Ailton Villanova

20 de Janeiro de 2016

Um depoimento comovente

     Realizava-se em Brasília um congresso de feministas, reunindo representantes do mundo inteiro. A primeira líder a prestar o seu depoimento foi a representante da Alemanha, uma louríssima espetacular:

     – A minha libertação ocorreu no dia em que disse: “Basta! Nunca mais lavarei louça na vida…” No primeiro dia, eu não vi nada. No segundo, apareceram um prato e copos limpos. No terceiro, meu marido tinha lavado toda a louça e eu nunca mais tive que fazer isso.

     Mil aplausos na plateia. A segunda a dar o seu testemunho foi a representante americana, outra loura não menos sensacional:

     – Para mim, a libertação se deu no dia em que gritei: “Nunca mais lavarei roupa de ninguém!..” No primeiro dia eu não vi nada. No segundo, apareceram umas meias e cuecas lavadas no box do banheiro. No terceiro, meu marido tinha lavado toda a roupa e eu nunca mais tive que executar essa tarefa, até hoje em dia!…

     O depoimento da americana foi aplaudido efusivamente.

     Aí, chegou a vez da representante brasileira a fazer a sua fala:

     – Comigo, a coisa aconteceu assim: um belo dia eu fiquei com o saco cheio de tanta exploração e decidi que daquele dia em diante não iria mais lavar louça, nem fazer faxina, nem arrumar a casa… enfim! Tinha cansado de ser escrava!…

     A comoção foi geral na assembleia, a plateia entrou em delírio. A brasileira, uma morena bonita e curvilínea, prosseguiu com o depoimento, sob ruídosos aplausos:

     – … no primeiro dia, eu não vi nada. No segundo, começou a desinchar… no terceiro, eu já conseguia abrir um olho…

 

 

A diferença entre um e outro

 

     Um bocado entrada na idade, a balzaca Epitácia Genoveva arrumou um velho rico e casou com ele. Ao voltar da lua-de-mel, encontrou uma velha amiga, que apesar de cinquentona, era virgem. E foram, as duas, pros beijinhos abraços. Cheia de curiosidade, a donzelona perguntou, morrendo de curiosidade:

     – E então, amiga, como é o seu marido?

     – Ah, ele é um amor! Um poço de gentileza! Extremamente educado, me cerca de cuidados e atenção. Um verdadeiro cavalheiro! Imagine que até para introduzir o pênis em mim ele pede licença!

    – Pênis? O que é pênis?

    – É que nem pau, só que é mole!

 

 

E quem foi, hein?

 

     Claudinho e Gracinha casaram aqui no Nordeste e foram passar a lua-de-mel no extremo Sul. Mal terminou a cerimônia, eles pegaram um avião e se mandaram para Florianópolis. Desceram no aeroporto, pegaram um taxi e foram pro hotel. Mas a noivinha estava tão doida para experimentar a viagem de trem prometida pelo amado, que sequer esperou para a tiragem do “selo”:

      – Ah, amor, vamos logo pegar esse trem para Curitiba, vamos!

      O noivo concordou, admitindo que o percurso fosse razoavelmente grande, poderia cumprir o seu papel de macho.

      E lá ia o trem, disparado em cima dos trilhos. Numa certa hora  passou por um túnel gigantesco, daqueles que não acabam nunca. E o pior é que passou por ele bem devagarinho, deixando tudo escuro por um tempão. Quando finalmente acabou, o rapaz, com ares de maroto, comentou com a esposinha:

      – Se eu soubesse que esse túnel era tão grande, tinha feito amor com você aqui no trem!

      – O quê? Puta merda, quer dizer que não foi você?!

 

 

A verdade tarda, mas não falha

 

     Enquanto aguardava a hora do futebol na televisão uma turma de amigos bebia uma cervejinha na casa do amigão Aroaldo Azevêdo. O assunto dominante era a beleza da mulher. A dona da casa, Maria Bertilde, chegou à roda para oferecer uns salgadinhos e ficou escutando a conversa:

     – Acho que a parte mais sensual da mulher é a boca! – opinou um dos caras.

     – Pra mim são as pernas! – discordou um outro.

     – Pois para mim são os cabelos! – manifestou o anfitrião, dando uma de santo.

     A dona da casa se afastou depressinha:

     – Acho melhor eu sair antes que algum de vocês diga a verdade…

 

 

Gentileza demais

 

     E o velho Raposão, mestre na arte da conquista, jogou seu laço pra cima de uma dona e logo viu que ela era do tipo “difícil”. Mas não se deu por vencido. Fez o jogo da moça, levando-a para jantar num restaurante fino da orla marítima. Tratou-a o tempo todo com mesuras e salamaleques. Enfim, portou-se com um verdadeiro gentleman.

     Quando, finalmente, conseguiu dobrá-la e levá-la para o seu apartamento, Raposão quís receber a recompensa por tanto esforço: partiu pra cima da garota, com “gosto de gás”. Mas, aí, ela deu o breque:

     – Calma! Eu quero que você se comporte comigo na cama, como se comportou no restaurante, tá?

     Raposão não se fez de rogado:

    – Ah, pois não! Querida, queira por gentileza me passar a sua genitália!…

 

 

Pão milagroso

 

     O Algarízio não andava funcionando legal na horizontal, e um amigo, tremendo gozador, tirou uma onda com ele:

     – Come pão de queijo, rapaz! Muitos! Vai na padaria e compra logo uma porrada! Você vai ver, é tiro e queda!

     Algarízio estranhou, mas no desespero que estava, resolveu acatar a sugestão do amigo. Chegou na padaria do seu Manuel de França e pediu:

     – Ô seu Manuel, me veja aí cinquenta pães de queijo!

     E o dono da padaria:

     – Você vai dar uma festa, Algarízio?

     – Não. É tudo pra mim, mesmo.

     – Mas, assim vai endurecer…

     – Oba! Nesse caso me veja cem!