixo. Indignadíssima, a professora partiu firme para o Cacá:

     – Oh, meu Deus! Que imoralidade é essa, Cacá?

     – Imoralidade, não, professora. É batom. As duas bolas eu botei só pra complicar.

 

 

Uma bicha corajosa

 

     Num circo modesto armado no Barro Duro, um domador  derrubadaço apresentava um número com um leão decrépito. Ele pôs os órgãos genitais na boca do animal enquanto lhe aplicava algumas chibatadas. Sucesso tremendo. Todo mundo aplaudindo.

     Terminado o número, o tal domador desafiou a platéia:

      – Alguém aí tem coragem de fazer a mesma coisa?

      Depois de breve silêncio, ouviu-se a voz esganiçada daquela famosa bicha, a Herculina:

     – Eu vou! Eu vou! Mas não me dê chicotadas com muita força, viu bonitão?

 

 

Aproveitando a ocasião

 

     O camarada entra na lachonete do Duda, na Barão de Penedo, dirige-se ao balcão e fala pro Javan, gerente e filho do dono:

     – Quanto custa o cafezinho, meu jovem?

     – Cinquenta centavos. – responde o Javan.

     – E o açucar?

     – O açucar é de graça.

     – Então, me vê aí uns três quilos.