Blog do Dresch

4 de dezembro de 2015

Não há clima para golpe

                O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse que não vê, hoje, condições para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para ele, “o impeachment é um mecanismo regular do sistema presidencialista, mas é traumático. Pode trazer consequências que não temos condições de avaliar hoje”. A declaração foi feita ao jornalista Roberto D’Ávila e exibida no último dia 2, mas gravada antes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitar o pedido de abertura do processo de impeachment. Joaquim disse ainda que “há uma crise na Presidência da República e o Brasil precisa de lideranças lúcidas, com uma visão muita clara da sociedade e do que precisa ser feito para mudar o país, para completar essa formação inacabada do Estado”.

Sem clima para golpe 2

                   Um dos maiores juristas do país, o professor Dalmo Dallari afirmou que o ato do presidente Cunha em aceitar o pedido de impeachment, é uma tentativa de forçar uma negociação e se salvar da cassação do Conselho de Ética da Casa. “O presidente da Câmara esta fazendo uma encenação política, que ele mesmo sabe, que é absolutamente inconsistente sob o ponto de vista jurídico”. Dallari considera que a encenação não tem chance de progredir e de produzir consequências graves. “A ordem constitucional democrática brasileira é muito sólida e não será abalada por essas aventuras” defendeu o jurista.

Sem clima para golpe 3

                   Dalmo Dallari reiterou o argumento que vem defendendo há meses, de que não existe um fundamento jurídico que possa embasar um processo de impeachment. “A decisão do deputado Eduardo Cunha no sentido de dar encaminhamento a um dos processos não acrescenta qualquer fato novo que tenha alguma relevância. Na realidade, procedi ao exame cuidadoso das disposições constitucionais e legais relativas ao impeachment, e paralelamente, examinei os argumentos dos opositores, chegando a conclusão, absolutamente segura, de que não há qualquer fundamento jurídico para um processo de impeachment” explicou.

A crise do clima

                   Bastou dar inicio à discussão sobre a criação do fundo para combater de forma eficaz o aquecimento global, que os líderes presentes na Conferência do Clima, em Paris, começaram a se estranhar. A maior parte dos participantes da Conferência considera que a fatura deve ser cobrada dos países mais ricos, porque são eles que mais poluem o planeta. O chamado G77+China, grupo de 135 nações em desenvolvimento apertou o presidente da Conferência, o chanceler francês Laurent Fabius: só assinará um acordo final se o documento cobrar a responsabilidade das nações ricas de fornecer recursos financeiros e tecnológicos para os mais pobres. O grupo chegou a divulgar um comunicando dizendo que os países desenvolvidos têm a obrigação de bancar o fundo. O Brasil, que faz parte deste grupo, também se posiciona desta forma. Já os países mais ricos querem incluir “as economias em transição” e sugere que qualquer nação pode dar sua contribuição. Assim, Brasil, China e Índia poderiam ser cobrados para participar do fundo. Os chineses, que mais poluem, criaram um fundo “voluntário” de US$ 3 bilhões para ajudar outros países. Na reunião ocorrida em Copenhague, em 2009, os Estados Unidos e as demais nações ricas prometerem um fundo de R$ 100 bilhões anuais, a partir de 2020 para os países em desenvolvimento. Em tese, o dinheiro deve vir de projetos públicos e privados vinculados a governos. Mas até agora tudo ficou na conversa.

 

O tráfico na mira

                   A Segurança Pública de Alagoas acredita que o tráfico de drogas é o maior responsável pela violência no Estado. Por isso mesmo, o combate tem sido sistemático. Até Novembro deste ano de 2015, foram apreendidas quase três toneladas de entorpecentes, e desarticuladas e presas mais de 100 quadrilhas por tráfico, segundo dados do Núcleo de Estatística de Análise Criminal. Foram presas 1.646 pessoas ligadas diretamente ao tráfico, responsáveis pela comercialização de maconha, crack e cocaína no estado. Somente no último mês de Novembro foram detidos e encaminhados ao sistema prisional 193 traficantes.

Material escolar mais caro

                   Em média, o material escolar a ser utilizado em 2016, deve ficar 10% mais caro, segundo previsão da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). Para a entidade os produtos fabricados no país como caneta, borracha e massa escolar podem ter um aumento de até 12%, e que os produtos importados, como mochilas, lancheiras e estojos subirão de 20% a 30%. Um levantamento feito pela Associação mostrou que no último ano, os itens do material escolar subiram 10% em média, e este percentual deve se manter no próximo ano. O aumento é atribuído a desvalorização do real, elevação dos insumos e da mão de obra.

Material escolar mais caro 2

                   O aumento de 2016 será maior que nos anos anteriores, porque a crise tem afetado toda a cadeia produtiva. Tanto os fabricantes quanto os importadores vão sofrer o impacto de redução das vendas de 5% a 10% em relação a 2014. A recomendação da Associação é de que pais e responsáveis pesquisem bastante antes de comprar o material e se possível, antecipem suas compras. “Muitos lojistas montaram seus estoques no primeiro semestre, sem os aumentos que aconteceram a partir de Julho e poderão oferecer um preço melhor aos consumidores, por isso a pesquisa é fundamental” explicou o presidente da Associação Rubens Passos.

 

  • Um dos mais conceituados jornalistas do país, ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o alagoano Audálio Dantas recebeu o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal de Alagoas.
  • Natural de Tanque D’Arca, no agreste alagoano, Audálio logo cedo foi para São Paulo, onde ingressou na carreira jornalística.
  • Foi eleito presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, nos momentos finais da ditadura militar e teve que enfrentar as Forças Armadas na morte por tortura, no Doi-Codi paulista, do jornalista Vladimir Herzog, da Tv Cultura.
  • Esse enfrentamento, com outras autoridades democráticas do país, acelerou o fim dos tempos da repressão no Brasil.
  • Audálio recebeu o título das mãos do reitor da Uneal, Jairo Campos, durante reunião dos assessores de imprensa do Governo do Estado, coordenada pela Secretaria de Comunicação.