Blog do Dresch

7 de Março de 2016

O bom senso deve prevalecer

                   Neste momento de crise politica e econômica que atravessa o país, onde os sentimentos afloram e superam os índices de razoabilidade na análise, são raras as colocações responsáveis e corajosas. Uma das entrevistas mais lúcidas veiculadas foi do ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra. Sim, fundador do PT e seu militante (“sou filiado, permaneço e dele não saio”), Olívio, bancário, proprietário de um apartamento de 80m2, que se desloca de ônibus pela capital gaúcha e que mantem-se fiel aos ideais de criação do partido e que ele deve ser maior e melhor que qualquer governo, e por isso precisa mesmo ser até, refundado.

Nem tanto, nem tampouco 2

                   Dutra é defensor da permanência da Presidente Dilma Rousseff no cargo (“54 milhões de votos não podem ser menosprezados”), mas considera que cabe a ela a busca por um processo de superar as dificuldades econômicas e coordenar as reformas para a estabilidade política.  Dilma precisa comandar o processo de preservar as instituições para avançar nas conquistas democráticas do país e evitar a todo o custo o recuo, perdendo aquilo que conseguiu se obter ao longo dos últimos anos. Dilma foi secretária de Energia do RS, no governo de Dutra.

Nem tanto, nem tampouco 3

                   Para o ex-governador gaúcho o Partido dos Trabalhadores precisa ser refundido, buscar seu conteúdo programático e discutir suas propostas. Para ele, hoje o partido se perde na discussão de cargos em governos, de valores específicos e se esquece da sua grandeza, daquilo que sempre defendeu desde a sua criação. Olívio Dutra também defende o respeito ao Legislativo, mesmo defendendo o presidencialismo, pois considera que a Câmara e o Senado são os reflexos do voto do cidadão brasileiro.

Respeito e reverência

                   Nos últimos anos a simbologia moderna estabeleceu este 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher, data escolhida pelo sacrifício de algumas mulheres mortas ao lutarem pelos seus direitos em uma fábrica americana. No Brasil, a luta pelos direitos feministas teve um ganho importante na última década. Inclusive com a criação da Lei Maria da Penha, que trouxe maior rigidez nas punições penais para agressões cometidas contra as mulheres. Mas, reconheçamos, ainda falta muito para que elas possam alcançar seus verdadeiros direitos individuais. No último final de semana, somente na Central de Flagrantes de Maceió, quatro registros de agressões contra mulheres foram registrados. No Hospital Geral do Estado (HGE) no ano passado, mais de 775 mulheres, vitimas de violência doméstica e sexual foram atendidas na unidade. São vitimas sempre de seus companheiros ou familiares, que na base da pressão intimidam, ameaçam a desrespeitam as mulheres da casa. Aproveitam-se das carências, ou de um processo cultural que estabelece a inferioridade como argumento para a agressão. Mas que este 8 de Março sirva de reconhecimento pela necessidade da manutenção da luta e das conquistas dos direitos da mulher. Que assim seja.

 

Projeção sombria

                   Muita gente acredita que em breve teremos uma luta de classes pelas ruas das cidades deste país. Partidários de Lula, Dilma e do PT, contra defensores do impeachment, de Aécio, de Cunha, se ofendem, se agridem e se estapeiam de forma imbecil, quando deveriam resolver nas urnas suas diferenças politicas.

Rodovia em Pindorama

                   Acompanhado pela equipe técnica do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o governador Renan Filho visita hoje as obras de implantação e pavimentação da rodovia Pindorama-Bolívar. A visita esta marcada para as 11h, e é a primeira após o inicio das obras que tiveram inicio no ano passado, durante ação governamental na região sul do estado. A rodovia tem 24,14 quilômetros de extensão e quando estiver concluída beneficiará a população local e principalmente facilitará o escoamento da produção agrícola da região.

Costurando a boca

                   Imigrantes italianos que tiveram seus barracos destruídos por autoridades francesas na região de Calais resolveram costurar a boca como forma de protesto. Eles participaram de uma marcha de protesto e portavam cartazes com os dizeres “We are humans” (Somos humanos) e “Where is your democracy? Where is our freedom?” (Onde esta sua democracia? Onde esta a nossa liberdade?). Os próprios imigrantes ativistas costuraram as bocas. Eles pediram a ajuda dos Médicos Sem Fronteiras que atuam na região, mas estes se recusaram a realizar o procedimento. O local tornou-se a maior favela da França, sendo que as autoridades acreditam que vivem hoje no local entre 3.700 a sete mil imigrantes, principalmente sírios, afegãos e sudaneses.

 

 

  • Estamos retomando as atividades profissionais aos poucos, após um período de introspecção e reabilitação física. Mas sei que os leitores desta Tribuna Livre não se sentiram abandonados.
  • Pelo contrário. Estiveram muito bem servidos pelo craque que é o companheiro jornalista Wellington Santos.
  • A coluna só ganhou com a agilidade e com a informação bem servida, realista, sem adornos e sem floreios, bem como salientava nosso inspirador jornalístico Graciliano Ramos, que defendia que a palavra é feita prá dizer, sem florear, nem inventar.
  • Agradeço ao companheiro cooperado, Wellington Santos, que não substituiu o titular, mas ocupou o espaço sem que a palavra saudade pudesse ser ouvida. Com qualidade, capacidade e profissionalismo.
  • Agradeço ainda a todos os amigos e companheiros de coração e de profissão, que manifestaram solidariedade e torcida pela nossa reabilitação. Espero sempre fazer jus a essas demonstrações.