Blog do Dresch

11 de Fevereiro de 2016

Os bastidores de crimes famosos

                   Participante ativo dos bastidores de vários crimes de muita repercussão nos últimos anos em São Paulo, o tenente-coronel da reserva Diógenes Lucca esta contando em livro os fatos não divulgados anteriormente. Entre esses casos estão o sequestro do apresentador Silvio Santos, de 2001, o sequestro do empresário Abílio Diniz em 1989 e o Massacre de Carandiru, de 1992. Anos depois, o militar lança o livro “Diário de um policial” em que narra a sua participação como membro efetivo da Rota (Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar) e do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), ambos grupos de elite da polícia paulistana. Outros casos de menor repercussão como a morte da professora Adriana Caringi em 1990 ou o sequestro de um grupo de religiosos, mantidos como reféns dentro de uma igreja em São Bernardo do Campo.

Bastidores de crimes famosos 2

                   Diógenes Lucca, que hoje é comentarista de segurança da Rede Globo, diz que para compor o livro escolheu casos onde pode citar bandeiras próprias, exemplares na busca por uma polícia melhor. Ele considera que a conduta dos policiais melhorou bastante nos últimos anos, mas alguns casos de violência policial “arrebenta a imagem da corporação”. Nos primeiros nove meses de 2015, a polícia paulistana matou 494 pessoas, segundo relatório da Human Rights Watch. No livro, surgem também algumas divergências com a versão oficial em alguns detalhes, como na megarrebelião comandada pelo PCC em 29 presídios de São Paulo.

Dilma muda comunicação

                   A campanha de combate ao vírus da Zika trouxe à tona a insatisfação do Palácio do Planalto com a condução da politica de comunicação do governo federal. Dede Novembro último que a presidente Dilma Rousseff decidiu mudar as agências de publicidade responsáveis pela comunicação do seu governo. Hoje sob o comando do ministro Edinho Silva, a comunicação tem sido criticada pelos partidos aliados e pelos demais componentes do governo. Embora ainda não tenha oficializado a decisão de mudança das agências, isso ficou claro no último dia 15 de Janeiro, quando foram prorrogados por apenas 4 meses, os contratos das três agências (Leo Burnett, Propeg e Nova/SB) que atendem a conta do governo. Em geral os contratos são renovados anualmente, e a última renovação aconteceu em Fevereiro do ano passado. Para este ano o orçamento da Secretaria de Comunicação do Governo ficou em R$ 140 milhões e a Secom minimiza os problemas. Nas reuniões com as assessorias de comunicação e secretários-executivos dos ministérios, o ministro Edinho Silva reafirmou a importância de manter e fortalecer a coesão e integração na execução das campanhas governamentais revelou uma fonte do governo. A substituição das agências não deverá ser a única alteração na comunicação, considerado um setor fundamental na resistência das manifestações do impeachment. Outro cargo que ficou vago recentemente foi o de diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com a saída do jornalista Américo Martins.

 

Workshop na Semed

                   Diretores e coordenadores da rede pública municipal de ensino participam nos próximos dias 17 e 18 deste mês, de um workshop para unificar as ações e tirar as dúvidas sobre o calendário escolar de 2016. O evento acontece no auditório Paulo Freire, na sede da Secretaria Municipal de Educação, no bairro da Cambona. O objetivo é esclarecer diretores e coordenadores escolares sobre a confecção do calendário à luz das exigências da legislação educacional, que estabelece 200 dias letivos e 800 horas de carga horária mínima, explicou a diretora de normas e legislação da Semed, Adélia Bonfim.

Workshop na Semed 2

                   O evento terá dois momentos distintos, No primeiro deles, uma equipe técnica da Secretaria apresentará aos participantes a legislação pertinente ao calendário escolar. No segundo todos participarão de uma oficina para a produção do cronograma. Serão duas turmas por dia. A diretora Adélia cita ainda a importância do cumprimento do cronograma graças à validação do ano letivo em cada escola. “O documento rege o ano letivo em cada escola, e por isso é necessária a orientação sobre qualquer mudança que altere o calendário estabelecido” explicou.

Aborto para microcefalia

                   A já confirmada associação do Zika vírus com os casos de microcefalia que eclodem em todo o país, forçaram um grupo formado por advogados, acadêmicos e ativistas a encaminhar uma ação ao Supremo Tribunal Federal, que cobra o direito de interromper a gravidez em casos em que a síndrome for diagnosticada nos bebês. A ação deve ser encaminhada talvez até o final do mês devido à urgência da situação. “A atual epidemia o vírus Zika exige do estado brasileiro a adoção de um conjunto amplo de medidas para a proteção de direitos que não se restringem ao direito da interrupção da gravidez” defende a antropóloga Débora Diniz, uma das coordenadoras do trabalho.

Aborto para microcefalia 2

                   Em situações onde há resultado positivo para a microcefalia, é preciso que haja, segundo os autores da ação, o encaminhamento para um pré-natal de alto risco, caso a mulher queira prosseguir com a gravidez, ou o direito ao aborto legal, caso a mulher prefira interromper a gestação. Nesse caso, a autorização para o aborto deve ser garantida a partir da confirmação da infecção, como um direito da mulher diante de uma epidemia descontrolada pelo Estado brasileiro. A decisão de entrar com a ação junto ao Supremo veio a partir da classificação de emergência global em saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pela expansão do Zika vírus em toda a América Latina.

 

 

  • Segundo dados da Secretaria Municipal da Ordem Pública do Rio de Janeiro 492 pessoas foram multadas no Domingo de carnaval por fazerem xixi no meio da rua, durante a passagem dos blocos.
  • Do total 88 eram mulheres e seis estrangeiros. No bloco Simpatia é Quase Amor, em Ipanema, foram flagrados 54 mijões (6 mulheres); No bloco Areia, no Leblon, foram multadas 205 pessoas (41 mulheres). No Bangalafumenga, no Flamengo, outras 61 pessoas foram multadas por fazer xixi em via pública.
  • No Cordão do Boitatá, no Centro, outros 172 mijões foram multados (23 mulheres). No Rio, fazer xixi na rua dá uma multa de R$ 510.
  • A revitalização do carnaval de rua através dos blocos formados por amigos, vizinhos, profissionais, ou mesmo simplesmente por pessoas que gostam de se divertir desta forma, é sempre muito bem vinda.
  • Mas o problema no xixi em público é de difícil solução. Foi um dos motivos que acabaram por acarretar o fim do Maceió Fest na orla da capital.
  • E sempre usado como argumento quando se discute o retorno dos grupos carnavalescos ou festivos nas ruas.
  • Multar resolve? Banheiro químico serve? Tem outra solução?