Blog do Dresch

31 de dezembro de 2015

Os equívocos das pedaladas

Uma saída à francesa

                   A primeira vacina contra a dengue liberada no país deverá ser comercializada no Brasil a partir de meados do próximo ano. A libração foi anunciada pela Anvisa, na última segunda feira, e o medicamento será produzido pelo laboratório francês Sanolfi-Pasteur. Ela imuniza contra quatro tipos de vírus da dengue, transmitida pelo vilão aedes aegypti, contudo não imuniza contra outros vírus do mesmo mosquito, como zika e chikungunya. Outras duas vacinas estão em fase de testes e são produzidas pelo Instituto Butantã e pela Fundação Osvaldo Cruz, mas somente no final de 2017, serão iniciados os testes em humanos. A vacina liberada pela Anvisa esta semana tem eficácia de 66% contra o vírus da dengue (os quatro tipos), mas pode reduzir em até 93% casos graves de dengue que resultam em mortes, e em 80% as internações, e esses resultados são de grande impacto na saúde pública. O custo da vacina, que não será disponibilizada de imediato pelo SUS, deverá girar em torno de R$ 85 por dose, mas é claro que vai depender da quantidade de vacinas adquiridas. O laboratório francês diz dispor de um estoque de 100 milhões de doses. O Ministério da Saúde informou que a decisão de incorporação da vacina ao SUS será estudada com prioridade e levará em conta critérios como a relação custo x efetividade, eficácia e população alvo. O Brasil é o terceiro país a liberar a vacina, antes dele, o México e as Filipinas já tinham decidido pela liberação. Nos dois países o preço também é motivo de muita discussão.

O erro das pedaladas

                   Em um dos últimos contatos com os jornalistas que cobrem o dia a dia do Palácio do Planalto no ano de 2015, o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner,          resolveu fazer um mea-culpa sofre as “pedaladas fiscais” que dão a fundamentação ao processo de impeachment à Presidente Dilma Rousseff. “O governo errou em 2013 e 2014, a posologia das medidas foi errada” admitiu. Ele disse que o governo tem culpa apenas porque fez uma aposta que não deu certo. Disse que o governo errou na dose ao desonerar mais de três ou quatro setores, e conceder redução de IPI para a indústria, citando dois exemplos de erros.

O erro das pedaladas 2

                   Mas o ministro Wagner considera que o governo tem base para afastar o impeachment da Câmara. “Assim quem a Câmara resolver votar, a gente enterra esse processo. Ele esta natimorto. A sociedade quer saber de emprego, não quer saber quem esta sentado na cadeira de Presidente” disse o ministro. Para ele, os 199 votos alcançados na votação secreta da comissão especial do impeachment, mostraram que o governo ainda tem uma base forte. “O voto secreto é um convite à traição. No voto aberto, com o governo rearrumando o caminho, seguramente passaremos do mínimo necessário” afirmou Jaques Wagner aos jornalistas.

O erro das pedaladas 3

                   O Ministro da Casa Civil observou ainda que o Supremo Tribunal Federal como mediador, deu ao impeachment a magnitude de um processo que pode afastar uma presidente eleita com mais de 50 milhões de votos. Ele ressaltou que a decisão do STF não retira o impeachment “mas deu uma pacificada na volúpia de alguns”. Wagner destacou que até a oposição foi rápida em abandonar a tese do impeachment, mas agora aposta na cassação da chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral. O Ministro afirmou que no ano que vem, contudo, será melhor. “Este primeiro ano foi um dos mais duros que eu já vi alguém ter, com essa luta sem trégua com o impeachment” avaliou.

Jornalistas mortos no trabalho

                   Sessenta e nove jornalistas foram mortos em todo o mundo em 2015 no exercício da profissão, de uma lista de 110 profissionais que perderam a vida em circunstâncias pouco claras. O balanço foi divulgado ontem pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Os dados mostram que, além desses, também morreram 27 blogueiros e outros sete colaboradores de meios de comunicação social, elevando para 787 o número de profissionais de comunicação mortos na última década. O Iraque lidera a estatística com nove jornalistas mortos de 11 possíveis, seguido da Síria, com nove confirmados de 10 possíveis, ambos palcos de conflitos armados e com a presença do grupo extremista Estado Islâmico.

Jornalistas mortos no trabalho 2

                   Vitimas do mesmo Estado Islâmico estão os profissionais fuzilados da redação do semanário satírico Charlie Hebdo, que colocam a França em terceiro lugar, com 8 vitimas fatais. A lista segue com o Iêmen, Sudão do Sul, Índia e México. No Brasil o número é de seis jornalistas mortos no exercício da função em 2015. Ao contrário dos demais companheiros ao redor do mundo, as mortes na maioria, acontecem por denúncias feitas por corrupção, ou por desmandos, improbidade administrativa, ou por questões pessoais. De qualquer forma é o maior numero de profissionais mortos no nosso país desde 1992, quando a contagem começou a ser feita.

Jornalistas mortos no trabalho 3

                   A Repórteres Sem Fronteiras também recordou que dois dos jornalistas assassinados esta ano são mulheres: a francesa Elsa Cayat (morta no ataque jihadista contra o Charlie Hebdo) e a somali Hindia Mohamed, vitima da explosão de um carro bomba pela milícia Shebab, em 3 de Dezembro. Neste ano também foram sequestrados 54 jornalistas, além de outros 153 presos. Os reféns encontram-se na Síria (26), Iémen (13), Iraque (10) e Líbia (5). Já os presos estão, sobretudo na China (23), Egito (22), Irã (18) e na Turquia (9). Os 66 restantes estão espalhados pelo mundo.

 

  • Uma audiência pública organizada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) debateu os impactos ambientais no primeiro trecho da duplicação da AL 101 Norte.
  • Este trecho tem inicio na Avenida Josefa de Melo (próximo ao Parque Shopping) em Cruz das Almas até o bairro de Garça Torta. Os estudos sobre os impactos no trecho foram apresentados a moradores, comerciantes e demais técnicos envolvidos direta ou indiretamente na obra.
  • Para a elaboração e avaliação do estudo foram considerados aspectos ambientais, como fauna e flora locais.
  • Também foi apresentada uma pesquisa elaborada com moradores e comerciantes que residem e trabalham ás margens da AL 101 Norte, perguntando sobre a importância da obra e o que ela pode representar em um futuro próximo.
  • Foram discutidos itens como mobilidade, segurança, desenvolvimento urbano e facilidade de deslocamento.
  • As obras devem ser iniciadas nas primeiras semanas de 2016.