Blog do Dresch

19 de Março de 2016

Lula explica os diálogos

                  O ex-presidente da República e atual Ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que as criticas feitas por ele a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), em conversa com a presidente Dilma Rousseff, aconteceram em uma “situação extrema” em um diálogo pessoal em que “me fora subtraídos direitos fundamentais por agentes do Estado”. Lula afirmou na conversa, que a Suprema Corte esta “totalmente acovardada”. A gravação aconteceu após o Juiz Sérgio Moro, derrubar o sigilo do grampo. 

Lula explica diálogos 2

                   Lula tambem externou sua inconformidade com a gravação da conversa. “Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa, e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticados atos injustificáveis de violência contra a minha pessoa e de minha família. Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e politicas. Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5º da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter”.

Lula explica diálogos 3

                   Na carta, o ex-presidente diz ainda crer nas instituições, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, e diz esperar, dos membros do Ministério Público, isenção e firmeza. Lula afirmou também “crer nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio” dos magistrados. Além de críticas ao STF, na interceptação feita pela PF, Lula faz criticas ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e ao Juiz Sérgio Moro. Na carta, Lula diz não se conformar que “o juízo personalíssimo de valores” se sobreponha ao direito. “Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado, o justo do injusto”.

Lula explica diálogos 4

                   E o ex-presidente continua os detalhamentos das suas afirmações: “os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilibro e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte. Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do Estado de Direito Democrático” finaliza a carta de Luiz Inácio Lula da Silva.

O fim do estado democrático

                   É inegável o trabalho desenvolvido pelo Juiz Sérgio Moro à frente da Operação Lava Jato e o combate aos esquemas montados pelos doleiros e diretores da Petrobrás. Mas é estranha a conduta do magistrado paranaense em relação á Presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula. Moro parece se transformar, demonstra estar disposto a atropelar a Constituição e destruir o estado democrático de direito, construído com tanta dificuldade e com o apoio tão importante do Poder Judiciário. Juristas e representantes da esquerda voltaram a criticar o Juiz Moro, esta semana na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. “Esta em curso a pavimentação de um caminho para o fim do Estado democrático de Direito” no Brasil, disseram os juristas. A mídia também foi um dos principais alvos do ato chamado “Manifesto pela Legalidade e pela Democracia” que criticou a espetacularização do processo penal promovida pelos meios de comunicação. Para o professor Sérgio Salomão Schecaira, Moro deveria ser preso pela quebra do sigilo telefônico do ex-presidente Lula e que o Juiz federal faz “uso seletivo” na mídia, das informações da Lava Jato para reforçar “um golpe que esta em curso”. Para a Associação Juízes para a Democracia, “há um estado policial que esta desalojando o Estado democrático de Direito no país”.

 

Fabrica de cimento

                   Inaugurada ontem no Polo Multifabril de Marechal Deodoro, uma unidade industrial da Cimento Zumbi, voltada para atender a demanda local e também à exportação. Segundo o secretário Helder Lima, do Desenvolvimento Econômico e do Turismo, “Hoje Alagoas conta com uma produção de 600 mil toneladas de cimento, e possui um consumo que supera 1 milhão de toneladas. Ao inaugurar esta empresa, o governo aposta no processo de industrialização como forma de combater a crise econômica do país” afirmou.

 

Fábrica de cimento 2

                   A indústria de Cimento Zumbi recebeu apoio do Estado através do Programa de Desenvolvimento Integrado de Alagoas (Prodesin), que em 2015 foi reformulado e desburocratizado através de mecanismos fiscais que tornam o sistema mais interessante e o mais moderno do país, A nova fabrica abre 58 novas vagas diretas, e contou com um investimento orçado em R$ 75 milhões, projetando um faturamento anual de aproximadamente R$ 170 milhões que vai atender o segmento da construção civil no estado. 

 

  • 50 escolas da rede pública estadual serão agraciadas com laboratórios de robótica, através da Secretaria de Estado da Educação.
  • Os laboratórios são compostos por um armário com quatro kits com peças e placas para a elaboração de diversos projetos, voltados á diversidade científica e com a finalidade de despertar, cada vez mais, o interesse pela tecnologia e pela robótica.
  • A entrega dos kits já teve inicio, com prioridade para as 14 escolas de ensino integral, além de outras três unidades educacionais com jornada ampliada.
  • São elas as escolas Afrânio Lages, Princesa Isabel e Edmilson Pontes, todas da capital.
  • Segundo a secretária executiva da Secretaria de Educação, Laura Souza “a Robótica é uma das mais promissoras estratégicas pedagógicas para estimular os processos de aprendizagem, principalmente na matemática”.