Blog do Dresch

17 de Janeiro de 2016

O livro da vida do Papa

                 Lançado esta semana o livro do Papa Francisco, “O nome de Deus é Misericórdia”, escrito pelo jornalista Andrea Tornelli, tendo como base uma conversa onde se abordou com profundidade o tema da misericórdia, que é o tema do Pontificado. A obra está disponível em 86 países com edições em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol e português. O livro revela a experiência do papa em todas as fases da sua vida, da infância até os dias atuais. “Isto não é literatura, não é um estudo. É a minha vida, é a história da minha vida” disse Francisco ao apresentar a obra esta semana no Vaticano. Para os editores, os leitores vão ”se comover” em diversos momentos do livro, “porque o papa apresenta a cara da misericórdia de Deus”.

O livro de Francisco 2

                    Para o Secretário do Vaticano, cardeal Pietro Parolin presente no lançamento da obra “neste texto há todo o coração do pastor, que não deixa nunca de tentar resgatar oi pecador. O poder de perdão e que Deus espera de braços abertos. Basta um passo, que ele se torne o filho pródigo. Se não der o passo, basta o desejo de mover-se a ele para a graça entrar na sua vida” ressalta o cardeal. “A humanidade precisa de misericórdia. O drama da nossa época é a consciência do pecado e o drama de considerar o nosso mal e o nosso pecado como algo que não pode ser perdoado ou curado. A sociedade perdeu a confiança por causa do mal e não acredita que ainda existam pessoas que possam combater este mal” disse Parolin.

O livro de Francisco 3

                   Na obra de 150 páginas o Papa Francisco afirma ser “tão pecador” como qualquer outra pessoa, e volta a abordar temas polêmicos como o homossexualismo. “Eu gosto quando se fala da pessoa homossexual, porque antes está a pessoa, em sua integralidade e dignidade. E a pessoa não é definida, no entanto, por sua tendência sexual. Não nos esqueçamos que somos todos criaturas amadas por Deus, destinatárias do seu infinito amor” relata o Papa. Ao ser questionado sobre o fato de feito confissões de pessoas gays, Francisco disse que quer que eles fiquem “próximos de Deus. Eu prefiro que as pessoas homossexuais venham se confessar, que fiquem próximas para que possamos rezar juntos”.

 

Audiências de custódia

                   As chamadas audiências de custódia podem reduzir em até 50% o número de presos provisórios no país. A avaliação é do Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Ricardo Lewandowski. A redução seria alcançada casos os índices de liberdade provisória obtidos hoje com as audiências, sejam mantidos em 50%. “Nós imaginamos e já apresentamos publicamente esses cálculos. Em um ano, mantida a proporção de liberdade provisória de 50%, haveremos de diminuir pela metade os presos provisórios, passando de 240 mil para 120 mil” disse o ministro, em solenidade realizada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Presidente do Supremo lembrou ainda que o país tem hoje cerca de 600 mil presos no sistema carcerário nacional. “O pior de tudo é que 40% destes presos são provisórios, ou seja, equivalem a 240 mil cidadãos presos sem a apresentação a um magistrado, ás vezes durante meses, meio ano ou mais, em flagrante ofensa ao princípio constitucional da inocência e não da culpabilidade” afirmou. As audiências de custódia já foram implantadas em todo o país. Onde estão em funcionamento, o preso em flagrante deve ser apresentado em 24 horas ao juiz competente. Durante a audiência, o juiz decide pela manutenção da prisão, pela liberdade provisória ou aplicação de medidas alternativas ao cárcere, como o uso de tornozeleiras eletrônicas. Ele lembrou ainda a economia que a medida pode trazer. Segundo ele, “cada preso custa em média R$ 3 mil. Multiplicando 120 mil por R$ 3 mil e por 12 teremos uma economia de R$ 4,3 bilhões apenas deixando de prender os que não representam perigo para a sociedade” disse Lewandowski.

 

A nova arte alagoana

                   Qualidade, talento e criatividade não faltam á arte contemporânea de Alagoas. As obras de cinquenta novos artistas da terra podem ser conferidas no Complexo Cultural Teatro Deodoro, que apresenta o Salão de Arte Contemporânea de Alagoas. A Arte dos Novos de Alagoas é o nome da exposição que traz obras como colagens, desenhos, esculturas, fotografias, grafites, pinturas e gravuras e instalações. O Salão é uma realização da Associação dos Artistas Visuais de Alagoas (AAVA), Diretoria de Teatros de Alagoas (Diteal) e Secretaria de Estado da Cultura.

A nova arte alagoana 2

                   Os curadores do Salão, Alice Barros e Robertson Dorta organizaram uma seleção de 50 trabalhos entre os 200 que lhes foram apresentados, e priorizaram a característica de todos os artistas serem novos no universo das artes visuais. A mostra apresenta trabalhos de artistas plásticos alagoanos ou que estejam radicados em Alagoas há três anos e com, pelo menos, cinco anos de atuação na área. Na abertura da exposição foram homenageados oito gestores culturais de expressão em Alagoas: Sheila Maluf, Benedito Ramos, Alexandre Holanda, Susie Cysneiros, Sue Chamusca, Kelcy Ferreira, Juarez Orestes e Marcos Sampaio. Eles receberam o Prêmio Fernando Lopes de Artes.

Alimento para o gado

                   Ema mais uma ação para amenizar os efeitos da estiagem no sertão alagoano, o Governo do Estado doou esta semana, nove toneladas de bagaço de cana para alimentação do gado leiteiro. A entrega foi feita pelo governador Renan Filho ao presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) Aldemar Monteiro. O insumo será destinado a cerca de 4 mil pequenos produtores de leite de Alagoas, filiados à Cooperativa. O bagaço vai melhorar as condições do rebanho alagoano.

 

 

  • A Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) confirmou para esta segunda feira, dia 18, o inicio das aulas do curso de Medicina no Campus Arapiraca.
  • A iniciativa foi confirmada pelo Ministério da Educação, que através de uma Comissão esteve no local e aprovou o inicio das aulas.
  • A primeira turma de Medicina de Arapiraca contará com 30 alunos, que nas duas primeiras semanas de aula, tomarão conhecimento da metodologia a ser implantada na sua formação.
  • Ao invés de ser baseado nas disciplinas tradicionais, o curso será iniciada com “Aprendizagem Baseada em Problemas”, pra enfrentar as dificuldades inerentes á implantação do curso, dentro das carências do Campus.
  • Para auxiliar também os novos docentes, três professores da Faculdade de Medicina do Campus A.C. Simões, de Maceió, darão o suporte pedagógico ao curso de Arapiraca.